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11/06/2010

Borracha em Lugar do Couro

Composto de látex e fibras de embaúba e algodão permite novo uso da seringueira.

A riqueza das seringueiras agora vai muito além da borracha. Combinando técnicas indígenas de extração da borracha com padrões industriais, o professor da Universidade Federal do Acre, Francisco Samonek, conseguiu desenvolver novos usos para o látex, de roupas a panelas.

Desenvolvida pelo Pólo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio), o processo de vulcanização da borracha – necessário para evitar a coagulação da seiva dos seringuais – hoje está disseminado por diferentes comunidades, tanto no Acre quanto no Pará. Para a produção, nem é necessário energia elétrica.

E como funciona? Ao composto de látex com fibras vegetais, são adicionados pigmentos e aromas extraídos de folhas da anilina, de cascas do jatobá, breu e da semente de urucum. Água misturada a cinzas de fornos e fogões a lenha completam o processo.

Atualmente, já são 28 unidades produtivas implantadas nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia por 370 índios Kaxinawá, Shanenawa, Kaxarari e Apurinã e por 150 seringueiros que vivem em unidades de conservação. Foram gerados 520 postos de trabalho e 20 novos produtos lançados. O valor agregado ao produto final chega a 25 vezes o da borracha fabricada pelo processo convencional.

Para o seringueiro Raimundo Nonato, 42 anos, morador da Reserva Extrativista Cazumbá Iracema, no município de Sena Madureira (AC), a comunidade se sente mais valorizada. "Hoje podemos comprar as nossas coisas, com o dinheiro que ganhamos. Além disso, nos alimentamos melhor e ainda ajudamos na preservação da natureza, uma vez que não precisamos mais derrubar árvores para a lavoura e criação de gado", ressalta.

Tanto que quando vendiam a borracha bruta, quase não ganhavam nada. “Hoje com as técnicas que aprendemos essa mesma matéria tem um valor muito maior no mercado, saltou de R$ 2,50 para no mínimo, R$ 50 o quilo", disse.


Fonte: EPTV.com



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