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20/10/2020

COMPLEXIDADES E DEMANDAS DO AGRO BRASILEIRO

O Brasil, com seus 851 milhões de hectares de área total, ocupa o 5º lugar entre os maiores países do mundo e reconhecidamente diversificado na agricultura, cafeicultura, pecuária, fruticultura, horticultura, cobertura vegetal primária, plantada, sistemas florestais, solos, recursos hídricos, climas, muita luminosidade, umidade e calor. Um cenário dessa magnitude e complexidades exige eficiente controle sistemático das pragas e doenças, que atacam as plantas alimentares num conjunto de outros tratos culturais e tecnologias!

COMPLEXIDADES E DEMANDAS DO AGRO BRASILEIRO*
O Brasil, com seus 851 milhões de hectares de área total, ocupa o 5º lugar entre os maiores países do mundo e reconhecidamente diversificado na agricultura, cafeicultura, pecuária, fruticultura, horticultura, cobertura vegetal primária, plantada, sistemas florestais, solos, recursos hídricos, climas, muita luminosidade, umidade e calor. Um cenário dessa magnitude e complexidades  exige eficiente controle sistemático das pragas e doenças, que atacam as plantas alimentares num conjunto de outros tratos culturais e tecnologias!
Os agentes causais são os trilhões de bactérias, vírus, fungos, insetos mastigadores, cortadores, sugadores, nematoides, ácaros, que poderiam comprometer seriamente as safras de grãos, bem como as ofertas de frutas, hortaliças, passando pelas pastagens, e podendo causar bilhões de reais em prejuízos para quem planta e cria, incluindo o combate aos carrapatos e bernes bovinos, que devem ser controlados com carrapaticidas e bernicidas. Sem abordar ainda os eventuais e substantivos eventos climáticos adversos que podem reduzir a produção de alimentos. São centenas de variáveis que afetam a agropecuária, a exigirem mais avanços nas pesquisas!
Além disso, os dados e números relativos ao agronegócio são extremamente abrangentes e significativos nesse país continental. Na safra brasileira de grãos, 2019/2020, foram cultivados 65,9 milhões de hectares, que é maior do que o Estado de Minas Gerais, com seus 58,6 milhões de hectares, e expostos à voracidade das pragas e doenças. Somente a fruticultura e a horticultura mineiras ocupam 260 mil hectares, gerando 520 mil empregos no campo (Emater-MG).
Em 2019, o Brasil produziu 44 milhões de toneladas de frutas numa área de cultivos de 2,5 milhões de hectares (3º lugar mundial), com 5 milhões de empregos! O manejo da fruticultura e da horticultura difere, nas singularidades operacionais, da produção de grãos!
Ainda mais, na safra brasileira de grãos 2019/2020, segundo o 12º e último Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área com a cultura do milho foi 18,5 milhões de hectares, para uma oferta de 102,5 milhões de toneladas; e da soja, com 36,9 milhões de hectares, para uma produção de 124,8 milhões de toneladas, o que coloca, por enquanto, o Brasil na liderança mundial de produção e exportação da soja.
Ora, somando as áreas de plantio do milho + soja atingem 55,4 milhões de hectares (84%) em 65,9 milhões de hectares, que é o total cultivado com grãos, cereais e oleaginosas; e respondem também por 227,3 milhões de toneladas (81,1%) em 257,8 milhões de toneladas colhidas na safra 2019/2020. A 1ª estimativa da Conab para a safra 2020/2021 indicam 133,5 milhões de toneladas de soja; e 112,9 milhões de toneladas de milho.
Esses cenários regionais produtivos de extensa magnitude geográfica e vocações, entre outros, dimensionam anualmente os desafios tecnológicos no controle eficiente das pragas e doenças, a exigirem adoções em níveis de estabelecimentos agropecuários, que somam 5,073 milhões (Censo Agropecuário 2017), plantando muito ou pouco, e a necessidade de ampliar o compartilhamento de boas práticas sustentáveis. Até uma hortinha de fundo de quintal é terreno fértil às pragas e doenças, embora não exista perda zero na agricultura!
Apenas para efeito didático; se houvesse uma perda de 100 mil hectares de soja nas diversas regiões, provocada por grave ataque de pragas e doenças, seria menos 6 milhões de sacas no valor de R$ 782,4 milhões para os produtores, tomando-se apenas como referência o preço da saca no Noroeste de Minas, hoje, de R$ 130,40/saca.
