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27/05/2014

Monitoramento por satélite aponta expansão de áreas florestais

Celebrada oficialmente em 27 de maio, a Mata Atlântica é considerada um dos mais importantes biomas do País, envolvendo 17 estados brasileiros e parte da Argentina e Paraguai.

Google, imagem ilustrativa
Com uma biodiversidade semelhante à da Amazônia, a Mata Atlântica sofreu ação de desmatamento expressivo pela colonização brasileira. Estudos apontam que após 500 anos de colonização europeia, a Mata Atlântica passou por mudanças drásticas que a reduziram a menos de 10% de sua cobertura original.

No Rio Grande do Sul, entretanto, este cenário tende a mudar. Um projeto inédito utiliza a tecnologia de monitoramento automatizado para acompanhar a evolução de fragmentos florestais. A pesquisa é realizada pela Universidade Federal de Santa Maria com o apoio do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). As áreas de estudo compreendem três blocos geográficos situados no interior do estado do Rio Grande do Sul, totalizando uma área de 6.899,47 km² que ocupam o território de vinte e nove municípios.
Com o uso da tecnologia da constelação de satélites RapidEye, imagens de alta resolução permitem a detecção, por exemplo, de um veículo em solo a partir de um satélite que está a 800 quilômetros de altitude. “Qualquer objeto com dimensões iguais ou superiores a cinco metros quadrados poderá ser identificado pelo monitoramento, ou seja, se alguém suprimir duas árvores de porte em meio a uma floresta, este espaço certamente será detectado nas imagens”, explica o engenheiro florestal e coordenador da pesquisa, professor Rudiney Soares Pereira, da Universidade Federal de Santa Maria (RS).

Segundo Pereira, o projeto conta com uma equipe técnica formada por mais 17 pesquisadores e já apresenta alguns resultados. “Por meio da criação de um banco de dados georreferenciado foram feitos testes de segmentação e classificação dos conjuntos de imagens digitais, classificando-as como florestas nativas, plantadas, de agricultura, campo, solo exposto e água. Com esses mapeamentos temáticos um para cada período analisado, sendo dois períodos até o momento, foi possível realizar o cruzamento dos planos de informação e os três blocos monitorados apresentaram uma taxa de expansão florestal de 7,55%”, afirmou.

O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, comemorou os resultados. “O setor do tabaco tem uma ampla atuação na área ambiental. Ficamos muito satisfeitos quando somos parte ativa da preservação, especialmente quando se trata da Mata Atlântica, bioma presente em diversas regiões produtoras de tabaco no Sul do País”, afirmou.

ACORDO IBAMA – O SindiTabaco, a Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o Ministério do Meio Ambiente firmaram acordos em 2011 para a preservação da Mata Atlântica. Entre os compromissos estão:

• Exigência contratual dos produtores rurais, a partir da safra 2012/2013, que a produção e a comercialização de tabaco estejam em conformidade com as normas ambientais vigentes, sob pena de rescindir os contratos vigentes;

• Não adquirir tabaco oriundo de áreas desflorestadas ilegalmente integrantes do Bioma Mata Atlântica, bem como tabaco processado em estufas mediante a utilização de lenha oriunda de mata nativa em desacordo com a legislação ambiental;

• Orientação aos produtores, por seus técnicos/instrutores agrícolas, sobre a importância da proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica;

• Monitoramento por satélite de uma área de quase seis mil Km², com o objetivo de acompanhar a evolução dos sistemas de produção e a conservação dos remanescentes florestais em três das áreas de grande importância para a cultura do tabaco no Rio Grande do Sul;

• Distribuição de 200 mil cartilhas tratando do manejo sustentável das propriedades rurais e o respeito ao meio ambiente.

• Estabelecer formas de apoio à recuperação de áreas degradadas na região de Segredo (RS) e à conservação de áreas do bioma Mata Atlântica por meio de parcerias com universidades.


Fonte: SindiTabaco



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