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15/07/2010

Embrapa Discute Redução de Gases de Efeito Estufa na Agricultura

Em 2009, o governo brasileiro instituiu a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas onde está prevista a redução da emissão dos gases de efeito estufa na ordem de 38% até 2020. A agricultura e a pecuária são responsáveis por cerca de 70% da emissão destes gases.

Em 2009, o governo brasileiro instituiu a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas onde está prevista a redução da emissão dos gases de efeito estufa na ordem de 38% até 2020. A agricultura e a pecuária são responsáveis por cerca de 70% da emissão destes gases. O assunto é tema da palestra do Chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Derli Dossa, no dia 16 de julho, às 10h, no auditório da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS).

Para o Chefe-Geral da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, a agricultura é responsável por parte significativa das emissões de gases de efeito estufa (principalmente gás carbônico, metano e óxido nitroso). "Isso se dá pelo uso de fertilizantes, via práticas de manejo do solo, na implantação de pastagens em áreas de floresta, nas queimadas, no cultivo de arroz em áreas alagadas e na pecuária", exemplifica Cunha.

Segundo o Inventário Brasileiro das Emissões de Gases de Efeito Estufa, de 2005, as mudanças no uso da terra e florestas seriam responsáveis por 58% das emissões e a agricultura por outros 22%. Entre as práticas apontadas no inventário estão os desmatamentos, aplicação de calcário e adubação nitrogenada, queima de resíduos agrícolas como na cana-de-açúcar, deposição de dejetos em pastagem, a decomposição de matéria orgânica na água do arroz em campos inundados e dos dejetos animais estocados em forma líquida. A agropecuária merece discussão a parte, já que a atividade responde por 70% das emissões de gás metano, principalmente através da fermentação dos animais ruminantes no processo que faz parte da sua digestão. O Brasil tem o segundo maior rebanho bovino do mundo.

O Plano Agrícola 2010/2011 contempla o Programa ABC (Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) que, via linhas especiais de financiamento agrícola, deverá ser um indutor de tecnologia na agricultura brasileira. Segundo o pesquisador de mudanças climáticas Anderson Santi, o compromisso assumido espontaneamente pelo país, também perante a comunidade internacional, deverá envolver atividades como a redução significativa do desmatamento de florestas (principalmente na Amazônia), a recuperação de pastagens degradadas, a promoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, a qualificação do sistema plantio direto na palha e a melhoria da eficiência dos processos de fixação biológica de nitrogênio por leguminosas, como a exemplo da soja. O governo promove, ainda, incentivos para estudos voltados à adaptação de plantas aos novos cenários do clima global.

A expectativa do Programa ABC é que, no período de 10 anos, sejam recuperados 15 milhões de hectares de pastos degradados, aumentando em 4 milhões de hectares os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta e ampliados em 8 milhões de hectares a área com plantio direto, além da expansão para 5,5 milhões de hectares o uso da fixação biológica de nitrogênio. O trabalho também pretende reduzir o desmatamento na Amazônia em 80% e no Cerrado em 40%.

A apresentação do “Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono e o Novo Código Florestal” é aberto a produtores, técnicos, agentes financeiros, indústria de máquinas e insumos agrícolas, ambientalistas e demais interessados em conhecer esse novo instrumento de política agrícola do governo federal. Informações com Ana Carolina Vidal, através do telefone 54-3316-5857 ou e-mail acvidal@cnpt.embrapa.br. 

Para mais informações clique aqui.


Fonte: Envolverde/Embrapa citado pelo REMADE



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