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20/04/2011

Pesquisa da UTFPR revela que construir com placas de OSB preserva árvores

A preocupação com a sustentabilidade é uma das premissas da chamada Construção Energitérmica Sustentável (CES), tradicional em países como Chile, Estados Unidos e Canadá, e que vem sendo difundida no Brasil pela indústria de placas OSB HOME LP Brasil, de Ponta Grossa (PR).

Um estudo que acaba de ser divulgado pela Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) mostra que construir nesse sistema reduz a emissão de CO² na atmosfera em até 73% quando comparado à construção em alvenaria. A principal característica desse sistema é o uso de estrutura de perfis leves de aço ou de madeira, contraventadas com placas estruturais de OSB. 

O Relatório comparativo de emissões de casas de alvenaria de interesse social e casas utilizando o sistema de construção energitérmica sustentável foi realizado em uma casa popular de 40m² construída com placas LP OSB Home. O estudo comparou a emissão total de CO2 dos 3 modelos – com perfis de madeira, com perfis de aço e alvenaria -, o que é consumido na fundação, estrutura principal, vedações externas e internas e cobertura. Com objetivo de tornar os resultados didáticos, o trabalho foi convertido para o equivalente em árvores necessárias para remoção da quantidade total de CO2 gerada pela construção. Para isso utilizou-se como base os dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA, onde 6,2 árvores retiram uma tonelada de CO2 da atmosfera em 20 anos de vida. 

A conclusão foi que para a construção em alvenaria são necessárias 48 árvores para retirar 100% do CO2 gerado durante a construção. Se o sistema escolhido for o CES com perfis de aço seriam preservadas 28 árvores e com perfis de madeira, 52 comparado à alvenaria. De acordo com o documento divulgado pela UTFPR, foi analisada a energia embutida em cada material e a porcentagem de consumo de fontes primárias de energia para produzir os materiais empregados nas construções. A pesquisa foi coordenada pelo professor Eloy Fassy Casagrande Junior. 

No Brasil, estima-se que entre 25% e 30% das emissões de CO2 provenham do setor da construção setor. A construção também é responsável por 42% do consumo de eletricidade e de 21% do uso da água potável. O sistema CES não se utiliza água na construção. 

Para o diretor da divisão CES da LP Brasil, Rubens Campos, o resultado da pesquisa comprovou as características que dão nome ao sistema e soma-se a outros fatores positivos. “Uma obra em CES gera menos de 1% de resíduos, por exemplo. Além disso, há uma redução no consumo de energia durante a obra e também com o imóvel pronto, já que os materiais utilizados garantem melhor qualidade térmica e acústica. 

Mercado

A LP Brasil, com uma planta de OSB em Ponta Grossa, comercializa no Brasil todos os componentes para esse tipo de construção, que incluem revestimentos internos e externos, membranas, telhas e vigas. De acordo com Campos, esse modelo construtivo é uma das alternativas para atender de maneira mais rápida o problema habitacional no país. “A rapidez, o excelente custo benefício com fidelidade orçamentária e a qualidade das obras são grandes atrativos para as construtoras”, explica. O sistema permite uma construção de até cinco pavimentos e é adaptável a qualquer arquitetura. 

Para o diretor da Cetro Trading, Luciano Paixão, do Rio Grande do Sul, a fácil adaptação dos projetos arquitetônicos e o menor tempo do retorno de investimento são características significativas para as construtoras optarem pelo sistema. Essa opinião também é compartilhada pelo diretor da Tecverde, Caio Bonatto, do Paraná. “As vantagens estão no prazo, no maior giro de obras e no preço final, já que conseguimos garantir aos clientes um preço fechado com a certeza de que não teremos prejuízo dentro dessa proposta”, garante Bonatto.

Companhias de habitação popular estão atentas a essa tecnologia. Em São Paulo, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) já tem utilizando o sistema CES em suas construções. Já no Paraná, a diretoria da Cohapar conheceu, recentemente, a experiência chilena em condomínios de habitações sociais. 


Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial/ Juliane Ferreira



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