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08/08/2017

Agronegócio mineiro abastece e exporta


Nos cenários do agronegócio, o binômio abastecer e exportar são indissociáveis e convergentes nos mercados por vias internas e nas exportações mineiras para 160 países. São milhões de empregos gerados nesses circuitos agroalimentares, repita-se, do campo à mesa do consumidor, e dinamizam igualmente as economias regionais num estado que abriga múltiplas vocações para produzir alimentos, fibras, biomassa e agroenergia nos seus 551.617 estabelecimentos rurais (IBGE/2006), e no eixo dos produtos de base florestal.

Vale lembrar que na primeira metade da década de 1970, apesar das potencialidades agropecuárias desse País continental, o Brasil era um substantivo importador de alimentos, inclusive de feijão. Hoje, é o segundo maior produtor de alimentos do mundo, superado apenas pelos EUA, um avanço extraordinário cujos reflexos positivos se disseminam por toda a economia mineira e brasileira, e que contribui para marcar a considerável presença do Brasil nos mercados internacionais, com superávits consecutivos nas exportações do agronegócio.

E os fundamentos desse desempenho são muitos, entre os quais; mercados, pesquisas, inovações tecnológicas, saberes compartilhados, adoções pelos empreendedores rurais, consumo ascendente, aumento populacional, renda per capita, acesso aos alimentos, sistemas de distribuição mais eficientes, assistência técnica, insumos modernos, incluindo-se máquinas e equipamentos agrícolas, crédito rural, gestão eficiente, e as políticas públicas de governo, entre outras condicionantes. O universo rural é vasto e complexo em suas demandas e ofertas.

Minas Gerais é parte estratégica desse cenário, que transcende suas fronteiras geográficas, e segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) as exportações do agronegócio mineiro, entre janeiro e junho de 2017, tiveram o seguinte perfil; café, 42,9%/US$ 1,7 bilhão; complexo soja, 18,9%/US$ 737,1 milhões; setor sucroalcooleiro, 13,6%/US$ 530,4 milhões; carnes, 11,7%/US$ 456,3 milhões; produtos florestais, 7,5%/US$ 298,5 milhões; couros e peleterias, 1,1%/US$ 4,3 milhões; e outros 4,2%/US$ 163,8 milhões.

No período de janeiro de 2016 a junho de 2017, houve um superávit acumulado de US$ 39,27 bilhões, e nele contidos US$ 3,6 bilhões relativos ao primeiro semestre de 2017 ou 13,08% maior que no mesmo período de 2016, com US$ 3,9 bilhões exportados.

Além disso, 70% do café arábica exportado têm origem no Estado, que lidera a cafeicultura brasileira e, em 2016, o País comercializou externamente 33 milhões de sacas para 130 países (Canal do Produtor). Os cafeicultores mineiros, com apoio indispensável do Certifica Minas Café, e seus colaboradores, estão empenhados em adotar as inovações geradas pela pesquisa e que primam pela qualidade e sustentabilidade dessa cultura emblemática, que chegou em 1727 ao Brasil. Mas, também comparando a safra agrícola estadual de 2003 com a de 2017 a área cresceu 17,8%; produtividade, 37,3% (mais que o do dobro da área); e a produção, 62,5%.

 É correto ressaltar igualmente, sem demérito de nenhuma outra atividade produtiva no campo, os 12 prêmios conquistados pelo Queijo Minas Artesanal na França. Vale lembrar que Minas lidera a oferta de leite (8,9 bilhões de litros em 2016/Seapa) e seus derivados, e que o Azeite da Epamig vem conquistando espaços no mercado interno por sua já reconhecida tecnologia e qualidade. Como pano de fundo e no foco da sustentabilidade dos recursos naturais, das culturas e criações, o pesquisador Eliseu Alves, ex-presidente da Embrapa, diz; ”a sustentabilidade dos recursos naturais passa também pela sustentabilidade econômica do produtor nas artes de produzir, abastecer e exportar.”


Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo



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