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25/11/2014

Brasil emitiu 1,57 bilhão de toneladas de CO2 em 2013, revela estudo

As emissões brasileiras atingiram 1,57 bilhão de toneladas de CO2 em 2013, um aumento de 7,8% em relação ao ano de 2012, e o maior valor desde 2008

Foto ilustrativa. (Fonte: google)

 O aumento das emissões de 2013 representa uma reversão de tendência registrada desde 2005, quando vinham caindo ano a ano devido a sucessivas quedas nas taxas anuais de desmatamento. Em 2012, atingiram o seu menor valor, com 1,45 milhão de toneladas de CO2.

Os resultados foram anunciados neste quarta-feira (19) em São Paulo (SP) pelo Observatório do Clima, no setor do SEEG 2.0 (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estuda) para 2014.

Segundo o estudo, elaborado pelo segundo ano consecutivo, todos os setores apresentaram aumento de emissão em 2013, com destaque para as Mudanças de Uso da Terra (16,4%), puxado pelo aumento do desmatamento na Amazônia e Cerrado, e Energia (7,8%), influenciado pelo aumento do uso de energia termoelétrica de fontes fósseis e do consumo de gasolina e diesel para transporte.

O setor de Mudança de Uso da Terra representa ainda, a exemplo dos dados referentes a 2012, a maior parcela das emissões (35%). Mas a área de Energia teve aumento expressivo de participação, e alcança agora 30% das emissões, seguida de Agropecuária (27%), Processos Industriais (6%) e Resíduos (3%). “É preciso trazer o desafio das mudanças climáticas como um tema estratégico para nosso desenvolvimento. Diante da emergência climática em que nos encontramos, isso é muito preocupante”, avalia o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl.

A reversão de tendência com aumento das emissões ocorre no momento em que o Brasil se prepara para a COP 20 (Conferência das Nações Unidas sobre Clima), a ser realizada em Lima (Peru), entre os dias 01 e 12 de dezembro, e impacta diretamente na percepção de como o Brasil pode contribuir para reduzir as emissões no âmbito do novo acordo climático a ser aprovado em 2015.

Estimativas sobre emissões dos estados brasileiros e do Distrito Federal passaram a fazer parte do SEEG 2.0 nesta edição. Do total de emissões nacionais, foi possível fazer uma alocação de dados, identificando-se de quais estados eram provenientes um total de 91% das estimativas de emissões para o Brasil em 2013.

Considerando-se as emissões alocadas por estados, os maiores emissores seriam o Pará (11,2%) e Mato Grosso (9,4%), seguidos de São Paulo (8,5%) e Minas Gerais (7,5%). Quando se desconsidera as emissões de Mudanças de Uso do Solo, a liderança passa para São Paulo (12,9%), depois Minas Gerais (9,8%) e Rio Grande do Sul (7,2%).

Segundo Rittl, a redução das emissões provocadas pelo desmatamento verificada entre 2005 e 2012 criou uma espécie de zona de conforto, que de certa forma mascara o crescimento persistente e acelerado das emissões nos demais setores.

O aumento das emissões por queima de combustíveis fósseis tende a se intensificar como reflexo do maciço investimento em energias fósseis, redução e poucos investimentos em novos combustíveis renováveis e na própria participação de energias renováveis na matriz energética brasileira que caiu de 48% para 41% nos últimos cinco anos.


Fonte: CeluloseOnline



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