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09/05/2012

Gestão: pilar do desenvolvimento

Nos dias de hoje, dentro do cenário global e competitivo da indústria de celulose e papel, o Brasil passou a ocupar posição de destaque frente aos demais players. A busca incessante por menores custos de produção, através do desenvolvimento tecnológico em seu perfil multifacetado, aliada às características edafoclimáticas únicas são os fatores mais importantes para a elevação de seu padrão de competitividade.

Pablo de Assis Guzzo, Gerente de Operações Florestais da Jari Celulose - Grupo ORSA

No Brasil, as duas últimas décadas foram marcadas por avanços no setor de operações florestais, principalmente com a evolução dos sistemas de colheita mecanizada e inovações em implantação e manutenção de plantações florestais. 


Evidentemente, o efeito desses pacotes tecnológicos apenas pode ser contemplado em seu potencial máximo em cases nos quais a busca pela tecnologia não se resumiu ao investimento em modernos equipamentos e ao alto grau de eficiência operacional, mas esteve intimamente correlacionada à excelência dos sistemas e das ferramentas de gestão.

A Jari Celulose, Papel e Embalagens é administrada pelo Grupo Orsa e possui instalações nos estados do Pará e do Amapá. Nos últimos anos, houve a incorporação de novos equipamentos à frota de colheita mecanizada, melhoria da eficiência operacional e aperfeiçoamento constante dos operadores, garantindo alto nível de produtividade.

Tal avanço foi estrategicamente obtido pela implantação concomitante de um sistema de gestão padronizado, envolvendo os setores de viveiro, silvicultura, abastecimento, pesquisa, planejamento e controle florestal da empresa. 

Ainda, grandes desafios permeiam os objetivos do negócio, que visa produzir com qualidade e baixo custo. Por exemplo, o alto nível de infestação em sub-bosque – típico da região  amazônica –, que eleva custos com limpezas periódicas, alta geração de resíduos dos processos, grande amplitude textural de solos em nível de áreas, e mesmo quadras, alta pluviosidade anual com concentração das precipitações nos seis primeiros meses do ano, causando perdas nos processos mecanizados de silvicultura, colheita e transporte e estiagem no período seguinte, originando custos com irrigações obrigatórias ao sucesso do plantio. 

Frente a esses desafios, uma reestruturação estratégica foi articulada, resultando em uma gestão unificada, a Gerência de Operações Florestais, que abrange os setores de viveiro, silvicultura e abastecimento, anteriormente segmentados. 

A excelência em gestão é buscada através do alto potencial sinérgico da equipe, aliada a um fluxo de informações consistentes, sendo o gerenciamento da produção e as decisões estratégicas de curto prazo balizados por indicadores originalmente concebidos, com base nas mais modernas técnicas e modelos de gestão disponíveis no mercado.

Uma célula estratégica projeta melhorias aos subsistemas de colheita e silvicultura, reduzindo custos operacionais e possibilitando a otimização de recursos, satisfazendo atribuições em planejamento de curto prazo, desenvolvimento operacional, gestão de certificações e qualidade e microplanejamento de operações. 

Os projetos atuais tangem demandas, tais como a um modelo para padronização de limpezas de sub-bosque em florestas de curta rotação, otimização de custos em desgalhamento manual, aproveitamento do resíduo florestal das limpezas em fardos por equipamento específico, aplicação de herbicidas no corte mecanizado, oportunidades em condução de talhadia com corte por sistema tree-lenght (feller), entre outras.

Paralelamente, duas coordenadorias regionais gerem exclusivamente as operações florestais em si. Um projeto já implantado objetiva a otimização do sistema de transporte florestal através de programação linear, pelo software Central Logística de Abastecimento.

O sistema direciona o fluxo de carretas e locomotivas entre os pátios de madeira considerando o menor custo, as necessidades pontuais do cliente e a política de estoques.

O input com registro da madeira é realizado via PDA e sincronizado por transmissão wireless diretamente dos pátios externos de estocagem de madeira, abastecendo o banco de dados central. Pela análise em tempo real, a frota é redirecionada a cada fim de ciclo, por meio de recomendação impressa no ticket entregue no momento da pesagem de cada carreta, que imediatamente inicia novo ciclo de viagem a partir da solução factível gerada pelo sistema. 

Partindo da premissa da excelência em gestão operacional como parte da evolução tecnológica, promovendo a produção florestal de qualidade com recursos otimizados, a empresa reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, visando a resultados operacionais e econômicos, produzindo sob rígidos padrões de certificações ambientais e industriais e contribuindo, sobretudo, para a transformação social.


Fonte: revistaopinioes.com.br



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Comentário(s) (1)


Luiz Otávio Reis de Melo disse:

05/01/2013 às 21:37

SOU UM ENGENHEIRO FLORESTAL DESEMPREGADO ,FORMADO EM 2011 NA FACULDADE DE DIAMANTINA, AINDA NÃO CONSEGUI UM EMPREGO. ESTOU BATALHANDO FAZENDO CONCURSO FUI CLASSIFICANDO NO CONCURSO DA CEMIG. ESTOU PRECISANDO TRABALHAR PARA AJUDAR MINHA FAMILIA POIS MEU PAI DEU DERRAME EU QUERIA COLABORAR. ESTOU PRECISANDO DE UMA OPORTUNIDADE.
DESCULPE MEU DESABAFO.
OBRIGADO
LUIZ OTAVIO




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