Entretanto, a pesquisa agropecuária também avança na biotecnologia aplicada aos biodefensivos nas culturas e criações, mas ainda soa visionário decretar o fim do uso regular, orientado, e extensivo dos agroquímicos no que couber, e avançando noutras tecnologias como o controle integrado de pragas e doenças. Contudo, as sinergias havidas e por haver no agronegócio implicam também na gestão de outras práticas tecnológicas compartilhadas e indispensáveis, repita-se, que não apenas o controle sistemático das pragas e doenças!
A ONU/FAO, setembro de 2019, revela que o Brasil ocupa o 57º lugar no mundo, quando se considera a quantidade de defensivo agrícola por tonelada de produção de alimentos, e não por hectare cultivado. A desinformação é um campo aberto à controvérsia, legítima, mas podendo ser tendenciosa nos meios de comunicação!  
No Brasil, em 2018 foram gastos R$ 4 bilhões com alimentos orgânicos, sendo 64% adquiridos nos supermercados, e 26% acessados nas feiras orgânicas e agroecológicas, havendo perspectivas de crescimento de 4% a.a.(Organics). Não é preciso “demonizar” a agricultura com tecnologia de ponta, e tracionada pelos mercados interno e externo!
Aliás, os avanços já foram notáveis, desde os primórdios da agricultura há 10 mil anos, por seus pesquisadores, cientistas, e consequentes à extraordinária experiência humana do erro e do acerto acumulando saberes e práticas durante milênios consecutivos. Os Incas peruanos dominavam técnicas sofisticadas de irrigação há 1.500 anos.
A biotecnologia, não conhecida com esse nome, teve seu início com processos fermentativos se confundindo essa prática com a história da humanidade, pois no ano de 6.000 a.C os sumérios e babilônios produziam bebidas alcoólicas pela fermentação de cereais; em 2.000 a.C, os egípcios fabricavam pães e cervejas, com fermentos naturais.  Em 1876, Louis Pasteur provou que a fermentação era um processo biológico e não puramente químico, tese que vigorava à sua época; biotecnologia abrange agropecuária, alimentos, saúde, processos industriais, meio ambiente, genética, melhoramentos, etc. (Google).
De outra convergência, não menos estratégica, destaca-se também o Programa Campo Limpo coordenado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), que entre 2002 e 2019 reciclou 94% de todas as embalagens plásticas primárias de defensivos agrícolas colocadas no mercado brasileiro, liderança mundial. Entre o ano de 2002 até junho de 2020 foram recolhidas 585,4 mil toneladas de embalagens plásticas primárias de defensivos agrícolas no campo!
Esse Sistema está presente em 26 Estados e no Distrito Federal; reunindo 112 empresas fabricantes; 4,5 mil postos de vendas; 29 centrais de recebimentos, sob a administração do inpEV. O PEA esteve presente e atuante em 2.571 escolas de 342 municípios brasileiros e envolvendo mais de 240 mil alunos dos 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, bem como em 1,8 milhão de propriedades agrícolas.
O Sistema Campo Limpo desenvolve ainda 17 Programas de Educação Ambiental (PEA) nas seguintes áreas estratégicas; Erradicação da Pobreza; Fome Zero e Agricultura Sustentável; Saúde e Bem-Estar; Educação de Qualidade; Igualdade de Gênero; Água Potável e Saneamento; Energia Limpa e Acessível; Trabalho Decente e Crescimento Econômico; Indústria, Inovação e Infraestrutura; Redução das Desigualdades; Cidades e Comunidades Sustentáveis; e Consumo e Produção Responsáveis. Sustentabilidade!
O Sistema reúne empresas privadas, produtores e propriedades rurais, governos, entidades nacionais e internacionais conectadas à sustentabilidade do meio ambiente, fatores climáticos, estudantes, escolas, crianças, sistemas cooperativistas, sindicatos, e outros agentes públicos e privados. O Relatório de Sustentabilidade 2019 (inpEV) é substantivo por sua abrangência de dados, informações, cenários, propostas e análises conjunturais; merece ser acessado. Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte* – Setembro de 2020.
 




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