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24/07/2020

DESEMPENHO HISTÓRICO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

O agronegócio brasileiro resulta de um continuado e eficiente esforço coletivo que abrange décadas consecutivas de políticas públicas, programas e projetos governamentais e privados, bem como da pesquisa agropecuária acessada pelos produtores e empresários rurais, uso de insumos modernos, mercados atraentes, lucratividade para quem planta e cria, abastece e exporta. Essa é a lógica fundamentada!

DESEMPENHO HISTÓRICO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO*
O agronegócio brasileiro resulta de um continuado e eficiente esforço coletivo que abrange décadas consecutivas de políticas públicas, programas e projetos governamentais e privados, bem como da pesquisa agropecuária acessada pelos produtores e empresários rurais, uso de insumos modernos, mercados atraentes, lucratividade para quem planta e cria, abastece e exporta. Essa é a lógica fundamentada!
Além disso, acrescentem-se a contribuição dos veículos e plataformas de comunicação que atingem pessoas, grupos e massas numa considerável abrangência geográfica e territorial, e diversa nas suas vocações agro econômicas.  
Evidentemente que o agronegócio brasileiro está associado aos desempenhos da indústria, agroindústria, comércio e serviços. Portanto, a dinâmica do agro transcende a porteira da fazenda mesmo em tempo de pandemia, e sem subestimar suas sequelas humanas, econômicas e sociais, desafiadoras!
Faz-se necessário novamente registrar numa de suas vertentes históricas, entre 1997 e 2017, o trabalho dos pesquisadores Eliseu Alves, Geraldo Souza e Renner Marra, todos da Embrapa, com relação ao desempenho da Balança Comercial Brasileira e a Balança Comercial do Agronegócio.
Assim posto e sobre o valor total das exportações brasileiras, baseadas nos valores do dólar comercial nos respectivos anos entre 1997 e 2017, recordem-se que as contribuições econômicas devidas às exportações do agronegócio brasileiro foram as seguintes percentualmente; 1997, 44,1%; 1998, 42,1%; 1999, 42,7%; 2000, 37,4%; 2001, 40,9%; 2002, 41,1%; 2003, 41,9%; 2004, 40,4%; 2005, 36,8%; 2006, 35,9%; 2007, 36,4%; 2008, 36,3%; 2009, 42,3%; 2010, 37,9%; 2011, 37,1%; 2012, 39,5%; 2013, 41,3%; 2014, 43,0%; 2015, 46,2%; 2016, 45,9%; e 2017, 44,1%; sendo que de 2013 a 2017 foram acima de 40%.
O somatório desses superávits anuais atingiu US$ 1,015 trilhão (1997/2017), e resulta da conjunção mercados, adoção de tecnologias disponibilizadas pela pesquisa agropecuária e compartilhadas com os diferentes segmentos produtivos do sistema agronegócio brasileiro,  com presença estratégica e indissociável dos produtores e empresários rurais. De janeiro de 2018 a junho de 2020, o saldo nas exportações do agro soma mais US$ 215,55 bilhões (MAPA), que se fossem atualizados pelo dólar comercial de 21.07.2020, valendo RS$ 5,2277, seria R$ 1,126 trilhão.
Segundo Alves, Souza e Marra, “o excedente exportável do agronegócio de US$ 96,01 bilhões e superávit de US$ 81,86 bilhões em 2017 representa um extraordinário esforço dos setores privado e público para encontrar compradores, negociar condições e fazer chegar ao destino tão grande volume de produtos, vegetais e animais, respeitadas as restrições dos importadores, que também a usam para obter preços favoráveis, num ambiente muito competitivo.”
