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23/07/2012

Mili quer permanecer entre as quatro produtoras de papel higiênico

Companhia paranaense projeta faturamento de R$ 1 bilhão para 2014

A paranaense Mili quer se garantir entre as quatro grandes produtoras de papel higiênico instaladas no país no longo prazo, é o que informou matéria publicada no Jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (23). Para manter-se nesse seleto grupo - no Brasil, mais de 50 empresas, entre as quais a multinacional Kimberly-Clark, disputam um mercado com elevado potencial de crescimento.

A empresa está perto de colocar em operação a sétima máquina de produção de papéis sanitários, ou "tissue", e com projeção para atingir faturamento de R$ 1 bilhão em 2014. "Nosso foco, neste momento, é tornar operacional o projeto em curso", afirmou ao jornal Valor Econômico, um dos dois acionistas da Mili, Valdemar Lissoni, que empresta o "Li" ao nome da empresa. "Mas é fato que não vamos parar na máquina 7."

O projeto em questão compreende a instalação de mais uma linha produtiva de papéis sanitários na fábrica de Três Barras, em Santa Catarina, e a modernização de outra máquina, com início de operação em 2014. No total, foram R$ 250 milhões em investimentos, ante previsão original de aporte de R$ 200 milhões. Como regra rígida de financiamento de projetos, a Mili sempre trabalha com 50% de capital próprio e 50% em recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A nova máquina, que pode entregar 200 toneladas por dia de papéis sanitários, leva a assinatura da Voith, uma das líderes mundiais em equipamentos para a indústria papeleira, e deverá atender também o crescimento da demanda por papel de folha dupla - o equipamento será ajustado aos diferentes tipos de produto conforme o comportamento da demanda.
De acordo com Vanderlei Micheletto, acionista que cedeu o "Mi" à razão social da empresa, embora exista uma forte tendência de expansão nesse segmento, o produto de folha simples ainda encontra vasto mercado e seguirá, indefinidamente, no portfólio da empresa e nas prateleiras do varejo nacional.

Hoje, no Brasil, cerca de 25% do consumo de papel higiênico, conforme Micheletto, corresponde ao folha dupla. "A cultura do consumo de papel higiênico tem mudado, mas não existe isso de apostar apenas em produtos premium. Há crescimento em todos os segmentos", destacou o empresário. Assim, na estratégia da Mili, a única exclusão em termos de mercado é a presença no exterior. "Não pensamos em internacionalização", enfatizou Lissoni. Uma eventual oferta inicial de ações na BM&FBovespa também não está nos planos da empresa e só faria sentido, conforme os acionistas, se houvesse um plano de expansão "extremamente agressivo".

Dessa forma, a chegada à casa de R$ 1 bilhão de faturamento decorrerá exclusivamente dos negócios no mercado nacional - embora o papel higiênico seja o carro-chefe, a Mili produz também fraldas descartáveis e absorventes e tem uma operação pequena de produtos de limpeza.

A meta será alcançada ainda a partir da manutenção do ritmo de crescimento verificado nos últimos anos, com taxas entre 12% e 13% de expansão da receita bruta. Em 2010, o faturamento foi de R$ 631,1 milhões. No ano passado, R$ 711,3 milhões, ou 12,7% mais. "Nosso planejamento prevê a manutenção desse ritmo, que é sustentável considerando-se a nossa estrutura de negócios", ressaltou Lissoni.

Concluída a implantação do projeto de expansão, a direção da Mili já poderá avaliar novas oportunidades. Conforme os sócios, a empresa trabalha com orçamento anualizado, porém com horizonte de cinco anos. Além da unidade catarinense, a Mili tem fábrica em Curitiba (PR), de fraldas e absorventes, e uma unidade de conversão de papéis em Maceió (AL).

Atualmente, a empresa compra celulose de fibra curta de "todos os produtores de celulose de mercado" instalados no país. No caso da fibra longa, as compras são feitas no mercado externo e a direção da Mili não revela o nome dos fornecedores. Material reciclado também constitui importante insumo - hoje, 75% da matéria-prima usada na produção do papel higiênico é de origem reciclada. "Mas já temos tecnologia para um produto 100% reciclado", adiantou Lissoni.

 


Fonte: CeluloseOnline



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