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25/06/2011

Famílias já recebem pagamento por serviços ambientais em Mato Grosso

Sete famílias que participam do projeto Poço de Carbono Juruena, executado pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena, com patrocínio do Programa Petrobras Ambiental, estão recebendo uma bolsa no valor de R$ 250,00 mensais em forma de um pagamento por serviços ambientais.

Os chamados PSA são um instrumento que permite remunerar economicamente quem conserva ou explora de forma sustentável uma área.

O pagamento feito pelo projeto Poço de Carbono Juruena é uma forma de compensar as famílias que conservaram melhor suas áreas por meio da utilização de sistemas agroflorestais. “Os agricultores foram escolhidos pela maior diversidade de espécies plantadas, levando em consideração também a quantidade de mudas usadas”, explica Ariane Ramos, coordenadora local do projeto, desenvolvido no município de Juruena, na região Noroeste de Mato Grosso.

“Quanto mais diverso é um sistema agroflorestal, mais mão de obra é necessária para o seu desenvolvimento, mas o ganho ambiental também é maior e por isso essas famílias mereciam ser compensadas”, avalia. Durante os dez meses de vigência do pagamento, cada família terá recebido R$ 2.500,00 que deverão ser revertidos em investimento para melhoria dos sistemas agroflorestais em desenvolvimento por essas famílias. Com esse recurso é possível, por exemplo, promover a irrigação de uma pequena área com o auxílio de uma roda d’água ou motor. Lucilene Silva, que vive na comunidade Somapar, é uma das agricultoras que está recendo o pagamento por serviços ambientais. No quintal de seu lote ela cultiva mais de 50 espécies frutíferas e madeireiras. “Comecei trabalhando mais com abacaxi e banana, que são as frutas que as crianças mais gostam e com o projeto eu já plantei cupuaçu, açaí, cacau,mogno, figueira, limão e mais uma variedade de espécies. Só de pupunha, foram mais de 7 mil mudas plantadas”, comenta.

A expectativa de Lucilene é fazer a irrigação do seu plantio de pupunha que é bastante rentável na região Noroeste, onde há três indústrias de beneficiamento do palmito. “Eu já tenho uma roda d’água para fazer a irrigação, mas preciso comprar uma caixa d’água e fazer o encanamento e é com isso que vou investir o dinheiro que minha família está recebendo”, avalia. “Se não viesse esse recurso, eu não teria condições de fazer isso agora, mas agora vai dar. Dinheiro não tem um tanto que é bom. Se a gente não conseguir driblar com pouco dinheiro, com muito você também não faz muita coisa”, finaliza.

A coordenação do projeto avalia que o pagamento por serviços ambientais iniciado com essas famílias irá ajudar a fornecer parâmetros sobre a viabilidade da utilização desses instrumentos para pequenos e médios agricultores, assentados, ou proprietários privados. “Queremos fazer um comparativo sobre o quanto irá melhorar a produção dos agricultores com esse incentivo financeiro a mais”, explica Paulo Nunes, coordenador técnico do projeto.

O projeto Poço de Carbono Juruena, além do PSA, paga uma bolsa de 250 reais mensais para outras oito agentes ambientais, que atuam como interlocutores entre as mais de 260 famílias que fazem parte do projeto no município de Juruena. Cada família participante recebe capacitação e orientação técnica sobre como desenvolver o tipo de sistema agroflorestal mais propício a cada agricultor. Também são fornecidas as mudas necessárias, calcário para correção do solo, além de garantir o acompanhamento técnico durante toda a vigência do projeto.


Fonte: www.24horasnews.com.br



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Comentário(s) (1)


Daiane Fabris disse:

29/06/2011 às 21:45

Parabéns pela iniciativa, se todos os municípios e Estados começassem ter iniciativas como estas, as pessoas teriam mais motivação para começar a investir em sistemas agroflorestais e com isso perceberiam os imensos benefícios desse sistema.

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