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10/06/2010

Desmatamento Na Amazônia Cai 48%

Dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe) divulgados nesta segunda-feira (7/6) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, indicam uma queda acumulada no desmatamento da Amazônia de 48% entre agosto de 2009 e abril de 2010, em relação ao mesmo período anterior.

Dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe) divulgados nesta segunda-feira (7/6) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, indicam uma queda acumulada no desmatamento da Amazônia de 48% entre agosto de 2009 e abril de 2010, em relação ao mesmo período anterior.

Apesar da queda, nos meses de março e abril deste ano, o desmatamento foi 49 km2 maior que nos mesmos meses do ano passado. Os dois meses tiveram registrado 52km² cada um. No ano passado, março teve o índice de 18km² e abril 37 km².

Para a ministra Izabella, esse aumento se deve à redução da quantidade de nuvens que cobriam a região amazônica. Neste ano, a visibilidade da floresta era cerca de 25% maior que a do ano passado. “À primeira vista, esse é o principal fator do aumento dos números. Não registramos nenhuma pressão nova, nenhum fator novo que pudesse provocar um aumento do desmate na região”, explicou.

A Comissão Interministerial de Combate a Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia) começa nesta semana a executar o plano de ação para conter o desmatamento da Amazônia no chamado “período de broca”, época do ano com grande tendência ao desmatamento devido à redução da quantidade de chuva na região norte

“O planejamento para este período foi montado em dezembro do ano passado, com previsões de onde estão localizadas as áreas mais críticas para o desmatamento”, explicou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo.

Em abril, uma operação da Ciccia encontrou 97 mil m³ de madeira ilegal, a maior quantidade de madeira apreendida na Amazônia.

Em sete anos, Pantanal registra desmatamento de 2,82% de sua área total
Entre os anos de 2002 e 2008, foi desmatada no bioma Pantanal uma área de 4.279 quilômetros quadrados, o equivalente a 2,82% da área total do bioma que é de 151.313 quilômetros quadrados. A taxa média anual de desmatamento registrada nestes sete anos foi de 713 quilômetros quadrados, ou 0,47%. Terceiro bioma brasileiro a ter dos dados de seu monitoramento divulgado, o Pantanal apresentou o segundo maior índice de desmate no mesmo período, perdendo apenas para o Cerrado.

O mapeamento da área desmatada foi realizado pelo Ibama que levou em consideração somente os limites do bioma Pantanal, desconsiderando a área da Bacia do Alto Paraguai, uma vez que as nascentes do Rio Paraguai se encontram nos domínios do bioma Cerrado.

Depois da Amazônia e do Cerrado, o Pantanal é o terceiro bioma brasileiro a ter o monitoramento do desmatamento divulgado. Na sequência, serão apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente os números do Pampa e da Mata Atlântica. A previsão é de que até o final do ano sejam divulgados os dados de todos os biomas brasileiros relativos ao período 2008/2009.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entre as principais causas para o desmatamento no Pantanal estão a produção de carvão vegetal, para a abastecer a siderúrgica de Corumbá, e a expansão de áreas para pastagem. Uma outra causa apontada é o avanço na área de investidores externos.

De acordo com Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, para combater o desmatamento no Pantanal, estão previstas, até o final do ano, 10 operações estratégicas em áreas onde a pressão se apresenta maior.

A ministra Izabella Teixeira explicou que a criação de unidades de conservação na região seria um bom instrumento para coibir a prática do desmatamento, mas, segundo ela, ainda falta ao Governo Federal estudos detalhados para essa proposição. “O Pantanal é uma área de alta sensibilidade ambiental e muito dos proprietários de terra preferem eles mesmos declarar suas reservas particulares como reservas naturais”.

Izabella lembrou que na região existem vários Sítios Ramsar - zonas úmidas de importância internacional protegidas pela Convenção de Ramsar. “Essas áreas já confere ao Pantanal um status de área protegida”, explicou.

Municípios- De acordo com os dados divulgados, o município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, que representa 40% do total da área total do Pantanal, é, em números absolutos, o responsável pelo maior índice de desmatamento de 2002 a 2008. Historicamente, entretanto, o município de Cáceres figura como o município responsável pelo maior índice de desmatamento no Pantanal.

Para mais informações clique aqui.


 


Fonte: Envolverde/MMA citado pelo REMADE



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