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13/12/2011

Mercado de papel tissue crescerá 4,7% em 2011 na América Latina, segundo RISI

O índice significa mais 151 mil toneladas de papel tissue na região

13/12/2011 - As projeções mais pessimistas dão conta de que cerca de 400 mil toneladas de papel tissue entrarão em operação na América Latina até 2016, considerando os projetos em curso e os potenciais. Esse cenário, conservativo, pode mudar, segundo entrevistados, já que a perspectiva para o desempenho do segmento na região é positiva. "Somente o Brasil pode acomodar cinco novas máquinas de dupla largura com capacidade de 60 mil toneladas/ano cada até 2016", afirmou o presidente da Voith Paper América do Sul, Nestor de Castro Neto.

De acordo com a última edição do Latin American Pulp and Paper Forecast da RISI, a América Latina apresentou sólido crescimento em 2011. Dando continuidade aos desenvolvimentos de 2010, o setor deve fechar este ano com crescimento de 4,7% ante os 3,1% do ano passado, o que significará mais 151 mil toneladas de papel tissue na região. Nos próximos cinco anos, a capacidade de produção do continente aumentará 4,2% anualmente, totalizando 4,9 milhões de toneladas no final de 2016. As projeções da RISI ainda mostram que o Brasil receberá o maior número de investimentos e os maiores ganhos de capacidade – 347 mil toneladas no período – com o objetivo de suprir o mercado doméstico. 

"Espera-se um crescimento de 27,7% para o mercado latino-americano de papel tissue de 2011 a 2016, ou 941 mil toneladas. O consumo per capita da região também deve aumentar para 7 kg em 2016 ante os 5,2 kg de 2010. "A região está, agora, em uma fase em que o crescimento tende a acelerar devido a variedade de produtos utilizados pela população dos mercados emergentes" avaliou o estudo da RISI. 

Dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) apuram que o consumo aparente de papel tissue no país cresceu 6,4% para 802 mil toneladas de janeiro a outubro deste ano em relação aos níveis de 2010. Já as vendas domésticas aumentaram em ritmo similar, de 6,3%, totalizando 798 mil toneladas, enquanto a produção teve alta de 6,5% para 802 mil toneladas contra os 10 primeiros meses de 2010.

Em outubro, o consumo brasileiro de papel tissue aumentou 2,5%, totalizando 81 mil toneladas.

Na Argentina, o consumo do item registrou queda de 2,2% para 212.964 toneladas de janeiro a setembro em comparação aos mesmos meses do ano anterior. De acordo as análises da RISI, o país segue na contramão do crescimento da América Latina, já que sua demanda deverá cair 2% em 2011.

O maior crescimento latino-americano será visto no Chile: 18% em 2011 contra 2010, período em que o país foi bastante afetado pelo terremoto que paralisou as atividades fabris de papel e celulose. O México e o Brasil são os mercados que oferecerão as melhores oportunidades de expansão, apesar de crescimentos em longo prazo na Argentina e Colômbia serem esperados. Esses quatro países, juntos, respondem por 55% do crescimento regional dos próximos cinco anos, puxado pelo aumento do consumo per capita e de produtos de alto valor, segundo o Latin American Pulp and Paper Forecast.

Andamento dos novos projetos
Depois de atrasar por quatro vezes o lançamento da sua nova máquina de papel (MP) 7, a colombiana Productos Familia planeja colocá-la em operação em abril de 2012. O equipamento, com capacidade para fabricar 35 mil t/ano, foi fornecido pela brasileira Voith Paper, e a primeira tentativa de lançamento era esperada para 2009.  

A equatoriana Industria Cartonera Asociada (INCASA) também postergou a construção de uma nova MP de 11 mil t/ano por conta de problemas financeiros. Ela estava prevista para começar a funcionar este ano, mas a PPI América Latina apurou que o cronograma corre riscos de ser atrasado novamente.  

A Voith também está instalando uma MP com capacidade de 33 mil t/ano na brasileira Sepac, que deve entrar em operação no início de 2012. Além desse projeto, a Voith trabalha nas reformas das MPs da Mili.

Um dos maiores projetos em curso na América Latina é a nova MP de 54 mil t/ano da chilena Empresas CMPC. Fornecido pela Metso, o equipamento será instalado na unidade de Talagante dentro de um ano.

Por Fernanda Belchior, Editora de Notícias Sênior, PPI América Latina, fbelchior@risi.com.

Esta reportagem é conteúdo da PPI América Latina, uma publicação da RISI que cobre os mercados e preços de celulose e papel na América Latina. Se você tem interesse em receber a PPI América Latina, envie um email para ppila@risi.com ou acesse http://www.risiinfo.com.br


Fonte: CeluloseOnline



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