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08/08/2020

OS SALDOS NAS EXPORTAÇÕES DO AGRO BRASILEIRO

O agronegócio brasileiro abastece os mercados regionais por vias internas e exporta os excedentes gerando no conjunto milhões de empregos diretos e indiretos nos cenários rurais e urbanos, mobilizando diuturnamente sistemas de transportes, distribuição e consumo, exigindo inovações tecnológicas, compartilhando saberes e experiências sistêmicas.

OS SALDOS NAS EXPORTAÇÕES DO AGRO BRASILEIRO*
O agronegócio brasileiro abastece os mercados regionais por vias internas e exporta os excedentes gerando no conjunto milhões de empregos diretos e indiretos nos cenários rurais e urbanos, mobilizando diuturnamente sistemas de transportes, distribuição e consumo, exigindo inovações tecnológicas, compartilhando saberes e experiências sistêmicas.
Além disso, atento à sustentabilidade socioeconômica e ambiental dos recursos naturais, que também custa dinheiro para quem planta e cria, avançando na gestão para resultados, qualificando a mão de obra para saber lidar com as inovações tecnológicas, exigindo lucratividade nesse gigantesco esforço produtivo do campo à mesa do consumidor, onde ele estiver, e ofertando os alimentos in natura e processados de origem animal e vegetal; negócios e desempenhos desenvolvidos pelos empreendedores rurais, que têm a dimensão do Brasil e do Mundo!
Nesse caminhar entre demandas, ofertas, procura e consumo emerge também o setor supermercadista brasileiro, entre outros serviços, que teve um faturamento bruto de R$ 378,3 bilhões (5,2% do PIB do Brasil) em 2019 ou 6,4% superior ao de 2018, empregando diretamente 1,88 milhão de pessoas e abrindo 28,7 mil novas vagas de trabalho num universo de quase 90 mil lojas. Estimam-se que 65% desse faturamento bruto se devem às vendas de alimentos ou R$ 227 bilhões (Abras); o setor alimentação fora do lar (2018) movimentou R$ 205 bilhões, segundo o Foodservice Brasil. Agro multiplicador.
Portanto, visão de sistemas agronegociais, e não somente de produtos agropecuários. Em 2019, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas (ABIA) revela um faturamento de R$ 699,9 bilhões ou 6,7% maior que do ano de 2018, sendo que o Brasil é o 2º maior exportador mundial de alimentos industrializados, principalmente para a China.
O mercado “PET” brasileiro (2º no mundo) faturou R$ 34,4 bilhões em 2018, e projeção de R$ 40 bilhões em 2020, sendo que 67% são devidos aos alimentos dos animais e aves de estimação ou R$ 26,8 bilhões; previsão versus pandemia!
No segmento de prestação de agrosserviços na aplicação de defensivos agrícolas se destaca também a aviação agrícola brasileira, com 2.280 aeronaves, sendo quinze helicópteros, a 2ª maior do mundo, e somente superada pelos EUA, com uma frota de 3,6 mil aviões e helicópteros. Os 56,5% da frota nacional atuam no Mato Grosso (líder), Rio Grande do Sul e São Paulo; 267 empresas desenvolvem suas atividades nesse segmento da agricultura (Sindag/2019).
Contudo, não se pode subestimar também o emprego dos pulverizadores costais e tratorizados no combate e controle sistemáticos às pragas e doenças, entre as quais causadas por bilhões de bactérias, vírus, insetos sugadores e mastigadores, nematódeos, fungos e ácaros, que atacam as culturas anuais e perenes; bem como considerando os avanços na pesquisa e formulação dos biodefensivos (20 novos registrados somente em 2020/MAPA), controle integrado de pragas e doenças, e plantio direto. O seguro agrícola abrangente ainda é apenas uma promessa nesse País continental que planta, cria e colhe o ano inteiro. Vale ressaltar também que o consumo aparente de fertilizantes passou de 3,74 milhões de toneladas em 1988 para 35,5 milhões em 2018, crescendo 849,2% em 30 anos.
Somam-se ainda mercados, Ciência e prática compartilhados com milhões de empreendedores rurais brasileiros, e sem discriminar os familiares, médios e empresários, com suas singularidades tecnológicas, demandas e ofertas, o que sinaliza e recomenda uma eficiente, presente e universalizada extensão rural pública, e a indispensável assistência técnica privada, e muita pesquisa agropecuária de ponta, acessível!
Em havendo competências técnicas e operacionais, ainda persiste um espaço considerável para assistir os produtores rurais, incluindo-se também aqueles que se dedicam aos produtos orgânicos e agroecológicos, todos dependendo de dos mercados, boas práticas, e de milhares de informações e convergentes, aplicáveis e indispensáveis à tomada de decisão no agronegócio nesse viger do século XXI.
Faz-se necessário enumerar novamente, quantificando-os, os saldos das exportações do agronegócio brasileiro entre 1997 e 2017 extraídos de trabalho de pesquisa de Alves, Souza e Marra, todos da Embrapa. Senão vejamos: 1997, US$ 15,17 bilhões; 1998, US$ 13,51 bilhões; 1999, US$ 14,80 bilhões; 2000, US$ 14,85 bilhões; 2001, US$ 19,6 bilhões; 2002, US% 20,39 bilhões; 2003, US$ 25,90 bilhões; 2004, US$ 34,20 bilhões; 2005, US$ 38,51 bilhões.