“A pressão é enorme pela redução do custo de produção até o consumidor externo. Esta pressão também se reflete em cima da carga tributária, da infraestrutura de estradas, hidrovias, portos e aeroportos, no sistema que garante a qualidade de alimentos, em níveis de produtores, indústria e governo. Em nível de produtores, a pressão é por tecnologia que aumenta a produção, reduz custos, preserva o meio ambiente, e garante qualidade dos produtos ofertados.” O economista Mendonça de Barros, usando dados das coletas semanais de preços da FIPE no período de dezembro de 1974 a fevereiro de 2018, destaca uma queda anual de preços dos alimentos de 3,5%. Fato que beneficia mais as famílias de baixa renda.
Noutro documento analítico sobre o agronegócio elaborado por “Alves, Contini e Gasques (Embrapa/MAPA), e que versa sobre a Produção e Produtividade na Agricultura Brasileira revela o seguinte: na safra de grãos 1996/1997 a área cultivada é de 36,5 milhões de hectares (4,2% do território brasileiro); a produção de 78,4 milhões de toneladas; e produtividade de 2.144 kg/hectare.”
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento(Conab), na safra de grãos 2016/2017 foram cultivados 60,9 milhões de hectares (7,1% do País); oferta de 238,7 milhões de toneladas; e produtividade de 3.919 kg/hectare.
Comparando-se ainda 1997 com 2017 a produtividade cresceu 82,7%; a produção 204,5%; e a área em 66,8%. Na safra 2019/2020 (10º Levantamento), a área atinge 65,8 milhões de hectares (7,7% do País); a oferta de grãos 251,4 milhões de toneladas; e a produtividade 3.822 kg/hectare.
O Estado do Amazonas, com suas florestas, entra com apenas 38,8 mil toneladas em 251,4 milhões de toneladas de grãos, que é insignificante (0,0152%). A agricultura de grãos passa longe do Amazonas e não derruba árvores, sendo movida pelos mercados e a adoção de inovações. O agronegócio brasileiro abrange não apenas a oferta de grãos, essenciais, mas igualmente biomassa, energia limpa renovável, biodiesel, madeiras, papel, embalagens, celulose, óleos, compensados, pisos, algodão (fibra, óleo, ração), cana de açúcar, açúcar, mel de abelhas, frutas, hortícolas e cacau.
E mais, sucos, proteínas (leite, carnes, ovos), piscicultura, couros, bebidas fermentadas e destiladas, diversidades de lácteos, cafés, azeites, produtos orgânicos (1,13 milhão de hectares), agroecológicos e outros produtos.
As paisagens rurais são também as grandes áreas coletoras de chuvas para múltiplos usos no campo e nas cidades; e as culturas perenes e anuais absorvem diariamente milhões de toneladas equivalentes de CO2 para processar a fotossíntese, reduzindo o efeito estufa e gerando alimentos, vida, e sinergias indispensáveis com o “Ciclo hidrológico” nas bacias hidrográficas; o setor de árvores plantadas ocupa 7,83 milhões de hectares do território brasileiro (0,91%), e igualmente absorvem o CO2 (Ibá/2019).
Além disso, de janeiro a junho de 2020 as exportações do agronegócio mineiro atingiram um total de US$ 4,2 bilhões; café (41,6%); complexo soja (28,2%); carnes (11,4%); complexo sucroalcooleiro (8,1%); produtos florestais (6,4%); ou 95,7%, que correspondem a US$ 4,01 bilhões. De 2015 a julho/ 2020 o agronegócio mineiro exportou US$ 42,9 bilhões. Entre 2015 e 2019 teve um saldo de US$ 28,63 bilhões (Seapa-MG.)
O 10º Levantamento da Conab revela que o milho e a soja em Minas Gerais, safra 2019/2020, respondem por 88,2% da produção total de grãos estimada em 15,2 milhões de toneladas obtidos em 3,5 milhões de hectares cultivados ou 5,9% do território mineiro! A produtividade poupa a expansão acelerada do fator terra e protege a biodiversidade.
*Eng. Agrônomo Benjamin Salles Duarte. Julho de 2020.
 


Fonte: O Autor



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