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05/03/2021

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NA AGRICULTURA*

Aquele ?plantar? a semente presumiria um ato deliberado da inteligência humana ao exercitar a experiência do erro e do acerto, ainda que rudimentar, mas que mudaria também suas relações sinérgicas com os recursos naturais

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NA AGRICULTURA*
Historicamente havido como coletor de frutos, andarilho, caçador e pescador ao longo de milhares e milhares de anos da evolução humana, houve um momento em que teria sido deliberadamente lançada uma semente ao solo; um marco extraordinário nos primórdios da agricultura moderna. E mais, os humanos tiveram que esperar para efetuarem a colheita, o que seria também um notável ponto fora da curva, e criando outras ferramentas e habilidades manuais no trato com a terra, que também passam hoje pelas máquinas e equipamentos agrícolas de última geração.
Entretanto, as sementes caem aos milhões diariamente no solo, e crescem sem interveniência do homem igualmente há séculos e séculos numa considerável dimensão de tempo.
Aquele “plantar” a semente presumiria um ato deliberado da inteligência humana ao exercitar a experiência do erro e do acerto, ainda que rudimentar, mas que mudaria também suas relações sinérgicas com os recursos naturais. A agricultura seria uma das bases mais estratégicas na oferta de grãos, cereais, oleaginosas e fibras, e na manutenção dos rebanhos, sinônimo de proteínas nobres, e abastecendo milhões e milhões de pessoas nos cenários de suas raças, costumes, e hábitos alimentares diversos e seculares!
Assim posto, as práticas da produção de alimentos, com suas ofertas, demandas de tecnologias e necessidades de armazenagens, entre outras condicionantes, ganhariam dimensões continentais nesse planeta Terra.
Em 2019/20, foram produzidas 2,96 bilhões de toneladas de grãos no mundo, com previsão de 3,02 bilhões de toneladas em 2020/21, sendo os principais produtos; milho, 37,4%; trigo, 25,5%; arroz, 16,6%; e soja, 11,9%, somando 91,4% do total estimado (Seapa/FAO). Pode-se aceitar que o homem inova desde que apareceu na face da Terra, não apenas na agricultura! Contudo, vale salientar que, em 2020, a produção mundial de leite fluído foi de 642,4 bilhões de litros (USDA).
A safra brasileira 2020/2021 está avaliada em 268,3 milhões de toneladas de grãos, contra 256,9 milhões no ano passado, numa área de cultivos de 67,6 milhões de hectares e produtividade de 3.965 kg/ha (Conab-5º Levantamento).
O ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli prevê que o Brasil oferte 300 milhões de toneladas de grãos até 2030, contudo, havendo mercados, entendo que essa meta poderia ser atingida entre 2025 e 2030.
Porém, o fator chuva é determinante para boas colheitas no Brasil, e associado às outras inovações tecnológicas nas culturas. Formulemos uma hipótese; a estimativa de colher 268,3 milhões de toneladas na safra 2020/2021 contra 256,9 em 2019/20 acresceria 11,4 milhões de toneladas de grãos. A diversificada área total irrigada no Brasil é de 8,2 milhões de hectares (ANA/2021).
Ora, para 300 milhões de toneladas de grãos faltam 31,7 milhões de toneladas em 9 anos ou apenas 3,52 milhões de toneladas adicionais anuais até 2030, o que é pouco provável por serem ganhos modestos numa série histórica. Portanto, salvo acidente grave de percurso, essa meta de 2030 poderá ser atingida entre 2025 e 2030.
Além disso, mantendo-se a base de 268,3 milhões de toneladas de grãos em 2020/21, para efeito didático, apenas, mais quatro safras de grãos de apenas 8 milhões de toneladas anuais, por acréscimo, dariam as 300 milhões de toneladas. Hipótese é hipótese! A conferir!
Contudo, são tambem notáveis os ganhos na pesquisa agropecuária, e as tecnologias embarcadas na produção de alimentos de origem animal e vegetal, e nas Ciências Florestais, segmento que responde pela oferta de mais de cinco mil produtos e subprodutos de base florestal.
E o Brasil? Entre 1975 e o ano de 2020, portanto, em apenas 45 anos, o País se torna o 3º maior produtor de alimentos do mundo, e exportando para 200 países num montante de US$ 100,8 bilhões, e acumulando um superávit de US$ 87,7 bilhões em 2020; sendo que, no período de 2015 a 2020, o agro brasileiro exportou US$ 1,031 trilhão, e um saldo de US$ 864 bilhões. Entre 2015 e 2020, as exportações do agro mineiro somaram US$ 47,4 bilhões (Seapa).
Mercados, adoção de inovações tecnológicas por quem planta e cria, abastece e exporta fundamentam esses desempenhos, que se configuram indispensáveis às economias mineira e nacional, bem como gerando milhões empregos, renda, tributos, e bem-estar social nos sistemas agroalimentares e agroflorestais.
Em 2020, a Indústria Brasileira de Alimentação (Abia) teve um faturamento bruto histórico de R$ 789,2 bilhões, 12,8% maior do que em 2019, somando as vendas internas e exportações, e gerando 20 mil novos postos de trabalho; agricultura nas cidades!
Além disso, os pesquisadores Eliseu Alves, Geraldo Souza e Renner Marra (Embrapa) revelaram que na safra de grãos 1995/96 o trabalho respondeu por 31,3%; a terra, 18,1%; e a tecnologia, 50,6%. Em apenas dez anos, na safra de grãos 2005/06, o crescimento da oferta de grãos foi devido em 22,3% ao trabalho; 9,6% à terra; e 68,1% às tecnologias adotadas.
Quebrou-se um paradigma histórico no campo ou a tese da exigência de muita terra para plantar e colher. Alves admite que na safra 2019/2020 a tecnologia já poderia responder por 70% dos ganhos de produção e produtividade nas lavouras brasileiras.
E mais, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira a preços pagos aos produtores rurais, dentro da porteira, foi de R$ 96,11 bilhões em 2020 (4º lugar/Brasil).
Segundo o USDA/EUA/MAPA, em 2020 o Brasil ocupava os seguintes lugares no agronegócio mundial; 1º lugar na produção e exportação de café; suco de laranja; soja em grãos; e celulose; 1º lugar na exportação de carnes de frango; bovina; 2º lugar na exportação de milho; farelo de soja; e algodão; e 3º no óleo de soja. Estima-se em R$ 1 trilhão o VBP agropecuária, em nível de fazenda, em 2021.
NOTAS: a adega mais completa e antiga do mundo foi descoberta na Armênia, e data de 6.100 a.C. (Patrick McGovern/Universidade da Pensilvânia/EUA). Em 2019, o agricultor norte-americano David Hula (Virgínia/EUA) sagrou-se “Campeão Mundial de Produtividade Física de Milho,” obtendo uma produtividade média de 644,6 sacas por hectare ou 38.678 quilos, sendo que a média brasileira foi de 5.533 kg/ha/safra 2019/20 (Conab).
Apesar de exigir um elenco de tecnologias associadas, inclusive condições climáticas favoráveis, e ou irrigação, a base física, depois do solo, foi a semente com tecnologia de ponta. Os grãos são sinônimos de leite, carne e ovos!
*Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte. Março/21.
 


Fonte: O Autor



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