E mais, 2006, US$ 42,77 bilhões; 2007, US$ 49,70 bilhões; 2008, US$ 59,96 bilhões; 2009, US$ 54,89 bilhões; 2010, US$ 63,04 bilhões; 2011, US$ 77,46 bilhões; 2012, US$ 79,41 bilhões; 2013, US$ 82,91 bilhões; 2014, US$ 80,13 bilhões; 2015, US$ 75,75 bilhões; 2016, US$ 71,31 bilhões; e 2017, US$ 81,86 bilhões = US$ 1,015 trilhão. De janeiro a junho de 2020 foi de US$ 45,39 bilhões; galinha dos ovos de ouro!
Em 1989, o superávit do agro foi de US$ 10,8 bilhões e representou, à época, 67% das exportações totais do Brasil (Ipea), e que abrange atualmente vendas para 200 países. Comparando-se 1989 com 2019, o superávit nas exportações do agronegócio cresceram nominalmente 706,5%. Como concretamente contestar ou subestimando esse renovado desempenho histórico até hoje, e abastecendo e exportando?
Uma pergunta; se o agronegócio brasileiro abastece e exporta para o mundo todo, como se afirmar recorrentemente nas mídias, generalizando hipóteses, que os alimentos estão sempre contaminados por agrotóxicos. Essa retórica não tem sustentação à luz dos fatos, embora tenha uma plateia urbana considerável. Entretanto e necessário, os defensivos agrícolas exigem para serem aplicados orientação técnica adequada, suficiente, e na hora certa!
Na safra brasileira de grãos 2006/2007 a ferrugem asiática, relatada no Japão pela primeira vez em 1902 (tendo chegado ao Brasil na safra 2000/01, no Oeste do Paraná, disseminando) resultou, à época, num prejuízo aos sojicultores brasileiros de US$ 2,19 bilhões, a preços correntes. Porém, com as pesquisas sobre seus controles fitossanitários e outras inovações havidas e por haver ao longo dos anos, hoje o Brasil é o produtor e exportador mundial de soja (Google/Conab). Feito notável devido à pesquisa, mercados e adoção de inovações em nível de campo.
Assim posto, o Brasil se destaca também como campeão mundial no recolhimento integrado de embalagens primárias de defensivos agrícolas em nível de campo (94%), sendo que entre 2002 a 2019 o “Sistema Campo Limpo-inPEV”, já contabilizou 557 mil toneladas dessas embalagens; sendo um programa brasileiro cooperativo e integrado de logística reversa de embalagens vazias ou com sobras pós-consumo de defensivos agrícolas!
“A cada 100 embalagens vazias de defensivos agrícolas recebidas pelo Sistema, 94 são recicladas e 6 incineradas, e têm destinação ambientalmente correta.”
Recorde-se que a ONU/FAO registra que o Brasil está em 58º lugar na aplicação de defensivos agrícolas no mundo e sob o critério de consumo de defensivos em função da atividade agrícola, com 0,28 quilos de defensivos por tonelada de produtos agrícolas, contra 9,38 kg/hectare nos Países Baixos; 6,89 kg/hectare na Bélgica; 5,63 kg/hectare em Portugal; e 6,66 kg/hectare na Itália, entre outros países produtores!
É bom lembrar que os centros urbanos brasileiros, com seus atuais 179 milhões de habitantes, são também poluidores das paisagens rurais e da água nos cenários de milhares de km2 das respectivas bacias hidrográficas, e consequentes à falta de saneamento básico e tratamento adequado dos lixos, dejetos, e de outros agentes poluidores, até agora. Estima-se também em até 40% a perda da água tratada nos centros urbanos!
Pode-se também aceitar que entre os desafios desse século estão incluídos o acesso regular à água para múltiplos usos, e a segurança alimentar para ricos, pobres e remediados, mas não existe alimento barato, pois custa muito dinheiro do produzir ao ofertar. Os produtores rurais devem ser pagos por serviços ambientais prestados, pois eles transcendem a porteira da fazenda e os cenários de campo! *Engenheiro agrônomo Benjamin Salles Duarte – Julho de 2020.
NOTA: o agricultor Laércio Dalla Vechia, de Mangueirinha (PR), é o campeão nacional de produtividade física máxima na cultura da soja, safra 2019/2020, com 118,72 sacas por hectare, em sequeiro, sendo a média nacional de 55,5 sacas.
O 2º lugar foi do produtor Antônio Guedes de Oliveira Neto, de Patrocínio (MG), com 118,63 sacas por hectare, sagrando-se campeão da região Sudeste, e atento, como revelou, à prática da agricultura de precisão (CESB).
Em 2019, o produtor David Hula (Virgínia-EUA) sagrou-se campeão mundial de produtividade de milho, com 640,64 sacas/hectare (NCGA); o milho é o grão mais cultivado no mundo, com 1,11 bilhão de toneladas na safra 2019/20: EUA, 345,9 milhões de toneladas; China, 260,8 milhões e Brasil; 101,1 milhões de toneladas ou 707,8 milhões de toneladas; 63,7% do total da safra mundial. (Fiesp/Agronegócio).Em 2018, a produção brasileira de rações foi 72,3 milhões de toneladas, destacando-se; 31,7 milhões de toneladas para frangos; 16,8 milhões de toneladas para suínos; e 6 milhões de toneladas para vacas leiteiras ou 75,3% do consumo total. (Google).
 


Fonte: O Autor



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