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08/01/2020

PLATAFORMAS DIGITAIS NA AGRICULTURA

Plataformas digitais na agricultura, estratégicas e indispensáveis, são ferramentas avançadas na gestão dos estabelecimentos rurais que somam 5,073 milhões no Brasil, sendo 607.488 em Minas Gerais, e ocupando uma área total no território brasileiro de 351,28 milhões de hectares com culturas e criações (IBGE). Os cenários da agro economia demandam crescentes inovações e são abrangentes, complexos e diversos nesse país continental.

Plataformas digitais na agricultura, estratégicas e indispensáveis, são ferramentas avançadas na gestão dos estabelecimentos rurais que somam 5,073 milhões no Brasil, sendo 607.488 em Minas Gerais, e ocupando uma área total no território brasileiro de 351,28 milhões de hectares com culturas e criações (IBGE). Os cenários da agro economia demandam crescentes inovações e são abrangentes, complexos e diversos nesse país continental
Por relevante, a França, enquanto País, tem um território de 64,38 milhões de hectares, portanto, 5,45 vezes menor que a área total ocupada pelos estabelecimentos rurais brasileiros, ou ainda 13,22 vezes menor que o Brasil. Apenas uma comparação geográfica e didática, e não uma análise econômica exemplar!
Numa perspectiva mais abrangente, são centenas de variáveis que afetam e determinam o desempenho da agricultura, fora os caprichos climáticos que podem causar, e têm causado, vultuosos prejuízos no campo, a depender da dimensão geográfica dos cenários rurais atingidos!
Além disso, em Minas Gerais o Censo Agropecuário de 2017 registra que os níveis de escolaridade dos produtores estão assim distribuídos: 10,56% nunca frequentaram a escola; 16,12% têm o ensino médio ou menos; 64,22% possuem o ensino fundamental ou menos; e apenas 8,54% o ensino superior ou mais. A escolaridade afeta a adoção de inovações, mas não a impede numa perspectiva de tempo e havendo mercados estimulantes!
E mais, apesar dos avanços havidos e por haver nas tecnologias de informação, continua sendo preciso “exorcizar”, no que couber, os eventuais poderes mágicos conferidos às inovações tecnológicas; e sempre avaliar que o empreendedor rural é o principal agente das mudanças propostas em seus domínios nas artes de plantar, criar, vender, comprar e exportar!
Inovar exige lucratividade, novos conhecimentos, boas práticas, capacitação, saber lidar com as inovações, e outras habilidades humanas, e não somente acessos aos dados virtuais, que são condicionantes essenciais para planejamento, acompanhamento e avaliações!
Noutros cenários convergentes, igualmente estratégicos, é imperativo avançar na assistência técnica, extensão rural, integração com a pesquisa e desenvolvimento, decifrando-se também os mercados. Mas nem tudo o que circula nas redes sociais ajuda na tomada de decisão nas paisagens rurais do Brasil, pois, “a tecnologia é coisa muito séria,” segundo pesquisador Eliseu Alves, da Embrapa!
Assim posto, a troca de saberes se configura para muito além do cenário acadêmico, embora essencial e fonte de inovações, e principalmente articulando-o com os agricultores familiares e médios produtores, com suas singularidades socioeconômicas.
Embora a ciência deva servir à sociedade, sem exclusões, pode-se aceitar que os grandes empresários acessam um considerável mundo de pesquisas, dados e informações turbinados pela magnitude de investimentos e alinhados às exigências de seus negócios agrícolas, pecuários e florestais.
Contudo, deve-se lembrar que a pesquisa de Alves, Souza e Marra (Embrapa), e com base no Censo Agropecuário de 2006, quando o salário mínimo era de R$ 300,00/mês, à época, que apenas 27.306 estabelecimentos rurais (0,62% de 4,4 milhões de estabelecimentos recenseados), e tendo uma classe de renda superior a 200 salários mínimos mensais, responderam por 51,19% da renda bruta em 2006; renda rural concentrada? Será uma tendência irreversível neste viger do século XXI?
Segundo o Censo Agropecuário de 2017, 79,3% dos 5,07 milhões de estabelecimentos agropecuários (4,02 milhões) não receberam orientação técnica em relação a uma minoria de 20,2%, com predomínio das regiões Sudeste e Sul. Os produtores que são proprietários das terras subiram de 76% em 2006 para 81% em 2017, o que é um dado relevante à reflexão!
Vale registrar e ressaltar ainda que do total de 5,07 milhões estabelecimentos agropecuários existentes no País, 77% foram classificados como de agricultura familiar, sendo responsáveis por apenas 23% do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, e ocupando uma área total de 80,89 milhões de hectares em 2017.
E mais, em 2017 a agricultura familiar ocupava 10,1 milhões de pessoas, das quais 1,82 milhão em Minas Gerais, ou 67% do total de trabalhadores nos estabelecimentos agropecuários do Brasil (IBGE). Pesquisa da Embrapa também revela que a agricultura familiar está fortemente vinculada às imperfeições históricas de mercado, que precisam ser reduzidas, e fortalecendo-se também o cooperativismo e associativismo no campo; somar esforços!
Contudo, já existem bons e concretos exemplos de agricultores familiares no Sul do País, em Minas Gerais, e noutras regiões, inclusive inserindo-os também nos “nichos de mercados” e sintonizados com as exigências dos consumidores em níveis regionais, estadual, nacional, e até no comércio externo!  
Os cafés, azeites, vinhos e queijos artesanais mineiros ganham também espaços nos mercados interno e externo, e passando eles por severas provas de qualidade, certificações de origem, e logrando esses produtos reconhecimento internacional de ponta.
Em 2018, o setor supermercadista mineiro faturou bruto R$ 35,8 bilhões (US$ 9,8 bilhões), cenário onde 60% (R$ 24,18 bilhões) são resultantes das vendas de alimentos de origem animal e vegetal. É o agronegócio abastecendo as cidades e regiões metropolitanas, e as logísticas supermercadistas atendendo milhões de consumidores e gerando atualmente 197,3 mil empregos diretos e bem-estar social (Fonte básica; Amis).
Assim posto, é de se esperar que as plataformas digitais na agricultura, estratégicas nos desempenhos agroalimentares e agroflorestais, serão aperfeiçoadas numa perspectiva de tempo; sirvam para orientar os formuladores de políticas públicas; estimulem o crédito rural assistido; demandem mais pesquisas; e qualifiquem os agentes de mudanças que contribuem à tomada de decisão nos cenários rurais. O conhecimento precede as mudanças!
Desde 1970, os sistemas agroalimentares e agroflorestais têm sido uma âncora verde fundamentada na adoção de tecnologias; abastecendo o mercado por vias internas; assegurando ganhos sequenciais nas exportações do agro brasileiro, que de janeiro a novembro de 2019 acumulou mais um superávit histórico de US$ 76,7 bilhões (Agrostat). Em 2019, salvo correção, o PIB do agronegócio mineiro poderá atingir R$ 165 bilhões, a preços correntes.
Engº agrº Benjamin Salles Duarte.*
 




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Comentário(s) (1)


e disse:

16/01/2020 às 06:50

20

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