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15/08/2019

O AGRONEGÓCIO MULTIPLICA BONS RESULTADOS*

O agronegócio brasileiro é um poderoso, dinâmico e complexo sistema integrado a exigir, entre outras condicionantes, fina e permanente sintonia com os consumidores nos mercados interno e externo, e seus hábitos alimentares e preciosidades culinárias que dependem das ofertas agropecuárias, e muito talento gastronômico. Uma relação direta de causa e efeito, que circula também pela distribuição da renda per capita e aciona o aumento do consumo de alimentos!

O AGRONEGÓCIO MULTIPLICA BONS RESULTADOS*
O agronegócio brasileiro é um poderoso, dinâmico e complexo sistema integrado a exigir, entre outras condicionantes, fina e permanente sintonia com os consumidores nos mercados interno e externo, e seus hábitos alimentares e preciosidades culinárias que dependem das ofertas agropecuárias, e muito talento gastronômico. Uma relação direta de causa e efeito, que circula também pela distribuição da renda per capita e aciona o aumento do consumo de alimentos!
Contudo, é também relevante avançar nos esforços modernizantes que fundamentam o agronegócio nos cenários rurais, em função de que a tomada de decisão de quem planta e cria, que é conjuntural, envolve conhecimentos tecnológicos e o entendimento sobre o comércio por vias internas, diversificado, num país com 8,51 milhões de km2 e 208,4 milhões de consumidores, sendo o 3º produtor mundial de alimentos.
Além disso, o agro permeia e integra os cenários dos recursos naturais, que não deixam de ser também “insumos” estratégicos à economia rural, do País, e às exportações, sendo igualmente tema de acalorados debates cerca da produção agrossilvipastoril sustentável. Entretanto, o que não exime, sob qualquer hipótese, a indústria, agroindústria, comércio e serviços de estabelecerem também seus múltiplos e respectivos indicadores de sustentabilidade econômica, social e ambiental, pois todos esses agentes econômicos estão diretamente envolvidos nos avanços da qualidade de vida dos brasileiros, e não apenas os produtores rurais!
Assim posto, torna-se interessante e esclarecedor, principalmente num País com 85% da população vivendo nas áreas urbanas, que o agronegócio implica em outras exigências adicionais indispensáveis nos processos produtivos. Por decorrências, os eventos na logística reversa das embalagens de defensivos agrícolas (Sistema Campo Limpo/2002) já recuperaram 500 mil toneladas dessas embalagens, em nível de campo num processo ambiental correto, o que coloca o Brasil na liderança mundial ao lograr a média de 94% de recolhimentos.
Mais de 1 milhão de pessoas teve acesso às informações e tecnologias que fundamentam esses esforços integrados e cooperativos entre produtores, empresas, estudantes, pesquisadores e governo (InpEV). O professor e pesquisador Caio Carbonari, da FCA/Unesp, afirma que o “Brasil ocupa o lugar em uso de defensivos agrícolas por hectare de área cultivada; e o 13º lugar quando se analisa o consumo de agrotóxico por volume de produtos agrícolas.” O debate é saudável, porém, é preciso exorcizar os “mitos” que estigmatizam a agricultura, embora ainda haja muito o que fazer nas paisagens rurais, e que dependem dos ganhos econômicos dos agricultores!
Além disso, a tecnologia agropecuária disponível, acessada e adotada reduz substantivamente a pressão de demanda sobre os recursos naturais e ameniza a procura por novas áreas agricultáveis. Se se mantivesse a produtividade de grãos de apenas 1.108 quilos por hectare, safra 1978/79, os 241,3 milhões de toneladas estimados para a safra brasileira 2018/19 (Conab) exigiriam o plantio de 217,7 milhões de hectares, e não os atuais 62,9 milhões cultivados. Os formadores de opinião e ambientalistas sabem disso? Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás devem ficar com 45% da oferta de grãos em 2018/19, com tendências a um crescimento expressivo nas safras de grãos até 2030!
Assinale-se igualmente que a produtividade média na cultura do tomate em 1980 é de 30,6 toneladas por hectare, e 60,5 toneladas em 2010, mais 97,7%. A China ocupa o 1º lugar na oferta, e o Brasil o 9º lugar (UFRPE), com predomínio do tomate de mesa. Menos terra e mais produtividade!
Os ganhos de produtividades são derivados de um conjunto ajustado de múltiplas condicionantes que afetam o desempenho da agricultura. No caso do milho, na safra 2001/02 a produtividade é de 2.686 quilos por hectare, sendo que na safra 2018/19, até agora, estima-se em 5.709 quilos, mais 112% (Conab). O Brasil é o 3º produtor mundial e 2º exportador desse grão de múltiplos e diversificados usos na alimentação humana e animal, bem como na indústria e agroindústrias.
É presumível entender que em qualquer processo produtivo não existe impacto zero nos recursos naturais, e que um balanço ambiental positivo, no que couber, é o que interessa e poderá fazer a diferença na prática da sustentabilidade, menos discursiva! A biodiversidade também se beneficia do crescimento da produtividade da agricultura brasileira. Aperfeiçoar processos, tecnologias, práticas e gestões serão exigências crescentes nesse viger do século XXI numa economia globalizante! Pode-se repetir que segundo o pesquisador Eliseu Alves, da Embrapa, atualmente tecnologia explica 70% do crescimento da agricultura”, e o fator terra perde importância nos ganhos de produção e produtividade. Há uma estimativa de que tecnologia poderá responder por 75% da oferta de grãos em 2030. O mundo sinaliza fortes demandas por água e alimentos!
