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25/04/2014

Excesso de chuvas atrasa colheita da madeira no Estado do Mato Grosso

A estimativa do Cipem é de que o trabalho só comece em maio, nos próximos 15 dias, devido ao estado intrafegável das estradas

Ainda há muita lama nas estradas que levam aos locais de extração de madeira em Mato Grosso

Desde o dia 1 de abril está liberada a colheita da madeira no Estado do Mato Grosso, após o término do período proibitivo, que vigora de novembro a abril de cada ano, por determinação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Mas, com o excesso de chuvas associado às más condições das estradas nas principais regiões produtoras, a retirada da matéria-prima de áreas de manejo florestal sustentável deve começar no início de maio.

Pelo menos é o que prevê o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Geraldo Bento. “Na verdade, a safra ainda não iniciou por causa das condições desfavoráveis; devemos entrar na extração efetivamente cerca de uns 15 dias depois da diminuição das chuvas”, enfatiza Bento.

Apesar das dificuldades iniciais, a perspectiva para 2014 é aumentar a produção em relação ao último ano. A elevação na oferta está diretamente atrelada à intensificação nas liberações de projetos de manejo florestal sustentável. Entre as medidas que contribuem para isso está a dispensa da Licença Ambiental Única com utilização exclusiva do Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos projetos de manejo florestal, bem como a implantação do sistema virtual de acompanhamento dos processos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Possíveis ajustes na pauta da madeira também poderão contribuir para a melhoria do cenário e incremento na produção em 2014. Com o crescimento da oferta, as vendas para o mercado internacional tendem a aumentar este ano, estimuladas pelo dólar valorizado. “Mas, continuamos com alguns gargalos como, por exemplo, a inconsistência do DOF/Ibama com relação ao cruzamento de dados do Sisflora/Sema”, destaca Bento.

O DOF (Documento de Origem Florestal) é a licença obrigatória para transporte e armazenamento de produtos florestais de espécies nativas do Brasil. Bento esclarece que enquanto esse problema não for sanado, os produtos fabricados estão impossibilitados de serem comercializados. “O DOF reconhece estes produtos, mas se forem vendidos poderão ser apreendidos por incompatibilidade com a lista de produtos publicada na Instrução Normativa (IN) Nº 21 do Ibama”, detalha.

Neste ano, a área florestal contida nos projetos está estimada em 190.305 mil hectares. Em 2013, essa área correspondeu a 163,174 mil hectares de áreas de manejo florestal, conforme levantamento da Sema atualizado até outubro. O presidente do Cipem observa que o manejo florestal sustentável é a única forma de garantir a preservação e conservação das florestas. “Mato Grosso é referência na qualidade da colheita da madeira”, acrescenta Bento.

 

 


Fonte: Painel Florestal



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