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22/09/2014

Incertezas da Economia e Reforma Tributária foram temas que dominaram os debates do Fórum Lide De Agronegócios

Foto ilustrativa - Google

Com palestras das principais lideranças do agronegócio e a presença de cerca de 300 convidados, entre líderes empresariais e do agronegócio, além de pesquisadores, investidores e autoridades públicas, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, presidido pelo empresário João Doria Jr., o LIDE AGRONEGÓCIOS, liderado pelo embaixador da FAO para o cooperativismo, Roberto Rodrigues; e o LIDE CAMPINAS, comandado pelo empresário Juan Quirós, promoveram neste sábado (20/9), no Hotel Royal Palm Plaza, em Campinas (SP), o 3º FÓRUM NACIONAL DE AGRONEGÓCIOS.

A abertura do evento contou com a presença do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que relacionou as ações e iniciativas programadas pelo seu governo para estimular o agronegócio no Estado, enfatizando a necessidade de reformas para aprimorar o ambiente de negócios no setor. “Entendo que entre todas as reformas que o País necessita para estimular a economia, a mais urgente é a tributária, que irá aumentar a segurança jurídica e evitar a desorganização econômica”, disse.

Também participaram da abertura do Fórum os candidatos a vice-presidentes Beto Albuquerque e Aloysio Nunes Ferreira, respectivamente nas chapas de Marina Silva e Aécio Neves. Albuquerque fez questão de salientar que não há divergência da candidata com as prioridades do agronegócio. “Nossa tarefa é levar adiante o pacto firmado por Eduardo Campos com o setor. De forma nenhuma vamos rediscutir questões já equacionadas, como o Código Florestal. A intenção agora é implementá-lo, até pelo fato de que quem está impondo sustentabilidade ao mundo é o consumidor e o futuro”, disse Albuquerque.

 

Já o senador Aloysio Nunes fez um apanhado das posições políticas e econômicas defendidas pelo seu partido, o PSDB, chamando a atenção para a necessidade de o País parar de olhar para o passado e encarar os desafios do futuro. “No caso do agronegócio é fundamental entender que aquela visão de que o setor é composto por coronéis donos de latifúndios improdutivos é coisa do passado. O agronegócio brasileiro, em função da evolução alcançada nos últimos anos, talvez seja o setor com maior vinculação com a globalização da economia, pois interage com exigentes e diversificados mercados”.

 

Também participaram da abertura do evento o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Caio Tibério da Rocha; a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi; e o prefeito de Campinas, Jonas Donizete.

 

PESSIMISNO DO AGRICULTOR BRASILEIRO É REFLEXO DE CRISE ECONÔMICA

Ao lado do gerente do DEAGRO - Departamento de Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa, Ingo Ploger, presidente do CEAL - Conselho Empresarial da América Latina; e Alexandre Figliolino, diretor comercial do Itaú BBA, André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, detalhou os principais resultados do Índice de Confiança dos Produtores Rurais, desenvolvido pelo Deagro. “Os resultados do segundo trimestre de 2014 indicam um aumento sensível no pessimismo do agricultor brasileiro. Foi uma queda muito preocupante na confiança do produtor rural, que deriva das incertezas gerais da economia”, afirmou Pessôa, informando que o índice recuou de 104,4 no quarto trimestre de 2013, para 92% no segundo trimestre deste ano. “A maior preocupação apontada pelos entrevistados foi relacionada às questões climáticas’, completou Pessôa.

 

Para o presidente da Embrapa, Maurício Antonio Lopes, que abordou o tema O Futuro do Agro: Reflexões e Medidas para Aumentar a Prosperidade no Campo, “o agronegócio evoluiu bastante nos últimos anos, mas estamos diante de uma série de desafios. Na nossa área, que é da pesquisa, temos de fortalecer os sistemas de P&D, de forma que o País saia dos cerca de 1,2% do PIB investido em pesquisa, para os 3% -que normalmente são investidos pelos países que são nossos competidores diretos”, afirmou. A palestra do presidente da Embrapa teve como debatedores: Jacyr Costa, presidente da Tereos; Luis Carlos Guedes Pinto, ex-ministro da Agricultura; e Marcio Lopes de Freitas, presidente da OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras.

 

Por fim, no 3º Painel, ponto alto dos debates do Fórum, colocou frente a frente os representantes dos três principais candidatos à presidência da República, João Sampaio Filho, presidente do COSAG/FIESP e representante do Programa de Governo do candidato Aécio Neves; Alessandro Teixeira, coordenador do Programa de Governo para Reeleição da presidente Dilma Rousseff; e Marcos Jank, um dos formuladores do programa da candidata Marina Silva. O painel foi coordenado pelo presidente do LIDE, João Doria Jr., que destacou a importância de se reunir os três representantes. “Foi muito bom, pois demonstra um fortalecimento da democracia, uma vez que todos puderam expor suas análises e posições sobre um segmento que tem sido o mais importante esteio econômico do País nos últimos anos, mas que ainda enfrenta vários problemas em diversas áreas. Nosso objetivo com o Fórum é auxiliar na discussão das fórmulas que podem contribuir para o futuro do agronegócio em bases sustentáveis e que aumente a prosperidade do setor”, complementou Doria. Ao final, foi divulgada a Declaração de Campinas, com um resumo dos principais pontos debatidos, assim como as expectativas do agronegócio em relação ao próximo governo.

Na parte final do encontro foi entregue o PRÊMIO LIDE DE AGRONEGÓCIOS 2014, que reconhece os melhores do setor em cinco categorias. Além disso, na abertura do evento, foi feira uma homenagem especial ao engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso, fundador da MANAH, da Fundação Agrisus e um dos nomes mais respeitados do meio, que completou 100 de vida, nesta sexta-feira, 19 de setembro.


Fonte: Grupo Cultivar



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