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31/01/2021

ALYSSON PAOLINELLI E A CONQUISTA DOS CERRADOS.

A propósito da merecida indicação do Professor Alysson Paolonelli para concorrer ao Nobel da Paz, devo lembrar que foi professor de hidráulica, irrigação e Diretor da ESAL de 1960/71 onde deu enorme contribuição ao desenvolvimento do ensino superior de agronomia, resultando na criação da UFLA e que sua luta a favor da pesquisa agropecuária e da conquista dos cerrados para a agropecuária mineira e brasileira teve início bem antes de sua contribuição como Ministro da Agricultura, a partir de 1974, conforme segue:

ALYSSON PAOLINELLI E A CONQUISTA DOS CERRADOS.
 
A propósito da merecida indicação do Professor Alysson Paolonelli para concorrer ao Nobel da Paz, devo lembrar que foi professor de hidráulica, irrigação e Diretor da ESAL de 1960/71 onde deu enorme contribuição ao desenvolvimento do ensino superior de agronomia, resultando na criação da UFLA e que sua luta a favor da pesquisa agropecuária e da conquista dos cerrados para a agropecuária mineira e brasileira teve início bem antes de sua contribuição como Ministro da Agricultura, a partir de 1974, conforme segue:
 
No governo Rondon Pacheco, em Minas Gerais, início da década de 1970, O professor Alysson Paolinelli, como Secretário da Agricultura, fez acontecer um desafiador e produtivo modelo de pesquisa em Minas Gerais: o Programa Integrado de Pesquisas Agropecuárias do Estado de Minas Gerais (Pipaemg), unindo esforços da Secretaria de Agricultura, com a UFMG, ESAl(Ufla), UFV e o Ipeaco (MAPA), em articulação com uma ampla rede de produtores e oportunos envolvimentos dos extensionistas da ACAR, entre outros cooperadores.
O Pipaemg, sob o comando do dr. Helvécio Mattana Saturnino, floresceu rapidamente com esse modelo cooperativo, com muitos trabalhos voltados para a conquista dos Cerrados, a exemplo da introdução da soja, como um carro chefe para rotação de culturas, a produção de grãos, um cerne de boas práticas que, com a experimentação junto aos produtores, possibilitou formular os melhores sistemas de produção de grãos, que embasaram continuados trabalhos de pesquisa para ocupação dos Cerrados, entre eles o do melhoramento de plantas, como da soja.
Outro exemplo naquele desafiador início, foi o das pesquisas na cafeicultura, com a ameaçadora ferrugem a requerer soluções, a renovação dos cafezais.  O programa de pesquisas na pecuária bovina, entre outros, fez acontecer, imediatamente, um amplo leque de trabalhos, com a demanda, cooperação e apoio dos produtores, Assim, com o somatório de parcos recursos financeiros, físicos e humanos, houve um pronto engajamento das três universidades, coincidindo com um momento da implantação da pós-graduação, bem como de motivações, a exemplo do "land grant college system" e do treinamento em serviço, com os trabalhos de campo sendo motivos para muitas atividades, entre elas,  teses de mestrado. Dessa forma, o Estado pode contar com o concurso de muitos professores que haviam feito a pós-graduação no exterior, a maioria nos Estados Unidos que, muitas vezes, mesmo dentro da universidade, participaram desses programas, com relevantes experiências e conhecimentos, fortalecendo o Pipaemg. O rápido aumento dos trabalhos, seja em termos qualitativos, como quantitativos, permitiram formar e fortalecer equipes, atendendo-se o Estado prontamente, no que ia sendo delineado como prioritário. Mais tarde, com o advento da Embrapa e a orientação da mesma para os estados criarem empresas de pesquisa, Minas Gerais criou a Epamig com bases no Pipaemg, cujo convênio foi ratificado, com a denominação de Sistema de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que enriqueceu imediatamente o acervo de trabalhos da novel Epamig, cujas marcantes contribuições impulsionaram muitos avanços, que precisam ser referenciados. Entre eles, muitos destaques, como o do apoio direto ao Centro dos Cerrados, criado em 1974, que encontrou a pronta cooperação da Epamig com o fornecimento de conhecimentos e tecnologias para diversos cultivos, como a soja, café, algodão. A título de exemplo, nesse 1974 já tínhamos 3 toneladas de soja por hectare, a nível de pesquisa e 2.400 kg em campos de demonstração, em contraste com 1200kg do produtor.
Bem disse o dr. Roberto Rodrigues “O Brasil tem uma dívida impagável com Alysson Paolinelli”.
 
Muito obrigado, Dr Alysson!
 
Antônio de Pádua Nacif/ engenheiro agrônomo, pesquisador da Epamig desde 1972, atualmente aposentado. antonionacif@gmail.com – 27/01/2021.
 


Fonte: O Autor



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CIFlorestas disse:

26/02/2021 às 01:32

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