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28/01/2008

Florestas em pé precisa ter mais valor do que a floresta derrubada

O grande proprietário de terras na região amazônica é o Governo Federal, detentor de 76% das áreas na Amazônia Legal e a quem cabe cuidar de suas próprias terras.

A avaliação é do presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez, para quem os grandes causadores do desmatamento na região são a ausência do Estado, a falta de regularização fundiária, o aumento do número de assentamentos rurais dispensados do licenciamento ambiental e a burocracia na concessão de licenciamentos ambientais. Assuero diz que falta uma política pública adequada para a Amazônia, de modo que “a floresta em pé tenha mais valor do que a floresta derrubada”.

Para o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, a ausência do Estado no cumprimento dos seus papeis institucionais provoca a dilapidação dos recursos naturais e acarreta prejuízos ao setor agropecuário, constituído por uma maioria de produtores rurais que respeita a legislação, gera empregos e renda e mantém 80% de suas propriedades como reserva legal. Por este motivo, considera de fundamental importância a implantação do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), além da regularização fundiária e a efetiva presença do poder público na organização da exploração e ocupação dos recursos naturais da Amazônia.

Segundo Assuero, “a Amazônia não pode se transformar em um grande parque ecológico, onde tudo será proibido”. Para tanto, sugere a criação de mecanismos de remuneração, a exemplo do que acontece em outros países do mundo, para proprietários de áreas destinadas à conservação, de modo que os serviços ambientais sejam reconhecidos e valorados. “Os proprietários não podem ficar apenas com o ônus da conservação das florestas, como é hoje”, completa ele, justificando que este bem é de interesse de toda a humanidade.

O presidente da Comissão da CNA diz que o Governo se precipitou ao divulgar os números sobre o aumento do desmatamento na região, que atingiu 3.235 quilômetros quadrados nos últimos cinco meses, numa época de chuvas e fora do padrão habitual. Na realidade, o desmatamento atingiu 11 mil quilômetros quadrados no ano passado, após queda significativa de 59% desde 2004, quando registrou 27 mil quilômetros quadrados. Na opinião de Assuero, a imagem negativa do País no cenário internacional é causada pelo insucesso na condução desse tema e pela ineficácia das políticas públicas adotadas, além do indevido alarmismo que ocorre normalmente na abordagem do tema. Como resultado, ele prevê prejuízos para o Brasil, com a imposição de novas barreiras comerciais.


Fonte: Assessoria de Comunicação da CNA



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