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16/04/2020

AGRONEGÓCIO E RECURSOS NATURAIS EXIGEM GESTÃO COMPARTILHADA.*

Cenários complexos e sinérgicos exigem ativar urgentemente os respectivos ?Centros de Inteligência? para que sejam exaustivamente pactuadas as melhores alternativas de soluções conjuntas e compartilhadas no que couber, naquilo que for essencial e fizer a diferença; ?Unidade nacional para vencer a crise.? Esse é o caminho sem volta.

AGRONEGÓCIO E RECURSOS NATURAIS EXIGEM GESTÃO COMPARTILHADA.*
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), a Amazônia Legal brasileira abriga 5,21 milhões de km2, sendo a maior floresta tropical do mundo, e onde habita, há milhares de anos, uma complexa biodiversidade a exigir muita pesquisa, pesquisadores capacitados e desenvolvimento de tecnologias, numa longa perspectiva de tempo. Conhecer para planejar, acompanhar, avaliar, corrigir e vencer.
A floresta Amazônica abrange os Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Pará, parte do Maranhão, além de menores porções noutros países: Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (Google).
O rio Amazonas, com seus 6.400 km de extensão, o maior do planeta Terra, deságua 209.000 metros cúbicos de água, por segundo, no Atlântico ou 752 bilhões de litros por hora, o suficiente, se tratada, para abastecer 4,18 bilhões de pessoas por dia, considerando uma demanda potencial doméstica de 180 litros per capita! A Terra abriga 7,7 bilhões de habitantes.
Faz-se necessário registrar que a União Europeia, composta de 28 países membros, ocupa uma área total de 4,47 milhões de km2, portanto, menor do que Amazônia brasileira, e ainda assim 190,4 vezes menor do que o território brasileiro! Contudo, é o 2º mercado mundial para as exportações do Brasil, com US$ 35,9 bilhões em 2019 (Mdic). Poderá estar perto da China?
Além disso, artigo publicado na Revista Sciense & Innovation, em setembro de 2012, a Amazônia gera apenas 16% do oxigênio produzido nos continentes da Terra, pois quase todo oxigênio disponível resultaria dos fitoplâctons que vivem nos oceanos há milhões de anos. E mais, estima-se que todas as florestais tropicais são responsáveis pela produção de 34% do oxigênio. Porém, se considerar os fitoplânctons, a Amazônia, no caso, responderia somente por 9% da oferta global de oxigênio e jamais 20% no foco dos recursos naturais (Google).
Além disso, é indispensável citar outros fatos convergentes à prática da sustentabilidade dos recursos naturais brasileiros e dentro dos sistemas agroalimentares e agroflorestais, embora não exista o impacto zero em nenhuma atividade humana no campo e nas cidades. O IBGE registra que “a expansão de áreas agrícolas tem reduzido seu ritmo; se de 2012 a 2014, elas cresceram 7%, de 2016 a 2018 avançaram somente 3,3%.”
Ora, o pesquisador Eliseu Alves, da Embrapa, admite que a tecnologia adotada já explica 70% dos ganhos de produção e produtividade da agricultura de grãos no Brasil; sabendo-se que a tecnologia é poupadora do fator terra! Comparando-se a safra brasileira de grãos de 1978/79 com a de 2019/2020 a produção cresceu 436,4% e a área cultivada 74,5% (Conab); ganhos de produtividade por hectare cultivado e menor pressão de demanda sobre os recursos naturais!
E o sistema de árvores plantadas no Brasil? Não raro se ouve de fontes equivocadas, que o eucalipto estaria avançando sobre as terras agrícolas. Entretanto, essa visão padece de qualquer fundamento científico e na prática isso não é realidade. São 7,83 milhões de hectares de árvores plantadas em 1.000 municípios brasileiros em 26 Estados, apenas 0,93% do território nacional, que é diversificado em climas, solos e vocações regionais.
Aliás, são cenários onde são gerados 3,8 milhões de empregos diretos e indiretos, sendo que em 2018 esse setor de base florestal exportou US$ 12,5 bilhões, teve um superávit de US$ 11,4 bilhões, e recolheu R$12,8 bilhões em impostos, tributos federais, estaduais e municipais. E mais, 6,3 milhões (80,4%) dos 7,83 milhões de hectares plantados possuem certificados na modalidade de manejo florestal (Ibá).
A cobertura vegetal primária e florestada captura bilhões de toneladas equivalentes de CO2 indissociáveis do processo de fotossíntese. Gás da vida, e do chamado efeito estufa, do qual há severas contraposições! Minas Gerais tem 11,15 milhões de hectares de matas naturais e florestas plantadas (Seapa). Ressalte-se também que o Instituto Brasileiro de Árvores (Ibá) representa os segmentos de pisos e painéis de madeira, papel, celulose, madeira serrada, produtos sólidos de madeira, siderurgia e carvão vegetal, essenciais no comércio interno e nas exportações!
