Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


18/11/2013

Brasil terá ferramenta para medir emissões de gases por setores

Google

O Ministério do Meio Ambiente contratou uma consultoria ao custo de R$ 800 mil para criar uma ferramenta de engenharia que vai monitorar o andamento dos planos setoriais de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas nas áreas de indústria, transportes, energia e agricultura, informou o secretário nacional da Secretaria de Mudança do Clima e Qualidade ambiental da pasta, Carlos Augusto Klink.

Com isso, o governo tentará cumprir até 2020 as metas de redução de gases de efeito estufa que integram a Política Nacional sobre Mudanças do Clima. Seu objetivo é cortar entre 36,1% e 38,9% as emissões projetadas para o país até 2020.

O projeto experimental deve ser apresentado na próxima semana em Varsóvia, na Polônia, onde acontece até o próximo dia 22 a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 19.

De acordo com Klink, a elaboração desse instrumento quer constatar se ele funcionam e, caso contrário, o que terá de ser corrigido a tempo de cumprir as metas de corte. O secretário não deu detalhes sobre em que consiste exatamente a nova ferramenta.

Será apresentado pelo governo “um pequeno protótipo” do novo mecanismo, mas, segundo Klink, já há “planos mais avançados” a respeito. “Serão como centrais de inteligência, que vão apontar como vamos arrumar alguma coisa [que estiver errada]. Não vai haver monitoramento apenas da liberação dos gases de efeito estufa e sim se a política está sendo implementada”, explicou Klink ao G1.

Os planos setoriais fazem parte da política brasileira para cortar as emissões de gases até 2020. O compromisso foi assumido de forma voluntária em 2009, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 15, realizada em Copenhague. Outros dois projetos também estão em andamento e focam no combate ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

Para organizações ambientais, analisar e controlar as emissões da indústria e do setor de energia são alguns dos principais desafios do Brasil.

De acordo com o Inventário Nacional de gases-estufa, lançado este ano pelo governo, que avaliou o período entre 2005 e 2010, a área de energia aumentou em 21,4% suas emissões e o setor industrial, 5,3%.

Já um levantamento feito por uma rede de organizações ambientais do país e que analisou as emissões entre 1990 e 2012, mostrou que os gases da geração de energia passaram de 193 milhões de toneladas de CO2 em 1990 para 436 milhões de toneladas em 2012, alta de 126% em 22 anos. Emissões da indústria aumentaram 65%, segundo o mesmo estudo.

André Nahur, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e energia da organização ambiental WWF, disse que os planos não devem apenas quantificar os gases, mas englobar um desenvolvimento de baixo carbono e de baixo impacto social e ambiental.

Sobre a exploração do pré-sal, Nahur explica que o governo ainda não está preocupado com o impacto das emissões provenientes da exploração do combustível fóssil. Ele cita que a exploração do campo de Libra, leiloado no mês passado, deve gerar 5,9 bilhões de toneladas de CO2 em 35 anos, fazendo com que o país continue sendo “um dos maiores emissores mundiais, mesmo com a redução significativa do desmatamento”.

“Os planos setoriais existentes não dialogam entre si, são estratégias sem conexão. [...] O PNMC deveria fazer esta análise e discutir de forma integrada e eficiente como os planos podem trabalhar integradamente para que uma redução efetiva das emissões aconteça e que o Brasil consiga construir um futuro de cenários estáveis de baixas emissões garantindo ainda seu desenvolvimento”, disse o porta-voz do WWF.

Klink, do MMA, defende que a política do clima é integradora e disse que o plano decenal de energia tem o objetivo de “manter uma matriz energética diversificada” e que o governo terá um olhar para as emissões do petróleo. “Acho que isso está sendo estudado pelo Ministério de Minas e Energia. O objetivo é reduzir as emissões sim, sendo eficientes, mas também é um país que precisa crescer economicamente”, explicou Klink.


Fonte: Ambiente Brasil



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

21/10/2019 às 22:39

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para carvão?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


1230 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey