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22/04/2014

Frigg Florestal ganha Prêmio Fazenda Sustentável do Globo Rural

Fazenda de Ribas do Rio Pardo foi destaque na categoria Silvicultura

Tiago Uba Chupel, engenheiro florestal e gerente de operações das fazendas do grupo

No início do mês, a revista Globo Rural, entregou o Prêmio Fazenda Sustentável em solenidade realizada em São Paulo (SP).

Silvicultura foi uma das categorias premiadas, e quem levou o prêmio foi a Frigg Florestal.

A antiga Fazenda Pantano, hoje Frigg, localizada em Ribas do Rio Pardo (MS) se destaca pela recuperação de pastagens degradadas e certificação pelo Cerflor.

Em Mato Grosso do Sul, grupo canadense investe na produção de florestas em áreas de pastagens degradadas para produzir madeira e energia vegetal Texto: Viviane Taguchi.

Na mitologia nórdica, Frigg é a deusa-mãe da dinastia de Aesir. É esposa de Odin, mãe de Baldur, deus da regeneração. É ela também a protetora da fertilidade da terra, do amor e da união e símbolo da doçura.

Nos arredores de Ribas do Rio Pardo, cidade do interior de Mato Grosso do Sul, pouco se sabe sobre essa Frigg, mas muito se comenta sobre outra Frigg, a florestal, braço de reflorestamento do grupo canadense Brookfield Timber Fundos de Investimentos em participações (BBTF), que tem sido fundamental para mudar a paisagem dessa parte do Cerrado, de sua gente e sua economia.

O que se vê hoje nesse pedacinho de Mato Grosso do Sul são florestas a perder de vista, gente feliz e bem cuidada. “A paisagem está mudando. Antes, só víamos pastos. Hoje, por causa do polo industrial celulósico em Três Lagoas (cidade distante 230Km de Ribas do rio Pardo, que abriga três gigantes do setor), só enxergamos florestas, florestas e mais florestas”, diz Richard Haight, engenheiro florestal e diretor do grupo no Brasil desde 2009.

A Frigg, antiga Fazenda Pantano (lê-se Pantáno), foi instalada em Ribas em 2010. No local, havia uma floresta de pinus há mais de 25 anos e alguns talhões de eucalipto. O resto era pasto, de baixa produtividade, como a maioria das áreas da região. De acordo com a Embrapa, existem 9 milhões de hectares de pastagens degradadas no Estado, o que corresponde a 80% de toda a área de pecuária de Mato Grosso do Sul. Hoje, a Frigg tem 3.000 hectares de florestas de pinus, 6.000 de eucalipto e a mesma medida em áreas de preservação (Áreas de Preservação Permanentes e Reservas Legais).

Mas, ainda neste ano, as florestas vão aumentar em torno de 4.000 hectares, segundo Tiago Uba Chupel, engenheiro florestal e gerente de operações das fazendas do grupo na região (além da Frigg, a Fazenda Niobe, também em Ribas). “O objetivo é expandir a área plantada para as áreas de pastagens degradadas”, explica. Essas áreas, de acordo com Chupel, estavam arrendadas até o início deste ano para a pecuária. Agora, o contrato acabou. E o plantio começou.

Frentes de trabalho estão implantando novas florestas usando tecnologia para evitar o desperdício de água e de mudas. Como as novas áreas eram pastos ruins, é preciso realizar o trabalho de preparo de solo – calagem e subsolagem sem gradeação – antes do plantio. “A máquina passa na linha de plantio preparando o solo e uma equipe vai atrás distribuindo as mudas”, explica. As mudas, todas clonadas, são colocadas no solo com a ajuda de um plantador mecanizado. Em covas matematicamente calculadas, que garantem espaço e a formação de um mosaico clonal, são usados vários clones, a fim de evitar perdas caso haja algum problema de praga ou doença. Em seguida, outra equipe injeta água em gel nelas. “Para garantir uma sobrevida maior, caso não chova”, diz Chupel. A média é de 1.300 árvores por hectare. O eucalipto crescerá por sete anos em média, e o pinus por 20.

