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03/07/2014

Fungo dá conta de limpeza ambiental da pesada

Um fungo "devorador de madeira" - ou xilófago - desponta como um bom aliado do homem na biorremediação de áreas contaminadas com pentaclorofenol.

Foto: Adriana Gugliotta (Trametes villosa)
Também conhecido pela sigla PCF ou, popularmente, como “pó da China”, esse composto químico foi banido nos Estados Unidos já nos anos 1980. A Organização Mundial de Saúde o classifica como altamente perigoso por causar câncer e afetar o sistema imunológico humano, além de ser especialmente tóxico para mamíferos e aves, com capacidade de bioacumulação na cadeia alimentar.

O pentaclorofenol foi empregado durante muitos anos como conservante de madeira em postes de luz, por suas propriedades desinfetantes, fungicidas, moluscocidas, inseticidas e bactericidas e porque não se degrada com facilidade. Mas também é um subproduto de indústrias químicas fabricantes de insumos agrícolas e, como tal, foi enterrado ou jogado de forma inadequada em aterros, em diversas localidades brasileiras, entre os anos 1960 e 1980, contaminando o solo e as águas subterrâneas. Os casos mais conhecidos são os de Cubatão e Paulínia, ambos em São Paulo.

A dificuldade para recuperar uma área contaminada deve-se à estabilidade química do PCF. Em condições ambientais normais, o composto se decompõe muito lentamente ou nem se degrada, sobretudo se faltar oxigênio ou luz solar para os microrganismos que promovem o processo de mineralização biológica.

Então o jeito é recorrer a fungos para acelerar a limpeza ambiental, segundo indicam estudos realizados pela engenheira agrônoma Luciana Jandelli Gimenes, em seu doutoramento em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente pelo Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, e em um grupo de pesquisa do qual participam 5 pesquisadores. Eles realizaram experimentos com solos contaminados, coletados em diversas profundidades, e concluíram que as espécies mais interessantes para o “servicinho difícil” são Trametes villosa e Lentinus crinitus.

Esses dois fungos causam o apodrecimento da madeira e, por isso, são chamados de xilófagos. Mas dão conta de quebrar as moléculas de organoclorados da mesma maneira, então “atacam” o PCF e até o hexaclorobenzeno, ou HCB, outro composto “da pesada”, usado como fungicida nos anos 1940.

Para usar os fungos, primeiro é preciso multiplicá-los, usando bagaço de cana como substrato de base. “Um modelo provável de utilização desses microrganismos para tratamento de PCF e HCB em solo é a utilização de biorreatores, onde você consegue obter controle de todos os parâmetros que podem influenciar na degradação, pois na legislação estadual (SP) não é permitida a introdução direta de microrganismos que não sejam nativos (alóctones) no solo”, explica Luciana Gimenes.

“Somente pode ser feita a bioestimulação, ou seja, a injeção de nutrientes no solo ou oxigênio, por exemplo, de modo a otimizar as condições de crescimento dos microrganismos nativos do local contaminado, oferecendo a eles condições que estimulem seu metabolismo degradativo”, prossegue. Já nas regiões em que a introdução dos microrganismos “de fora” seja permitida “é possível inocular o fungo em grande escala para aplicá-lo sobre o solo contaminado”.

Nos ensaios realizados pelo grupo de pesquisa, os níveis de mineralização chegaram a 25% de HCB com cerca de 80% de degradação. “O que resulta no solo, após essa mineralização, são cloretos livres e não há necessidade de remoção mecânica”, observa a especialista. Nem mesmo os fungos precisam ser retirados, pois eles não chegam a desenvolver o “cogumelo” e permanecem misturados à massa do solo.

A tese de doutorado de Luciana Gimenes recebeu bolsa da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o grupo de pesquisa conta com recursos da Rhodia e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag). Agora é torcer para que ambos os financiadores – Rhodia e Fundepag – adotem e disseminem os fungos “devoradores de madeira” para descontaminar as porções do Brasil com excesso de PCF e HCB.


Fonte: Liana John



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