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01/08/2019

A EVOLUÇÃO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

Hoje em dia, "a tecnologia praticada pelos agricultores explica 70% do crescimento da agricultura", segundo o pesquisador da Embrapa Eliseu Alves. Um cenário de conquistas que também devem ser creditadas a muitos atores públicos, privados, e abriga ainda grandes desafios internos e externos nos tempos que se prenunciam numa economia globalizante!

A EVOLUÇÃO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO*
Em 1940, a população brasileira recenseada era de 41,1 milhões de habitantes, com uma taxa de urbanização de apenas 31,2%. Portanto, 68,8% viviam nos cenários rurais onde ainda eram submetidos a consideráveis restrições históricas de acesso à saúde, educação, transportes, energia elétrica, tecnologias ligadas às culturas, criações, assistência técnica pública e privada, tendo-se estabelecido um modelo familiar patriarcal, secular, fortemente conservador, o que é compreensível à época, e até resistente à adoção de tecnologias certamente escassas! Essas condicionantes adversas estão sendo superadas, mas não o suficiente.
Contudo, faz-se justo relembrar, mesmo numa conjuntura rural adversa, que o café sustentou os avanços da indústria brasileira por décadas consecutivas e continua com um ciclo vigoroso em pleno viger do século XXI. Minas Gerais responde por 70% do café arábica exportado e lidera a cafeicultura brasileira. Além disso, a oferta de carne bovina passou de 7,24 milhões de toneladas em 2002 para 9,90 milhões em 2018, mais 36% (USDA)
Esses e outros fatos e eventos recentes ou seculares, cujas narrativas são de domínio dos economistas, historiadores e sociólogos, reforçam e revelam a tenacidade e determinação hercúleas dos produtores rurais em enfrentar barreiras e desestímulos nesse longo caminhar do agronegócio brasileiro. Contudo, as imperfeições de mercado ainda persistem e penalizam a pequena produção em muitas regiões do País.  
Já em 2018, o Brasil ostenta 208,4 milhões de habitantes, dos quais estimativamente 85% vivendo nas cidades e regiões metropolitanas contra os 31,2% em 1940. O grande mercado de alimentos, antes rural, também migrou progressivamente para os centros urbanos. O novo Censo Demográfico em 2020 deverá fazer uma estratégica leitura demográfica no território brasileiro.
Entretanto, o sistema agronegócio, vigoroso, num de seus segmentos mais estratégicos que agrega os produtores rurais, em nível de campo, demanda cada vez mais e sempre as inovações tecnológicas, pesquisas de ponta, novas habilidades humanas, máquinas e equipamentos agrícolas de última geração, sementes avançadas, mudas de qualidade, defensivos agrícolas em larga escala, biotecnologias, biodefensivos, genética animal e vegetal, qualificação da mão de obra, acesso à informação e adoções nas áreas de georrefenciamento, geoprocessamento e planejamento nas paisagens rurais, o dentro da porteira!
E mais, a exigir novas conquistas na agricultura irrigada, plantio direto, eficiente conservação do solo e da água, bases físicas da produção agropecuária, rentabilidade, certificados de origem e produtos rastreáveis nos domínios da agricultura, fruticultura, horticultura, orgânicos, agroecológicos, e produtos artesanais.
O campo perdeu muita gente, sim, mas jamais sua importância à economia brasileira exaustivamente pesquisada ao longo da história! O Brasil precisa também consolidar uma classe média rural próspera, que possa usufruir dos benefícios do bem-estar social, entendido no foco da qualidade de vida, como política de governo, auferir renda suficiente e adotar as inovações geradas pela pesquisa agropecuária num processo de troca de saberes e gestão compartilhada. Aliás, o “campo continua sendo também um grande mercado para tecnologias, produtos e serviços.”
E mais, comparando-se a safra de grãos de 1976/77 com a de 2017/18, a área de cultivos cresceu 65,4%; a produtividade média, 193,4%; e a produção, 385,2%. Noutro cenário evolutivo do agronegócio brasileiro, em 1998 o superávit nas suas exportações é de US$ 13,5 bilhões, e em 2018 atinge US$ 86,7 bilhões ou mais 542,2%, a preços correntes (Conab/MAPA). Igualmente entre 1977 e 2017, o agro foi responsável, em média, por 40% do valor total das exportações brasileiras, e pico de 46,2% em 2015 (Embrapa/MAPA). Fatos são fatos!
Hoje em dia, “a tecnologia praticada pelos agricultores explica 70% do crescimento da agricultura”, segundo o pesquisador da Embrapa Eliseu Alves. Um cenário de conquistas que também devem ser creditadas a muitos atores públicos, privados, e abriga ainda grandes desafios internos e externos nos tempos que se prenunciam numa economia globalizante! Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte*   30/07/2019.
 




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CIFlorestas disse:

23/08/2019 às 10:52

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