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24/11/2011

AIE aponta aumento da competitividade das renováveis

Agência Internacional de Energia destaca o rápido crescimento do uso das fontes alternativas e a queda dos custos na geração, porém salienta que os países ainda devem promover políticas de estímulo

 Agência Internacional de Energia destaca o rápido crescimento do uso das fontes alternativas e a queda dos custos na geração, porém salienta que os países ainda devem promover políticas de estímulo

As fontes renováveis são o setor de mais rápido crescimento no mix energético mundial e já respondem 19,3% da geração global de eletricidade, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quarta-feira (24).
 
Um novo estudo da entidade, chamado “Deploying Renewables 2011: Best and Future Policy Practic” (algo como Implementando as Renováveis 2011: Melhores e Futuras Políticas Práticas), analisa o desenvolvimento recente das fontes alternativas assim como oferece sugestões de como os governos podem fortalecer e capitalizar o crescimento delas.
 
“O portfólio das tecnologias renováveis está ficando competitivo em uma velocidade cada vez maior e em circunstâncias mais comuns, sendo que em alguns casos fornece oportunidades de investimento sem a necessidade de apoio econômico governamental. Para fontes como eólica e solar, as reduções de custo devem continuar de forma ainda mais acelerada”, afirma o relatório.
 
A AIE destaca o exemplo dos projetos eólicos no Brasil, que vêm competindo com sucesso contra outras fontes de energia, incluindo o gás natural, na disputa por contratos de aquisição de energia. A China e outros países emergentes também vêm ganhando espaço como mercados promissores para as fontes alternativas.
 
De acordo com o relatório, o portfólio renovável não deve mais ser considerado uma opção de alto custo e arriscado, mas sim como um importante componente da segurança energética de países e empresas, pois geram eletricidade com grande estabilidade e com baixos custos de operação.
 
O setor renovável cresceu, como um todo, 17,8% entre 2005 e 2009, sendo que hidroelétricas seguem dominando com 84% da geração total. Porém, projetos de energia eólica e a solar são os que mais rapidamente vêm se multiplicando.
 
De 2005 a 2010, a geração de energia hidrelétrica aumentou 3,1% ao ano, a biomassa avançou 8,8%, a eólica 26,5% e a solar fotovoltaica 50,8%.
 
Apesar de reconhecer o grande avanço das fontes alternativas, a AIE acredita que seria preciso acelerar o ritmo de crescimento para que elas alcancem o objetivo de manter a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera em menos de 450 partículas por milhão (PPM) e assim evitar as piores consequências das mudanças climáticas. As eólicas deveriam crescer a uma taxa anual de 16,3% até 2020, a solar fotovoltaica a 21,3% e a hidrelétrica a 2,5%.
 
Subsídios
 
Mas nem tudo são boas notícias para as fontes renováveis. Recentemente, países como Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido anunciaram cortes nas ajudas públicas para o setor por causa da crise econômica que varre a Europa.
 
A AIE não considera uma boa estratégia a redução dos subsídios nesse momento, uma vez que o aumento no uso dos combustíveis fósseis, além de prejudicial no combate às mudanças climáticas, deve resultar na alta dos preços do petróleo e carvão, o que agravaria ainda mais a crise.
 
“Sem uma urgente transformação no direcionamento político, o mundo pode se ver preso a um sistema energético ineficiente, inseguro e de altas emissões”, afirmou Maria van der Hoeven, diretora executiva da AIE.
 
O relatório esclarece que enquanto as fontes alternativas não forem competitivas, o apoio governamental na forma de subsídios ou corte de impostos são desejáveis. Vale lembrar que atualmente US$ 409 bilhões estão sendo gastos anualmente ao redor do mundo para baratear os custos da produção e distribuição dos combustíveis fósseis.
 
“Os países devem estar focados em incentivar as energias renováveis como uma forma de garantir o desenvolvimento sustentável. Ainda mais dado o crescente apetite do planeta por energia e a necessidade de saciá-lo de uma forma eficiente e de baixo carbono. O tempo para a ação é agora e mais esforços são necessários”, alertou Maria.


Fonte: institutocarbonobrasil.org.br



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