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13/06/2012

Florestas naturais e restauradas de araucária em São Paulo.

Dissertação de Mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV, pelo Engenheiro Florestal Tiago Maciel Ribeiro, estudou a comunidade arbustivo-arbórea em florestas naturais e restauradas de araucária em SP/Brasil.

Foto: Google
A Floresta Ombrófila Mista vem sofrendo desde meados do século XIX uma drástica redução territorial no Brasil. Estima-se que esta fitofisionomia ocupe atualmente cerca de 1 a 4% da sua cobertura original. Além disso, o conhecimento acerca da estrutura, composição e dinâmica das florestas de araucária paulistas ainda é incipiente, tornando a conservação destes ecossistemas bastante crítica.
                 Este trabalho encontra-se estruturado em três capítulos. O primeiro deles teve como objetivos avaliar a efetividade do reflorestamento puro de Araucaria angustifolia como estratégia de restauração florestal e os efeitos do fogo na composição florística e na estrutura deste reflorestamento.
                 O segundo capítulo teve por objetivos caracterizar a composição florística, diversidade e estrutura do componente adulto e regenerante em um trecho de floresta secundária sob Araucaria angustifolia, na Estação Ecológica de Bananal, SP, Brasil; bem como avaliar o potencial catalítico da espécie na colonização de áreas antropizadas inseridas numa matriz florestal em bom estado de conservação.
                 E no terceiro capítulo objetivou-se caracterizar a composição florística, diversidade e estrutura do componente adulto e regenerante em um trecho de Floresta Ombrófila Mista na Estação Ecológica de Itaberá, SP, Brasil; bem como avaliar o estado de conservação da população de Araucaria angustifolia e suas relações com o estágio sucessional do fragmento.
                 Ao todo foram registradas pelos levantamentos florístico e fitossociológico 178 espécies, pertencentes a 106 gêneros e 52 famílias.
                 O Índice de Diversidade de Shannon (H´) estimado foi de  4,12 e 3,5 para os componentes adulto e regenerante, respectivamente. Estes mostraram se muito semelhantes floristicamente (0,40 e 0,57 pelos Índices de Jaccard e Sorensen, respectivamente), com 65 espécies em comum.
                 A análise de agrupamento evidenciou maior influência das formações florestais vizinhas na flora da Estação, isolando-a das demais Florestas Ombrófilas Mistas do sul do Brasil e da Serra da Mantiqueira.
                 A estrutura diamétrica da comunidade segue o padrão J-invertido. A baixíssima densidade e multi-interrupção da distribuição diamétrica de A.angustifolia impossibilitou o ajuste e teste do modelo exponencial.
                 Por meio de critérios florísticos e estruturais, constatou-se que o fragmento encontra-se atualmente em avançado estágio sucessional.
                 A ausência de indivíduos amostrados no componente regenerante, somado aos raros exemplares nas menores classes de diâmetro e às condições limitantes do entorno, evidencia a impossibilidade desta população auto-sustentar-se em longo prazo, causando a extinção do ecótipo local, descaracterizando a vegetação da unidade como Floresta Ombrófila Mista pela perda de sua espécie definidora.
 
Orientação e Banca
Professor Orientador: Sebastião Venâncio Martins
Professor Co-orientador: Natália Macedo Ivanauskas
Banca: Elias Silva
 
Para acesso à dissertação completa, acessar o link: ftp://ftp.bbt.ufv.br/teses/ciencia%20florestal/2011/238033f.pdf




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