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09/07/2020

O AGRONEGÓCIO EXIGE MERCADOS E TECNOLOGIAS*

Continua sendo uma visão distorcida e alimentada que o agronegócio seria um amplo conjunto de atividades produtivas, de domínio apenas de grandes produtores e empresários rurais no território brasileiro, embora atuantes e indispensáveis na economia agrícola.

O AGRONEGÓCIO EXIGE MERCADOS E TECNOLOGIAS*
Continua sendo uma visão distorcida e alimentada que o agronegócio seria um amplo conjunto de atividades produtivas, de domínio apenas de grandes produtores e empresários rurais no território brasileiro, embora atuantes e indispensáveis na economia agrícola.
O conceito de agronegócio formulado por Davis e Goldberg (Harvard/1955/EUA) reúne e converge todas as operações havidas e de suportes à produção antes das fazendas, dentro delas, onde se transformam tecnologias em produtos agropecuários que depois percorrem, gerando também milhões empregos e renda, os caminhos da comercialização por vias internas abastecendo e assegurando as exportações do agro!
Portanto, depreende-se que agricultura familiar, mesmo com suas singularidades, demandas e ofertas seria por definição conceitual um indispensável agronegócio familiar, bem como as atividades desenvolvidas pelos médios produtores. O relevante é ficar atentos aos mercados e longe apenas de polêmicas conceituais,  colecionando bons desempenhos agro econômicos, lucratividade, adotando práticas sustentáveis, saldando compromissos assumidos e assistidos com eficiência técnica pública e extensão rural, bem como a privada!
E mais, milhões de agentes de mudanças no campo também desenvolvendo processos gerenciais, acessando informações, plataformas digitais adequadas à tomada de decisão, pesquisa agropecuária de ponta, integrando esforços públicos e privados cooperativos, e sintonizados com as políticas agrícolas. Sinergias!
Contudo, lembrem-se que as atividades agropecuárias, num elenco de dezenas de práticas que afetam os ganhos de produção e produtividade nas culturas e criações também exigem procedimentos tecnológicos adequados no manejo correto do solo, base física e nutritiva da produção, indissociáveis, gerenciando também os recursos hídricos nos cenários das bacias hidrográficas.
Mas, recorde-se que a agricultura usa a água bruta e não a consome, pois, de imediato, mais de 90% volta ao ciclo hidrológico.
Eventuais desperdícios na agricultura irrigada estão sendo combatidos pela adoção de boas práticas de manejo pela capacitação de irrigantes. Vale lembrar que os irrigantes pagam pela água utilizada, o que não é barato e uso e desperdício doem no bolso.
O Brasil irriga apenas 6,95 milhões de hectares (ANA).
Aliás, agropecuária intensiva e de elevada produtividade exige muita pesquisa, inovação tecnológica, capacitação de pessoas, e não há também como fugir desses desafios no viger desse século XXI! E a pandemia? Nenhuma previsão de curto prazo poderia não se sustentar sem presumivelmente avaliar cenários e medir suas sequelas econômicas, conjunturais, sociais e políticas!
Entretanto e apesar do auspicioso desempenho do agronegócio brasileiro numa longa série histórica, segundo Eliseu Alves, pesquisador da Embrapa, “não pensar no futuro do agro poderia ser um grave equívoco de todos os agentes envolvidos públicos e privados.”
Apenas para efeito comparativo, se fosse atualizado pelo dólar médio comercial de 2019 de R$ 3,944, o superávit acumulado nas exportações do agronegócio entre janeiro de 1997 e dezembro de 2019, da ordem de US$ 1,195 trilhão, alcançaria R$ 4,71 trilhões, a preços correntes.
O agro é diverso e complexo. Em 2019 o setor florestal exportou US$ 12,5 bilhões, com superávit de US$ 11,4 bilhões; movimentando internamente R$ 86,6 bilhões; atuando em 1.000 municípios em 23 Estados; e empregando direta e indiretamente 3,8 milhões de pessoas; consolidando 7,83 milhões de hectares com florestas ou apenas 0,91% do território brasileiro (Ibá).
A indústria brasileira de alimentos oferece 1,6 milhão de empregos diretos; sendo a China o 1º importador de alimentos industrializados, com US$ 5,32 bilhões. Esse setor movimentou R$ 699,6 bilhões no mercado interno em 2019. E mais, nessa panorâmica; “Segundo Alves, Souza e Marra, pesquisadores da Embrapa, baseado no Censo Agropecuário de 2006 (IBGE), apenas 500 mil estabelecimentos rurais brasileiros entre 4,4 milhões, (cerca de 11,4% do total) geraram 86,65% da renda bruta da agropecuária em 2006, e os outros 3,9 milhões apenas 13,35%; e neste grupo, 2,9 milhões, 66,01% do total, produziram tão somente 3,27% da renda bruta de 2006.
Ou seja, do lado da abundância estavam as classes rica e média, e da pobreza, as classes pobres e muitos pobres, o que explica a concentração da renda no campo e consequente distribuição dos estabelecimentos; um desafio e tanto em considerando as políticas públicas, inovações, mercados, e crédito rural assistido.”
Registre-se ainda a concentração da safra 2019/2020; somando as colheitas do MT, PR, GO e MS resultam em 159,5 milhões de toneladas de grãos (63,6 %) do total de 250,6 milhões, e liderança MT com 73,8 milhões de toneladas de grãos; e no 2º lugar o Paraná, com 39,6 milhões de toneladas (9º Levantamento/Conab).
Entretanto, noutra vertente, devem existir milhares de agricultores brasileiros enquadrados como familiares e bem sucedidos. Segundo dados da Emater-MG, 89,8% dos cafeicultores mineiros são familiares; o estado responde em média por 50% da produção nacional, ofertando 70% das exportações brasileiras do arábica.
*Engº agrº Benjamin Salles Duarte – Junho de 2020.
 




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