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30/06/2017

Agronegócio mineiro gera valores e milhões de empregos


 Por muitas razões que se associam, o Brasil ainda coleciona 14 milhões de desempregados, e com base no salário mínimo vigente bruto (R$ 937,00), incluído o 13º, deixa de circular na economia, para efeito didático, R$ 170,53 bilhões em um ano, o que abala o consumo doméstico, o alimentar e a compra de produtos e serviços. Apesar dos primeiros sinais positivos da economia brasileira, deverá levar alguns anos para colocar a casa em ordem nesse país de dimensão continental, atrair novos investimentos privados, sem abordar a missão indelegável do governo no promover o desenvolvimento sustentável, com justiça social. Uma questão complexa, sem dúvida alguma, e a exigir muito talento humano e poder de decisão.

O agronegócio mineiro emprega diretamente 2,5 milhões de pessoas nos segmentos insumos, agropecuária, indústria e distribuição, segundo pesquisa da Seapa/Cepea/USP/2015, sendo que em maio de 2017 o setor agropecuário estadual abriu 18.727 novos postos de trabalho, vindo em seguida o setor de serviços, com 2.012 vagas; a indústria de transformação, 1.546; e a construção civil, mais 919 (Ministério do Trabalho).

Somente os setores da fruticultura e da horticultura mineiras empregam diretamente 600 mil pessoas por decorrência da necessidade e uso intensivo da mão de obra humana. Estima-se que 90,0% da colheita da laranja, entre outras culturas frutícolas, exija o esforço físico braçal, pois ainda não está disponível uma outra forma eficiente de colheita mecanizada. Admite-se que chegue minimamente aos 70,0% a ordenha manual das vacas leiteiras comparativamente à ordenha mecânica em Minas Gerais, que lidera a produção de leite, seus derivados, e ofertou 9,36 bilhões de litros em 2016.
Cresce também a produção de azeite extra-virgem no Sul de Minas, padrão internacional, e fundamentada em históricas pesquisas da Epamig. É igualmente uma cultura que exige considerável mão de obra dos olivicultores.

Além disso, vale ressaltar, em nível nacional, que segundo dados da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), esse setor movimenta R$ 16 bilhões anualmente e emprega direta e indiretamente 3 milhões de pessoas. Guardadas as devidas proporções, a indústria automobilística brasileira empregou, no ano passado, 1,3 milhão de pessoas (Anfavea). Segundo registro histórico, a Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas, é considerada o berço do Cavalo Mangalarga Marchador e cujo proprietário, à época, foi Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas. Minas são muitas no dizer de Guimarães Rosa, médico, romancista, poliglota e embaixador.

Noutro ângulo, o agronegócio mineiro deve fechar o ano de 2017 com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 210,1 bilhões, corrigível ao longo do ano, e suas atividades se processam nos 853 municípios, pois não há nenhum município que não tenha suas lavouras e criações (Seapa). Noutra vertente, se alinham também com os municípios beneficiados pelo segmento de base florestal, que gera 378.640 mil empregos, sendo 93.920 diretos e 284.720 indiretos ao longo das cadeias produtivas, e lidera esse setor em nível nacional (Anuário Estatístico 2014/15-AMS).

Entre 2004 e 2016, as exportações dos produtos florestais consolidaram um superávit acumulado de US$ 6,68 bilhões (Seapa) e se configuram estratégicas à economia mineira e ao comércio exterior
É presumível que o fator terra, como nos ganhos havidos na produção brasileira de grãos desde 2006, também não explique isoladamente o desempenho dos sistemas florestais no Estado. Naquele cenário agrícola, houve um predomínio de 68,0% na adoção de tecnologias e o fator terra respondeu por apenas 10,0% (Embrapa).

Assim posto e abastecendo regularmente o mercado interno, o que é estratégico e indispensável, as exportações do agro mineiro são historicamente superavitárias; em 2012, US$ 7,43 bilhões; 2013, US$ 6,83 bilhões; 2014, US$ 7,58 bilhões; 2015, US$ 6,88 bilhões; e 2016, US$ 6,87 bilhões ou um total de US$ 35,59 bilhões (Seapa).

O Brasil poderá ser competente e eficiente, havendo políticas públicas, mercados e adoção de inovações na indústria, agroindústria, no comércio e nos serviços. O Brasil não pode ser estigmatizado como o país das “ commodities” agropecuárias, segundo alguns analistas de plantão, mas o agronegócio está logrando renovadas provas de vitalidade econômica, numa competição aberta num mundo aparentemente sem fronteiras.
É possível, embora não seja uma certeza matemática, que esse país poderá ser a maior potência agropecuária em nível internacional, onde já ocupa o segundo lugar na produção mundial de alimentos, logo depois dos EUA, uma potência com um PIB de US$ 17,5 trilhões em 2016. Não será uma tarefa para amadores.


Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo



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23/11/2017 às 22:17

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