O documento elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(MAPA) sobre os cenários da “Agropecuária brasileira em números”, com dados e análises de outubro de 2019, citando as respectivas fontes de consultas, registra dados substantivos sobre recursos naturais.
Assim, entre outras abordagens estratégicas, destacam-se; agropecuária em produção, com 247,8 milhões de hectares (29,1% da área do Brasil); áreas protegidas pela Legislação Ambiental vigente, 563,5 milhões de hectares (66,2%); Unidades de Conservação, 151,9 milhões (17,8%); terras indígenas, 117,6 milhões de hectares (13,8%); áreas de Reserva Legal e Preservação Permanente, com 268 milhões de hectares (31,5% da área do Brasil). Além disso, é conveniente destacar que a área com agricultura irrigada no Brasil alcança 6,9 milhões de hectares, segundo o Censo Agropecuário de 2017. Irrigar eleva a produtividade por unidade de área!
A tese de que o Brasil dilapida seus recursos naturais não tem fundamento sólido, mas é preciso saber usufruir dos bens naturais, educar, orientar, estimular, preservar, conservar fiscalizar, contudo premiando quem adota boas práticas ambientais! O Sistema Campo Limpo (governo, empresas, produtores e indústria) entre 2000 a 2019 já recolheu mais de 500 mil toneladas de embalagens primárias de defensivos de forma correta no campo (94%); liderança mundial!
A safra brasileira de grãos 2019/2020 (7º Levantamento da Conab) estima a oferta de 251,7 milhões de toneladas de grãos em 65,1 milhões de hectares cultivados ou 7,6% dos 851,1 milhões de hectares ocupados pelo Brasil. Mercados e tecnologias explicam esse desempenho numa série histórica!
Outrossim, o espaço é curto e os dados são muito abrangentes, mas na fruticultura brasileira e pesquisando seus 24 principais produtos ofertados em 2,5 milhões de hectares ou 0,29% do território nacional geram 6 milhões de empregos diretos. Em 2018, os cultivos da laranja, banana e uva atingiram 1,40 milhão de hectares (IBGE). Se forem considerados o conjunto fruticultura e a olericultura, e selecionados 24 produtos principais em cada segmento em nível nacional, ou 48 ao todo, estão envolvidos diretamente 3,3 milhões de produtores (Horti & Fruit/Gazeta Mercantil/2019).
E mais, os cultivos com grãos em Minas Gerais ocupam uma área média histórica de plantios de 3,1 milhões de hectares ou apenas 5,3% do território mineiro. Em 2018, a fruticultura ofertou 6,5 milhões de toneladas de frutas e a olericultura, 3,5 milhões de toneladas gerando 600 mil empregos diretos no campo; ocupando apenas 0,34% da área estadual (Emater-MG). Entre 2004 e 2019, o PIB do agro mineiro foi na média de 28,5% do PIB estadual, e exportou US$ 7,9 bilhões em 2019 ou 203,8% maior relativamente ao ano de 2004 (Seapa).
Todas as atividades agrossivilpecuárias se fundamentam nesses eixos básicos e comuns para quem planta, cria, abastece e exporta; mercados estimulantes, pesquisas de ponta, tecnologias, adoção de inovações, e a indissociável dependência com os recursos naturais na sinergia água, nos cenários das bacias hidrográficas, solo, fauna, flora e ciclo hidrológico, que existem e funcionam há milhões de anos.   
Apesar dos desafios dessa pandemia virótica que assola o mundo estão sendo salvas milhões de vidas preciosas, antes de mais nada, mas também abalando as economias mundiais e o bem-estar social como qualidade de vida. Quais seriam os presumíveis cenários futuros decorrentes na saúde pública eficiente, logísticas, agronegócio, ainda dinâmico, com um superávit nas exportações de US$ 18,6 bilhões entre janeiro e março de 2020, bem como aplicáveis nos setores da indústria, agroindústria, comércio e serviços, se não tivéssemos uma agricultura pujante?
Por certo, esses cenários complexos e sinérgicos exigem ativar urgentemente os respectivos “Centros de Inteligência” para que sejam exaustivamente pactuadas as melhores alternativas de soluções conjuntas e compartilhadas no que couber, naquilo que for essencial e fizer a diferença; “Unidade nacional para vencer a crise.” Esse é o caminho sem volta.
Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte*  - abril de 2020.
 




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