Na parte “velha da fazenda”, outras equipes se dividem no corte, 100% mecanizado. Um operador chega a colher 26 metros cúbicos por hora usando máquinas modernas. Além do salário, eles ganham por produtividade. “É um incentivo para a realização desse trabalho. O maior problema é a falta de mão de obra na região”, diz Chupel. “Essa área colhida espera de dois a três para receber novo plantio ou iniciarmos a rebrota dos troncos, o que para a saúde financeira da empresa é muito mais atraente”, explica.

Sua missão é conseguir reduzir custos (o custo médio do plantio com mudas é de R$ 4.500 por hectare, enquanto o da rebrota é de R$ 2.500 por hectare), seguindo as exigentes regras das certificações. No caso da Frigg, a certificação é a Cerflor – Programa Brasileiro de Certificação Florestal, realizada pelo Inmetro. “O maior desafio da fazenda foi adequar 100% da fazenda às exigências da certificação, mas, depois que tudo está funcionando bem, não tem como um passo atrás”, diz.

Haight explica que o selo é uma garantia que a empresa trabalha corretamente e uma porta para o mercado. “Ele não agrega valor ao produto, mas garante que a produção é correta, que respeita o meio ambiente e as pessoas.” A Cerflor atesta que a fazenda realiza manejo florestal adequado e garante a cadeia de custódia, que é a rastreabilidade. Fernando Souza Campos, biólogo da Frigg, diz ainda que, além da comprovação da saúde financeira e programas sociais, o selo exige relatórios anuais de fauna e flora. “Por meio do relatório soubemos que pelo menos oito espécies de animais ameaçados de extinção vivem aqui.”, diz. São bichos como tamanduá-bandeira, cervo-do-pantanal, gato-do-mato, lobo-guará, emas, queixadas e papagaios-galegos.

Campos também realiza na Frigg o trabalho de manejo de águas e controle de comunidades aquáticas. Ele e mais cerca de 30 famílias moram na fazenda. Na pequena vila, há escola (com ar-condicionado) para 35 crianças, igreja, refeitório e campinho de futebol. Na área dos colaboradores temporários, alojamento, refeitório, campo de futebol e sala de jogos. Mais recentemente, a empresa investiu numa casa de descanso para os caminhoneiros, terceirizados. Ao invés de irem dormir na cidade, esses trabalhadores preferem pernoitar na fazenda e carregar o caminhão nas primeiras horas da manhã.

“O que muda com essas pequenas ações? Você mostra que sempre é possível melhorar e, melhorando a qualidade de vida, melhora a produtividade, a remuneração, a segurança e a saúde. No final, quem ganha é o meio ambiente e o planeta”, diz Chupel.

Programas Socioambientais

Programa de Educação Ambiental: visa concretizar colaboradores e comunidades vizinhas quanto ao impacto de ações predatórias, lançamento de resíduos em locais inadequados e ações nocivas ao meio ambiente. A Frigg possui um calendário ambiental para realizar palestras e treinamentos como Dia da Água, Dia do Planeta Terra, Dia da Biodiversidade, Dia da Proteção à Floresta, Dia do campo.

Educação: na escola Frigg, 35 crianças, filhos de colaboradores e moradores de fazendas vizinhas, podem estudar do primeiro ao nono ano. Além da estrutura com ar-condicionado, as crianças tem refeições, tratamento médico e odontológico e quadras de esporte.

Benefícios: todos os funcionários possuem plano de saúde e odontológico, seguro de vida, recebem cesta básica, transporte e até quatro refeições diárias. Os atendimentos médicos e odontológicos também são abertos à comunidade.

Treinamento: o plano de emergência ambiental envolve todos os colaboradores da empresa, que são treinados para agir em caso de emergências como vazamento de óleo, incêndio em áreas APP e RL, vazamento de defensivos agrícolas, invasão. Em cada máquina que vai ao campo, existe um kit ambiental de emergência, lona, pó de serra, saco plástico, enxada e pá antifaiscante, além de fita zebrada.

Boas Práticas Ambientais: Substituição de pastagens degradadas; cobertura vegetal; coleta seletiva de lixo; destinação correta de embalagens de agrotóxicos; monitoramento de avaliação e controle de fumaça preta; gestão de água para análise a cada seis meses; mapeamento da comunidade aquática; estação de tratamento de afluentes; monitoramento das águas subterrâneas; reutilização da água em circuito fechado para lavagem de máquinas; separação de água e óleo; monitoramento anual de fauna e flora.


 

 


Fonte: Painel Florestal



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