Entre as tecnologias recomendadas nas culturas, amplia-se também o uso de fertilizantes indispensáveis nos ganhos de produtividade nas safras de grãos, fruticultura e horticultura. Comparando-se o ano de 1980 com o de 2017, o consumo aparente de fertilizantes passou de 4,20 milhões de toneladas para 34,43 milhões, ou 719% (Anda). Ganhos de produção física e lucratividade devem se associar, e implicam na redução de custos!
A outra abordagem, para além das ofertas agropecuárias e florestais, continua sendo a do pagamento de serviços ambientais prestados pelos produtores em sua dimensão não apenas econômica, mas como fator de bem-estar social nas cidades. Por exemplo, conservar os recursos hídricos nas bacias hidrográficas também aumenta a oferta de água para múltiplos usos nas cidades e regiões metropolitanas, incluindo-se o abastecimento humano e oferta mais regular de energia por consequência das boas práticas de recargas dos reservatórios. Minas lidera a irrigação por pivot central na agricultura irrigada, e concentrada nas regiões do Alto Paranaíba, Triângulo e Noroeste mineiro (ANA).
Noutro ângulo convergente, as grandes paisagens de coleta de chuvas estão nas áreas rurais de Minas Gerais e do Brasil. Portanto, transcende apenas o plantar e criar, abastecer e exportar, o que requer também consideráveis investimentos em programas de conservação do solo e da água nas bacias hidrográficas, enquanto também políticas de governo.
E mais, multiplicando bons resultados, nos eventos internacionais do “Mondial du Fromage”, na França, onde são premiados os melhores queijos do Mundo, o Brasil já conquistou 58 medalhas, entre super ouro, ouro, prata e bronze, competindo com 950 queijos de 40 países. Os queijos mineiros conquistaram 21 medalhas (Sebrae).
Visibilidade, credibilidade e qualidade internacional, e Minas Gerais lidera a oferta brasileira de leite e derivados. Vale ainda recordar que o Brasil ocupa os 1ºs lugares nas exportações de açúcar, café, carne bovina, carne de frango, soja grão e suco de laranja (USDA/fevereiro de 2019).
Segundo o Sumário Executivo/Ibá 2018, Ano base 2017, são 7,84 milhões de hectares reflorestados (0,92% do território nacional), que geram 3,7 milhões de empregos diretos, indiretos e por efeito renda, e obtendo uma receita bruta de R$ 73,8 bilhões, a preços correntes, e um superávit nas exportações de US$ 9 bilhões, bem como tendo 2,5 bilhões de toneladas de CO2eq estocados em suas florestas plantadas. O Brasil é o 2º produtor mundial de celulose, com 19,5 milhões de toneladas em 2017, e das quais 67% foram exportados.
O reflorestamento sustenta 100% do papel produzido pelo País, e as florestas nativas e plantadas também são essenciais à estabilidade climática global, reduzindo a emissão do CO2 pela captura de bilhões de toneladas diariamente para promover a fotossíntese, e atenuando o efeito estufa que é causado por múltiplos fatores associados, e na ótica científica dos climatologistas! E mais; a integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF/ABC/MAPA/Embrapa), que é um sistema integrado numa mesma área de plantio, e substituindo pastagens degradadas, envolve a produção de grãos, fibras, madeira, energia, leite ou carne. A projeção é de 15 milhões de hectares já consolidados, em nível de Brasil, sem desmatar!
Ainda no eixo do sistema agronegócio, abrangente, o Brasil é o 3º produtor mundial de frutas, com 42 milhões de toneladas, depois da China e Índia, sendo 65% para consumo interno e 35% para exportações (Embrapa). O cultivo de frutas e hortaliças gera, em média, 25 postos diretos de trabalho para cada 10 hectares (Abrafrutas/2018). Minas Gerais é o 2º polo de horticultura brasileiro, e lidera na cenoura e batata.
Faz-se também necessário ressaltar os esforços dos brasileiros, não apenas no agronegócio, mas também em outros setores econômicos, que estão dando certo e mesmo num cenário de desafios econômicos. É presumível que o pessimismo seja superado com determinação, menos críticas desnecessárias, mais pesquisas de ponta, investimentos, logísticas operacionais eficientes, competitividade, empregos, renda e reformas!
Entre 1997 e 2017, o agronegócio brasileiro somou um superávit de US$ 1,1 trilhão, mais US$ 86,7 bilhões em 2018 (MAPA), a preços correntes, associando-se mercados, pesquisa, tecnologias, adoções de inovações no campo, crédito rural, políticas agrícolas, e renovado acesso às informações que fundamentam a tomada de decisão de quem planta, cria, abastece e exporta. As pressões dos produtores da União Europeia (UE), que reúne 28 países, não poderão ser subestimadas pelo Brasil! Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte* - 08/08/2019.
 




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