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18/08/2011

Eucalyptus benthamii: O eucalipto certo para a geada

A expansão dos plantios de E. benthamii, no Sul do Brasil, ocorreu primeiramente na região de Guarapuava

 O Sudoeste do Paraná enfrentou nesse inverno uma das geadas mais severas das últimas décadas. Os prejuízos na agricultura foram muito significativos, mas com uma vantagem se comparado à silvicultura. Na próxima safra (meses/ano) podemos reverter o quadro, com reposição do investimento ou pelo menos equilibrar o caixa. Já nas florestas plantadas não podemos dizer o mesmo, pois é um investimento alto, de médio a longo prazo (5 a 16 anos), de acordo com a finalidade, e qualquer falha no planejamento poderá inviabilizar o projeto.

 
A Embrapa Florestas tem sido implacável no desenvolvimento de novas tecnologias, com auxílio às diretrizes do desenvolvimento silvicultural nacional. Nessas condições, muitas regiões do Brasil são suscetíveis à ocorrência de geada, principalmente as áreas de baixada, aumentando a necessidade de cuidados e escolha da espécie ideal para evitar a perda parcial ou total do investimento.
 
O E. benthamii plantado em Colombo, Paraná, despertou desde logo grande interesse devido a sua tolerância elevada às geadas e ao desenvolvimento rápido e aspecto sadio de suas plantas. Ao contrário do E. dunnii, que florescia apenas com a idade de quinze anos, e mesmo assim, alternando anos com e sem floração, o E. benthamii floresceu aos seis anos de idade e sem acentuadas alternâncias de anos de intensa e baixa floração.
 
A expansão dos plantios de E. benthamii, no Sul do Brasil, ocorreu primeiramente na região de Guarapuava, pela Cooperativa Agrária, com a orientação de Carlos Alberto Ferreira e Helton Damin da Silva. A cooperativa, anteriormente, plantava E.viminalis e E.dunnii, para produção de lenha para caldeiras. A comparação entre plantios de E. benthamii e de E.dunnii, em um gradiente altitudinal, possibilitou constatar a maior tolerância às geadas do E. benthamii. Este foi pouco prejudicado por geadas severas (-6º C), enquanto o E.dunnii teve sua copa inteiramente danificada e foi necessário recepar as plantas para a retomada do crescimento. Ao final da rotação, após seis anos o E.benthamii apresentou produtividade 30 % mais elevada que o E. dunnii.
 
A adoção de técnicas silviculturais avançadas, como subsolagem, correção dos solos, adubação no plantio e controle efetivo de ervas competidoras e pragas, possibilitaram maior expressão do potencial produtivo do E. benthamii, com produtividade no município de Eneas Marques acima de 60 m3/ha.ano, bem maior que a média nacional. Além disso, seu resultado nas caldeiras tem surpreendido muita gente, a conversão energética tem sido fantástica. “Estou convencido tanto da resistência a geada, quanto a produtividade, não imaginava que iria crescer tanto” diz Pedro Luiz Dorigoni, um dos primeiros a implantar esta espécie no sudoeste.
 
Para munir os produtores e investidores de informações, a FOLEM realiza cursos desde 2008, com as técnicas mais atualizadas do mercado, suprindo os interessados para não falharem nos plantios e condução da floresta de eucalipto, dentre outras florestas.
 
“Só não aprende quem não quiser, precisamos deixar de ser amadores e trabalhar na técnica” alega o produtor rural Jucinei dos Santos, parceiro desde o início do programa, não teve nenhum problema com a geada nesse último plantio, que está com 9 meses, e aproximadamente 5 a 6 metros de altura com excelente desenvolvimento.
 
O planejamento estratégico é essencial para todos os empreendimentos realizados na atualidade. No setor florestal, a cada passo dado, ou decisão tomada, significa sucesso com rendimentos extraordinários, ou prejuízo elevado principalmente nas áreas de produção de madeira. Portanto, é de fundamental importância escolher a espécie adequada para a finalidade desejada, adaptada dentro dos parâmetros fundamentais de silvicultura, respeitando as orientações de profissionais habilitados, e principalmente com base nas instituições de pesquisa.
 
O viveiro florestal Golden Tree, localizado em Guarapuava, é o maior produtor mundial de Eucalyptus benthamii, com extrema qualidade, além de pínus e outras variedades de eucalipto. Tem parceria com a EMBRAPA florestas e com a agrária, onde desenvolvem pesquisas para obterem os melhores resultados e repassar ao homem do campo. “Trabalhamos sempre procurando os melhores resultados” salienta Luiz Carlos Valtrin, sócio gerente da Golden Tree. “Os resultados de desenvolvimento na região de Guarapuava, onde está localizado, e outras regiões do sul são surpreendentes, oferecendo uma grande oportunidade aos produtores rurais e investidores interessados em plantar florestas e colherem futuro” finaliza.
 


Fonte: Portal do Agronegócio



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