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26/06/2014

O conhecimento dos remanescentes de vegetação do Cerrado para futuras iniciativas de conservação da biodiversidade

Tese apresentada à Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília de autoria de Henrique Augusto Mews, relata sobre o Cerrado sentido restrito sobre dois substratos no Brasil Central: padrões da flora lenhosa e correlações com variáveis geoedafoclimáticas.

Foto ilustrativa - Google
A ameaça à biodiversidade do Cerrado em função da ocupação desordenada e destruição de hábitats naturais constitui-se em um problema relativamente recente na história de ocupação do Brasil. Apesar disso, há estimativas que preveem o desaparecimento do Cerrado no ano de 2030, caso as atuais taxas de desmatamento e de conversão de áreas naturais para pastagens e lavouras sejam mantidas.
            Assim, as projeções para o futuro do Cerrado são desastrosas do ponto de vista ambiental. Se por um lado o governo busca aumentar a área contemplada em Unidades de Conservação, por outro manifesta a intenção de ampliar a área destinada à agricultura. Como consequência, a tendência é que as áreas com vegetação nativa preservada no Cerrado fiquem limitadas às Unidades de Conservação, às Terras Indígenas e às áreas impróprias para a agricultura.
            Neste aspecto, o conhecimento da situação atual dos remanescentes de vegetação nativa é um passo importante para futuras iniciativas de conservação da biodiversidade do Cerrado, já que os inventários biológicos foram apontados como ação de máxima prioridade para o bioma. Dentro desta perspectiva, estudos descritivos de cunho florístico, estrutural e fitogeográfico são muito importantes, pois fornecem detalhes acerca da organização e distribuição da biodiversidade de plantas. Além disso, permitem avaliar os impactos decorrentes das atividades antrópicas e auxiliar no planejamento e criação de Unidades de Conservação e a adoção de técnicas de manejo.
            Diante deste contexto, foi realizado um estudo pela Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília onde comparou-se as composições florística e florístico-estrutural e a diversidade alfa de espécies lenhosas entre Cerrado Típico (CT)  e Cerrado Rupestre (CR) (10 amostras de 1 ha em cada) e apontou as implicações dos seus achados para a conservação desses ambientes. Adicionalmente, investigou-se a relação da variação na composição florístico-estrutural com variáveis geoedafoclimáticas para desvendar as causas desta dissimilaridade. 
            Os resultados mostraram que sítios adjacentes de CT e CR diferem em relação à composição florístico-estrutural, mas não em ocorrência e diversidade alfa de espécies. Observou-se também que a dissimilaridade florístico-estrutural está correlacionada com as variáveis geoedafoclimáticas e corresponde, principalmente, às variações nos solos e na topografia. Estes resultados têm implicações cruciais à conservação, pois tornam claro que Cerrado Típico e Cerrado Rupestre são complementares, mas não equivalentes em termos da representatividade da vegetação savânica no Brasil Central. Logo, sugere-se  que isso seja considerado em iniciativas de conservação e na criação ou ampliação de Unidades de Conservação. Os resultados da pesquisa também revelaram que o componente edáfico pode, por si só, explicar a maior parte da variação florístico-estrutural entre ambientes savânicos do Cerrado cujos substratos sejam distintos.

Trabalho disponível no link da Biblioteca Digital Florestal: http://www.bibliotecaflorestal.ufv.br/handle/123456789/9201


Fonte: Marina Lotti e Josiane Almeida - BIC: Biblioteca Digital Florestal



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