Facebook Twitter RSS

Notícia

Versão para impressão
A-
A+


04/05/2009

Negócio da Madeira

A madeira foi e continua sendo um produto presente e importante no desenvolvimento econômico de qualquer região brasileira. Em Minas Gerais, essa participação é acentuada pelo uso do carvão vegetal. A crise recente, que fechou temporariamente muitas siderúrgicas que utilizam o carvão, explicitou e reforçou a importância desse segmento industrial

Setor sofre com a crise

A madeira foi e continua sendo um produto presente e importante no desenvolvimento econômico de qualquer região brasileira. Em Minas Gerais, essa participação é acentuada pelo uso do carvão vegetal, que, ao sustentar um parque siderúrgico, produtor de ferro-gusa, tem grande responsabilidade na geração de emprego e renda no estado. A crise recente, que fechou temporariamente muitas usinas produtoras, explicitou e reforçou a importância desse segmento industrial.

As dificuldades ambientais impostas ao manejo e à exploração de florestas nativas e a impossibilidade de ter madeira disponível sem cortar árvores levaram os consumidores a incentivar o plantio de essências exóticas, com preferência já consolidada no uso do eucalipto.  O pavor de não poder manejar espécies nativas em suas propriedades faz com que muitos produtores rurais corram dos seus plantios, temendo represálias do público. Imagine, por exemplo, um produtor que tenha plantado meia dúzia de árvores nativas em torno da sede de sua propriedade e que, por razões de ampliação ou mudança de benfeitorias, precise cortá-las. Caso as corte sem licença, vai receber uma gorda multa; se for buscar licença, vai ter que enfrentar uma burocracia sem sentido. Conclusão: mesmo conseguindo ao cabo o seu intento, não vai mais querer plantar outras, por receio de ser considerado reincidente. É esse o resultado produzido por uma legislação absurdamente restritiva, usando conceitos ultrapassados e sem nenhum respaldo em conhecimentos científicos atuais.

A eucaliptocultura tem enfrentado, em Minas Gerais e no Brasil, sentimentos de amor e de ódio. De um lado, o amor das empresas que precisam da madeira como matéria-prima para suas atividades e dos pequenos produtores rurais que veem nela uma alternativa e um possível complemento de renda para suas propriedades. Do outro, o ódio de muitos ambientalistas que ainda não perceberam que somente o cultivo do eucalipto será capaz de permitir a conservação de fragmentos de matas nativas. Mas, por mais que especialistas mostrem que ele se comporta como quaisquer outras culturas, que é importante para manter a cadeia dos negócios da madeira, para produzir emprego e renda e para  ofertar  artigos necessários ao nosso bem-estar e que tudo é uma questão de uso apropriado de tecnologias disponíveis,  muitos ambientalistas continuam embirrados e presos a justificativas que são repetidas à exaustão, mas sem bases e demonstrações científicas.

Até as instituições responsáveis pelas políticas florestais, que chegam a falar em apagões de madeira, parecem não acreditar no que dizem. As burocracias criadas por elas com os cadastros, os registros, as taxas e os impostos cobrados contradizem a propaganda feita para a expansão dos plantios. As plantações de eucalipto precisam até mesmo de licenças para serem exploradas, encaixadas num emaranhado burocrático, que parece concebido para fins arrecadatórios. Por que outras culturas - café, milho, arroz, feijão e outras - não precisam dessas licenças. É uma pergunta para ser respondida pelas instituições que se aglutinam em torno de um sistema de controle e arrecadação e acabam, assim, prejudicando cadeias de negócios fundamentais par o bem-estar social. A burocracia tem, na verdade, estimulado o aparecimento de pessoas ou grupos inescrupulosos que passam a “vender” facilidades e alternativas para vencê-la.

A madeira, queiramos ou não, está aninhada em ambientes de negócios que precisam ser geridos com competência e habilidade já existentes e continuamente aperfeiçoadas. E as regulações pertinentes não podem estar baseadas apenas numa verdadeira geração espontânea  de leis, resoluções, portarias e instruções normativas. Há formas mais inteligentes de controle.


Fonte: Estado de Minas. Por Osvaldo Ferreira Valente



Publicidade


Deixe seu comentário no espaço abaixo ou clique aqui e fale conosco.


Nome: Email (não aparecerá no site):




Comentário(s) (0)


CIFlorestas disse:

19/09/2019 às 22:53

Nenhum comentário enviado até o momento.

Novidades do Site


Quer divulgar sua empresa ou está buscando uma empresa florestal?

Pensamento

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar.
Paul Valéry

Vídeo

Bureau de Inteligência

Análise Conjuntural
Editais
Produções Técnicas

Patentes
Cartilha Florestal
Legislação



Publicidade

Mercado

Cotações
Câmbio
Mapa Empresarial


Enquete

Do ponto de vista técnico e operacional, qual é a melhor unidade para comercialização da madeira para carvão?

volume de madeira sólida (metro cúbico)
tonelada de madeira
metro estéreo ou metro de lenha
unidade ou peças de madeira

Receba no seu email

Análise Conjuntural

Estudo e análise de especialista sobre o mercado de florestas.

Newsletter

Receba as novidades do setor de florestas no seu email.

Nuvem de Tags


1740 visitas nesta página

Polo de Excelência em Florestas

Parceiros

AMS  |   ECOTECA DIGITAL  |   EMBRAPA FLORESTAS  |   EPAMIG  |   FAEMG  |   INTERSIND  |   LARF  |   MAIS FLORESTAS  |   MAPA  |   SEAPA  |   SEBRAE  |   SECTES  |   SEDE  |   SEMAD  |   SIF  |   UFLA  |   UFV  |   UFVJM  |   UNIFEMM  |  

Colaboradores

ACELERADORA DE  |   AGROBASE  |   AGROMUNDO  |   APABOR  |   BRACELPA  |   CIENTEC  |   FAPEMIG  |   FINEP  |   IEF  |   LATEKS  |   PAINEL FLORESTAL  |   TRATALIPTO  |   UFV JR. FLORESTAL  |  
Desenvolvido por Ronnan del Rey