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02/05/2014

MMA oferece publicidade na Copa para empresas que doarem créditos de CO2

Iniciativa tem como objetivo reduzir a pegada de carbono da Copa do Mundo; companhias que participarem receberão selo e reconhecimento na documentação oficial do evento.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou nesta terça-feira (15) uma chamada pública para empresas que estejam interessadas em doar créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), as Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), para ajudar a compensar as emissões de gases do efeito estufa da Copa do Mundo.

Em troca das RCEs, as companhias terão suas marcas incluídas nos relatórios de gestão e resultados do evento, serão listadas como “doadoras oficiais” de créditos de carbono pelo governo federal e receberão o selo “Baixo Carbono”, que poderá ser usado em materiais publicitários.

“A chamada faz parte das ações brasileiras para o fortalecimento da sustentabilidade na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Entram na lista ações relacionadas à construção e reforma de estádios, o transporte de público e jogadores, o uso de energia e a disposição de resíduos sólidos gerados nos locais dos jogos”, afirmou o MMA.
 
Os créditos doados deverão ser cancelados no MDL, não podendo assim ser reutilizados pelas empresas. Além disso, só serão válidas RCEs adquiridas junto a projetos brasileiros.

De acordo com o MMA, não haverá em nenhum momento transações financeiras na iniciativa. O piso para a doação são cinco mil RCEs.

O ministério deverá divulgar em maio as primeiras parciais do engajamento das empresas.

Esse tipo de chamada já havia sido utilizada para reduzir a pegada de carbono da Rio+20.

MDL

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é uma ferramenta do Protocolo de Quioto que tem como objetivo reduzir as emissões de gases do efeito estufa em países que não possuem metas obrigatórias, como o Brasil.

Atualmente, o MDL conta com 7469 projetos registrados, sendo que 361 são brasileiros. Entre eles estão programas de redução de emissão de metano em aterros sanitários, geração de bioenergia na suinocultura, pequenas centrais hidroelétricas e parques eólicos.
 
Cada projeto desse recebe um número de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) equivalente à quantidade de gases que ajudou a evitar serem liberados para a atmosfera. Posteriormente, as RCEs podem ser vendidas em mercados de carbono internacionais ou de forma direta para empresas interessadas.

No Brasil, nenhuma companhia é obrigada a comprar créditos de carbono; as que optam por adquiri-los geralmente estão promovendo alguma ação de sustentabilidade voluntária ou de marketing.

As RCEs estão cotadas atualmente em apenas cerca de R$ 0,45 a unidade, depois de já terem chegado a valer mais de R$ 60,00 em 2008.

A principal razão para o baixo preço é o excesso de créditos e a baixa demanda. Como muitos países, o Brasil inclusive, nunca adotaram um teto para as suas emissões, não há procura pelas RCEs.

Para piorar, mesmo o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), que absorve 70% da oferta de RCEs, está passando a restringir a possibilidade de compra delas. Por seu valor tão baixo, as companhias europeias se sentiam incentivadas a poluir, pois era mais lucrativo produzir sem controle de emissões e depois comprar as RCEs do que adotar tecnologias como filtros.

Se o preço dos créditos do MDL não subir em breve, o bloco europeu cogita banir as RCEs de seu mercado.

A salvação para o MDL pode estar no novo acordo climático, que deve ser concluído em 2015 para entrar em vigor quando o Protocolo de Quioto expirar, em 2020. Se esse novo tratado trouxer metas obrigatórias de emissão para mais países, a demanda pelas RCEs voltará a crescer.


Fonte: Instituto CarbonoBrasil



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