Facebook Twitter RSS

Avanço e Pesquisa

Versão para impressão
A-
A+


26/08/2015

Eficiência de adubos fosfatados em plantios de mudas de Eucalyptus dunnii Maiden e Eucalyptus benthamii Maiden et Cambage em solo sem e com calagem

Artigo submetido à revista Ciência Florestal, v. 25, n. 1, p. 37-48, jan.-mar., 2015, de autoria de Luciana Patrícia Rosa Dias, Luciano Colpo Gatiboni, Gustavo Brunetto, Márcia Aparecida Simonete e Bruna Bicaratto, relata sobre a Eficiência relativa de fosfatos naturais na adubação de plantio de mudas de Eucalyptus dunnii Maiden e Eucalyptus benthamii Maiden et Cambage em solo sem e com calagem.

Revista Glogo Rural
Os florestamentos e reflorestamentos de eucalipto no Brasil, em geral, estão localizados em solos com baixa fertilidade natural, sendo a baixa disponibilidade de P uma das causas mais limitantes do crescimento e da produção florestal (FRANCO, 1984). Por esse motivo é que o eucalipto, na maioria desses solos, responde positivamente à adubação fosfatada (GAVA, 2003).

A finalidade principal da adubação de plantio é promover o arranque inicial no crescimento das mudas, fase que se estende até o sexto mês a partir da implantação do florestamento (GONÇALVES, 1995). Nesta fase, o aumento do teor de P no solo proporciona um maior incremento no crescimento inicial das plantas (SILVA et al., 2007).

O eucalipto possui uma grande exigência de fósforo (P) na fase de implantação do povoamento. Por isso o seu nível crítico de P é mais alto na fase inicial de desenvolvimento, diminuindo com o aumento da idade. O trabalho objetivou avaliar a resposta no crescimento inicial de eucalipto à adubação fosfatada e a eficiência relativa (ER) de fosfatos naturais (FNs) em solos sem e com calagem. Para isso, foram conduzidos, no período de outubro de 2010 a fevereiro de 2011, dois experimentos em casa de vegetação, na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em Lages (SC), um com mudas de Eucalyptus dunnii e outro com Eucalyptus benthamii, utilizando os FNs Bayovar, Gafsa e Djebel, além do superfosfato triplo e testemunha (sem P), em um Cambissolo Húmico sem e com calagem.

O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado em arranjo fatorial 5 x 2 (cinco fontes de P e dois níveis de calagem), com quatro repetições. As plantas foram cultivadas por 110 dias e após a colheita, foram determinados a produção de matéria seca (por diferença de peso úmido e peso seco) e o acúmulo de P no tecido vegetal das diferentes partes da planta (determinado por espectrofotometria em comprimento de onda de 882 nm, após redução do complexo fosfomolibidato com ácido ascórbico). A eficiência relativa dos FNs (%) foi calculada a partir dos dados obtidos de matéria seca de parte aérea e matéria seca total. Para a correlação entre os parâmetros de teor de P acumulado na planta e os teores de P disponível no solo foi aplicado o Teste de Correlação de Pearson (P<0,05).

Todas as fontes de P apresentaram comportamento semelhante entre si, mas foram superiores à testemunha, entretanto, o uso destas fontes provocou aumento na produção de matéria seca e no teor de P acumulado na parte aérea das plantas de Eucalyptus benthamii e Eucalyptus dunnii aos 110 dias de crescimento em relação ao tratamento testemunha independente da correção do solo. No solo sem calagem, as ERs médias foram 75, 91 e 94% respectivamente para os FNs Bayovar, Gafsa e Djebel. Para os solos com calagem, as ERs médias foram 65, 24 e 25%, para os mesmos fosfatos. Nos tratamentos sem adição de calcário, a eficiência relativa dos FNs foi maior em comparação aos solos com calagem. 


Fonte: Luciana Patrícia Rosa Dias - Biblioteca Digital UFV



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

08/12/2019 às 08:13

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

As mais lidas


Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para carvão?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


2319 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey