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22/12/2019

CENÁRIOS DINÂMICOS DO AGRONEGÓCIO

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) a população mundial era de 2,5 bilhões de pessoas em 1950; 6,9 bilhões em 2010; e 7,6 bilhões em 2017, com previsão de 9,5 bilhões em 2050. Comparando-se 1950 com 2017 cresceu 204%. Noutro cenário, em 1872 o Brasil abrigava 9,93 milhões de habitantes e 208,4 milhões em 2017, mais 1.998%.

CENÁRIOS DINÂMICOS DO AGRONEGÓCIO*
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) a população mundial era de 2,5 bilhões de pessoas em 1950; 6,9 bilhões em 2010; e 7,6 bilhões em 2017, com previsão de 9,5 bilhões em 2050. Comparando-se 1950 com 2017 cresceu 204%. Noutro cenário, em 1872 o Brasil abrigava 9,93 milhões de habitantes e 208,4 milhões em 2017, mais 1.998%.
E mais, a população brasileira às 8:55 horas de 18/12/2019 é 210,8 milhões de habitantes, e a de Minas Gerais; 21,2 milhões (IBGE/Google). Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estimam-se as seguintes taxas de urbanização em 2050; Mundo, 66%; China, 76%; Índia, 50%; e o Brasil, 91%.
Em 2018, no entanto, a população urbana no Estado de São Paulo era da ordem de 96,42% (Seade/SP) Variações nesses percentuais não eliminam o fato de que a urbanização é um processo irreversível em nível mundial, e numa perspectiva de tempo!
Portanto, cresciam e crescem as demandas por água, alimentos, fibras, biomassa, energia limpa, segurança alimentar, sistemas de armazenagem, distribuição e consumo, o que implica também nos avanços da pesquisa agropecuária, distribuição da renda per capita, redução de custos, adoções de inovações no campo, e sustentabilidade dos recursos naturais; cenários convergentes!
Há também que adicionar os ganhos de longevidade humana e efetivas demandas por saúde, educação, segurança pública, logísticas operacionais, moradias, transportes, que se agregam para além do plantar, criar, abastecer, exportar e, sendo fatores essenciais, no conjunto, às formulações de políticas públicas, desempenho das economias e indispensáveis ao bem-estar social das sociedades.  Por exemplo; alimentação sadia, nutricional e saúde humana estão ligadas por um cordão umbilical de aço!
Além disso, análises econômicas são para os economistas, porém, pode-se comparar com o que há de melhor nos cenários dinâmicos do agronegócio, que são referências nas suas diversas singularidades econômicas, tecnológicas, de mercados, e até climáticas por onde também transita a agricultura irrigada!
Em 2018, existiam 2,2 milhões de farms (fazendas) nos EUA contra 5,072 milhões de estabelecimentos rurais no Brasil; evidentemente não detalhando os respectivos mercados, níveis de tecnologias adotados, relação custo/benefício, subsídios, o que não implica em subestimar o desempenho do agronegócio brasileiro desde a década de 1970. Os fatos confirmam essa afirmativa numa série histórica, e fundamentados em centenas de estudos, análises e pesquisas sobre o agro nacional!
Os cinco primeiros estados norte-americanos em número de fazendas são; Texas (248 mil); Missouri (95 mil); Iowa (86 mil); Ohio (77,8 mil); e Oklahoma (77,3 mil). Somam 584,1 mil fazendas ou 26,5% de 2,2 milhões. Só o território mineiro abriga 607.488 propriedades rurais ou 11,97% do universo de 5,072 milhões pesquisados (USFarm/2018/Censo Agropecuário 2017).
Tomando-se como referência apenas o milho, em que os EUA são os maiores produtores mundiais, safra 2016/2017; 100% das fazendas têm secadores e silos; 55% da capacidade estática de armazenagem estão nas fazendas; 86%, no Oeste do Canadá; em torno de 16% no Brasil (CAEP/BRASIL). Essa logística, em negrito, poderá fazer a diferença no momento de negociar o produto à espera de preços mais atrativos e alimentar os rebanhos!
Além disso, vale registrar que em novembro de 2017 a área com lavouras nos EUA soma 167,8 milhões de hectares (Embrapa Territorial), e na safra brasileira de grãos, 2017/2018, foram cultivados 61,7 milhões de hectares, sendo, portanto, 2,71 vezes menor do que nos EUA. Entretanto, a produtividade requer a adoção de múltiplas variáveis em níveis de milhões de fazendas ou estabelecimento rurais, onde os plantios de grãos, no caso do Brasil, dependem em mais de 90% da chegada e distribuição das chuvas ao longo dos respectivos ciclos das culturas!
Em 2019, considerando-se os confinamentos de bovinos com mais de 1.000 cabeças, os EUA confinaram 12 milhões, e o Brasil 5,26 milhões, porém, o nosso País é 2º produtor de carne bovina e 1º exportador (BeefPoint/DMS). Em 2018, o Brasil ofertou 33,8 bilhões de litros de leite (IBGE); e os EUA produziram 97,5 bilhões de litros (Milk Farm Journal/2019) diferença de 188,5%. Mercado, tecnologias, consumo, gestão para resultados e produtividade elevada explicam essa diferença na oferta de leite entre os EUA e o Brasil!
Entre 2000 e 2017, a produtividade média do rebanho leiteiro brasileiro foi de apenas de 1.357 litros por vaca/ano (IBGE). Nos EUA, essa média gira em torno de 10 mil litros!
Nessa panorâmica do agronegócio e segundo o Relatório Anual de Perspectivas Agrícolas 2010-2019, publicado pela FAO/OCDE, com base na produção agropecuária mundial de 2010, em 2030 haverá um crescimento de demanda de 34% de carne bovina; 47% de carne suína; 55% de carne de frango; 59% de açúcar; 19% de arroz; e 29% de milho. Previsão é previsão! 
No Brasil, o consumo aparente de fertilizantes passou de 24,5 milhões de toneladas em 2010 para 35,5 milhões em 2018 ou mais 44,9%, dentro do horizonte da FA0/OCDE, e previsão de 36,5 milhões de toneladas em 2019 (ANDA).
O maior consumidor de fertilizantes do mundo é a China e, em média o Brasil, 4º maior consumidor mundial, precisa importar anualmente cerca de 70% dos adubos usados na agricultura, predominando as demandas requeridas nas culturas do milho, soja, cana de açúcar e café, mas incluindo-se a fruticultura e horticultura. Caracteriza-se numa dependência estratégica, mas sensível às eventuais manobras comerciais externas numa economia sem fronteiras, e em clara e franca competição por tecnologias, produtos e serviços; e o agronegócio brasileiro se enquadra nesses cenários.
Assim como é também da natureza da economia o binômio; quem compra quer vender! E mais, o confronto comercial entre os EUA e a China está afetando as economias, e apostar na crise para tirar vantagens no agronegócio é um jogo arriscado!
Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte* – 18/12/2019.
 




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Comentário(s) (2)


e disse:

17/01/2020 às 18:32

20

e disse:

30/12/2019 às 21:45

20

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