Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


07/10/2013

Brasil deve mudar matriz energética, alertam especialistas

Google

O Brasil precisa substituir as fontes fósseis que predominam em sua matriz energética, afirmaram à Agência Efe especialistas do setor, trazendo à tona um debate polêmico por seu impacto direto nas mudanças ambientais e climáticas.

O coordenador do Programa de Mudança Climática e Energia da organização ecológica WWF-Brasil, Carlos Rittl, considerou que frente a um cenário de aquecimento global, ‘cada vez mais próximo’, é um ‘dever’ dos governos investir ‘muito mais em fontes renováveis’ de energia.

Rittl lembrou que 70% da matriz energética brasileira têm base fóssil, com um custo aproximado de R$ 700 bilhões até 2020. ‘É necessário um olhar estratégico para soluções de tecnologia limpa, e nisso o Brasil está ficando para trás’, disse.

O assunto está na agenda dos governos dos países emergentes e, recentemente, foi discutido nas reuniões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) que concluiu seu quinto relatório em setembro passado em Estocolmo.

Os 195 países que participaram dos debates insistiram na necessidade de ‘ações imediatas’, praticamente a mesma conclusão de mais de 20 anos atrás, na cúpula mundial Eco 92, realizada no Rio de Janeiro.

O relatório de setembro volta a citar como um dos impactos mais graves para a mudança climática a utilização de combustíveis fósseis e propõe como solução o uso de fontes renováveis e naturais, como o Sol, o vento, os mares, as chuvas e os combustíveis vegetais.

O Brasil, como representante ‘verde’ da América Latina, mantém um potencial no investimento de energia renovável que não foi explorado ‘prioritariamente’, explicou o especialista.

Como exemplo, Rittl citou a Arábia Saudita, que apesar de estar ‘assentada sobre petróleo’ vai investir ‘como nunca antes’ em energia eólica, setor que tem alguns projetos na Região Nordeste, por seu clima seco e a direção dos ventos.
Segundo o ecologista, a discussão do setor elétrico deve levar em conta as reivindicações sociais das povoações afetadas pelo impacto dos projetos que ‘associem políticas de desenvolvimento para o setor industrial e energético’.

‘Precisamos de energia mais limpa, com menor impacto, de forma mais sustentável’, resumiu.

No entanto, apesar dos avanços do país, quinto maior investidor em energias renováveis do mundo com cerca de US$ 7 bilhões até 2010, segundo a ONU, Rittl pediu mais ‘atenção’ do governo para dar prioridade a esse tipo de projeto, frente às fósseis, nas licitações públicas.

O engenheiro elétrico Adolfo Vázquez, da Universidade de São Paulo (USP), lamentou que o Brasil tenha perdido o ‘impulso’ que tinha com os avanços no setor dos biocombustíveis.

‘Antes do pré-sal, o discurso em matéria energética era dominado pelo etanol e pelo biodiesel e avançou muito, sem dúvida, mas está claro que os biocombustíveis já não são uma bandeira do governo’, observou.

Os dois especialistas concordaram que a biomassa da cana-de-açúcar é um recurso ‘desperdiçado’ no país, pois o Brasil é o maior produtor mundial e as grandes quantidades do bagaço que sobram muitas vezes são consideradas ‘lixo’.

Para Rittl, a biomassa da madeira seria outro recurso para um aproveitamento melhor e destacou que as pessoas, em nível individual, começaram a assimilar melhor a energia solar e a utilizá-la em suas casas.

‘Se cobríssemos nosso lado de Itaipu com painéis solares, teríamos condições para cobrir a demanda do setor elétrico do país, mas todas as fontes energéticas limpas são desperdiçadas no Brasil’, lamentou Rittl.


Fonte: Ambiente Brasil



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

23/10/2019 às 21:02

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para carvão?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


1549 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey