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08/02/2018

Difundir inovações é estratégico no agronegócio brasileiro


Pode-se tomar como cenário que não basta gerar a inovação nas universidades e nos centros de pesquisa, embora seja essencial nos processos de mudanças, pois é indispensável que ela seja acessada via as tecnologias modernas de informação (TI), sem excluir outras metodologias tradicionais; adotada pelos empreendedores rurais, sejam eles familiares, médios e grandes empresários; resulte em ganhos de produção, produtividade e qualidade nas culturas, criações, e no setor de base florestal; obtenha rentabilidade econômica em sintonia fina com os mercados, embora pendulares; e contribua à tomada de decisão em nível de estabelecimentos rurais nas diferentes regiões produtoras de Minas Gerais e do Brasil. A tese de que todo mundo já sabe disso não tem nenhum fundamento.

Entretanto, esse processo de difusão de inovações precisa ser adotado também, como fonte de saberes, por todos os agentes públicos e privados, que atuam na modernização agropecuária brasileira, bem como no contexto educativo das escolas, universidades e centros de pesquisa, à medida em que ele permite visualizar, enquanto conhecimento, um considerável leque de fatores e condicionantes que regem a tomada de decisão inserida nas conjunturas, nos negócios agropecuários e sistemas agroalimentares e florestais. É preciso exorcizar, onde couber, a exclusiva ótica limitada aos produtos e fora de cenários das demandas tecnológicas e dos mercados estimulantes ou restritivos.

Torna-se razoável aceitar que a difusão de inovações tem minimamente duas etapas convergentes; a adoção que é uma decisão pessoal, intransferível, e a difusão ou disseminação, que emerge por consequência do aumento do número de adotadores e principalmente num universo rural considerável, disperso e na sua maioria sem acesso aos meios propiciados pela TI e diversificado nas suas vocações e vantagens relativas e comparativas, que também determina o que plantar, criar, comprar, vender e preservar. É evidente que mercado perfeito não existe, mas não há como subestimar e desconhecer o processo de difusão de inovações, que se atrela também às políticas públicas.
 
Apenas para efeito didático, o “vender” simplesmente tecnologias pode ser um risco para quem a compra. O conhecimento deve ser compartilhado e a análise de riscos colocada à mesa por convergirem para um mesmo eixo; o econômico (renda), social (qualidade de vida) e o ambiental (uso correto dos recursos naturais). Ressalte-se, porém, que as inovações ao serem testadas em grande escala e, apesar de todo rigor científico, poderiam apresentar “alguma novidade” imposta pela natureza. Há que se recordar também do chamado “Teste da Panela,” e onde transitam também os alimentos de origem animal e vegetal.

Assim, excepcionalmente, sem formar juízo de valor, subestimar a pesquisa e não citar a fonte primeira, uma variedade de feijão preto com boa produtividade e resistente a determinadas doenças, o que é muito bom, foi colocado, há muitos anos passados, em várias panelas de donas de casa e não deu certo. Ficava escuro demais, apresentava um péssimo visual, e era cascorento. Não teve futuro no mercado de Juiz de Fora (MG), histórico consumidor de feijão preto, onde, então, à época, exercia ainda a função de extensionista local da EMATER. O consumidor continua soberano.

Por lógica, não se espera também que o produtor rural domine todo um arcabouço científico e tecnológico nos detalhes, o que é uma busca regular e constante nos cenários dos cientistas e pesquisadores ligados ao agronegócio. Contudo, para se promover a gestão das inovações, em níveis de estabelecimentos rurais, o como, o quando, o onde e o por quê devem andar juntos, indissociáveis, e ao contribuírem para aumentar a eficiência da assistência técnica pública e privada nos sistemas agroalimentares e florestais. Essa didática de comunicação, não excludente noutras categorias de produtores, pode obter ganhos adicionais na assistência eficiente à agricultura familiar.

Além disso, o ver e fazer são tão importantes como o saber ou ainda o praticar a inovação proposta. Porém, em tudo na vida há exceções e os fundamentos da difusão de inovações revelam que existem diversas categorias de adotadores, incluindo-se os retardatários ou aqueles que presumivelmente pagam para ver se a inovação deu bons resultados nos domínios das comunidades rurais, e esse é igualmente um cenário prospectivo.

Aliás, a eventual rejeição de uma inovação poderá ser um sinal vermelho ou tida como uma oportunidade de conhecer e avaliar as causas havidas, pois a ciência existe para servir à sociedade ao acumular novos conhecimentos e disseminar boas práticas sustentáveis no campo e nas cidades, e avançar noutras áreas científicas e tecnológicas indispensáveis à humanidade.
E mais, esses desafios técnicos-educativos não ofuscam o vigoroso agronegócio brasileiro que une mercados, inovações, agropecuária, florestas, horticultura e fruticultura, e o fato de ser o Brasil o segundo maior produtor de alimentos do mundo não foi obra do acaso. 


Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo



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