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28/10/2015

Até 2030, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta no Brasil vai atingir 20 milhões de hectares

Para o presidente da SNA, Antonio Alvarenga, os sistemas de ILPF que contemplam as espécies agrícolas, pastagem e floresta, em conjunto, precisam ser mais explorados

Foto ilustrativa. (Fonte: google)

Embora seja uma prática antiga, a adoção no Brasil dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) ainda é limitada.  No entanto, há uma tendência de crescimento a partir do aperfeiçoamento dessa tecnologia, sobretudo na recuperação de áreas de pastagens degradadas.  É o que afirma o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Antonio Alvarenga.

 

“Hoje, cerca de dois milhões de hectares utilizam os diferentes formatos de ILPF.  A previsão é de que, até 2030, a integração seja praticada em pelo menos 20 milhões de hectares”, estima Alvarenga.

 

A ILPF, dentro do contexto de agricultura sustentável, é uma tecnologia que combina produção agrícola, florestas plantadas e criação animal, realizadas numa mesma área, e que pode ser implantada em cultivo consorciado, rotação ou sucessão.  O sistema tem sido adotado com maior frequência nas regiões Centro-Oeste e Sul.

 

De acordo com o presidente da SNA, os sistemas de ILPF que contemplam as espécies agrícolas, pastagem e floresta, em conjunto, precisam ser mais explorados.  “Grande parte dos pecuaristas prefere implantar apenas a ILP, deixando o florestamento para uma etapa posterior, tendo em vista as características de longo prazo das florestas plantadas”, explica.

 

VANTAGENS

 

Além da recuperação de áreas degradadas (que hoje somam 50 milhões de hectares, segundo especialistas), a Integração, de acordo com o presidente da SNA, apresenta diversas vantagens, dentre elas, o aumento da matéria orgânica no solo, a redução no uso de agroquímicos, a conservação dos recursos hídricos, a promoção da biodiversidade, a melhoria do bem-estar animal, a fixação de carbono e a redução da emissão de gases do efeito estufa.

 

“A ILPF constitui uma alternativa econômica e sustentável para diversificar a renda dos produtores, podendo ser adotada em grandes, médias e pequenas propriedades rurais.  O sistema também contribui para a manutenção e a recuperação das Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal”, complementa Alvarenga.

 

PRODUTIVIDADE E TECNOLOGIA

 

Nos últimos anos, o agronegócio tem conquistado sucessivos ganhos de produtividade com os avanços tecnológicos.  “De 1990 a 2015, enquanto a produção de grãos aumentou 245 %, a área plantada teve crescimento inferior a 50%”, observa o presidente da SNA.

 

Para ele, esses números tem sido obtidos graças ao desenvolvimento e à aplicação de tecnologias apropriadas, “sobretudo com a incorporação ao processo produtivo de regiões do Cerrado, que se transformará em um dos mais promissores celeiros de produção de grãos”.

 

Atualmente, a Embrapa desenvolve tecnologias com diversas possibilidades de combinação entre os componentes agrícola, pecuário e florestal.

 

Já o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura, incentiva a implantação dos sistemas de integração ILPF, com linhas de financiamento em condições favoráveis.


Fonte: SNA - Sociedade Nacional de Agricultura - Por Equipe SNA/RJ



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Comentário(s) (3)


Laercio Couto disse:

05/11/2015 às 14:24

Excelente noticia saber pelo Presidente da Sociedade Nacional de Agricultura que ate 2030 vamos ter no Brasil 20 milhoes de hectares em Sistemas Agroflorestais (Sistemas Silviagricolas, Sistemas Silvipastoris e Sistemas Agrossilvipastoris). Esta noticia creio que deve interessar também a Sociedade Brasileira de Silvicultura e a Sociedade Brasileira de Zootecnia, sem falar na Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura, uma vez que os Sistemas Agroflorestais, uma pratica milenar que se tornou ciência AGROSSILVICULTURA na dedada de 70 (ver Nair e ICRAF e Agroforestry, Agroforesteria e Agroforesterie), esta realmente ocupando o seu lugar de destaque no Brasil depois que alguns pesquisadores a batizaram de iLPF.

Parabens aos pais da iLPF no Brasil.

Laercio Couto:.
Presidente da SBAG - Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura
www.sbag.org.br

benjamin salles duarte disse:

03/11/2015 às 10:22

Concordo como Senhor Ronaldo Trecenti, a adoção de tecnologias vincula-se, no fundo, aos mercados agropecuários, pendulares, pois inovar presume sucesso e também o consumidor é soberano nas suas escolhas, inclusive alimentares.

Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte
Extensionista da Emater-MG

Ronaldo Trecenti disse:

03/11/2015 às 09:49

Tomara que a previsão do Sr. Antonio Alvarenga se concretize. Devemos ficar atentos à criação de mercado para esse aumento da oferta de produtos agrícolas (grãos, carne, leite, madeira e energia), à certificação da produção, à implementação do seguro agrícola e à garantia de preço dos produtos.

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