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05/12/2011

Praga da seringueira: pesquisador da Empaer recomenda clones resistentes

A praga foi encontrada pela primeira vez no município de Belterra, no Estado do Pará

Com objetivo de recomendar clones resistentes à broca da seringueira (Tapuruia felisbertoi), doença que apareceu no ano de 2008, no município de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), causando prejuízo econômico, redução na produção de látex e diminuição da área de exploração da planta, o pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Eliazel Vieira Rondon, desenvolve um projeto que virou tese de mestrado, monitorando 20 clones, sendo 13 brasileiros e 7 clones orientais para controlar a infestação da praga nos seringais.

O inseto também foi encontrado nos municípios de Juína, Rosário Oeste e São José do Rio Claro. Para acompanhar o comportamento da broca foram instalados experimentos no Centro de Pesquisa da Empaer, em Sinop. Foi constatado que o clone RRIM 725 foi o que teve maior infestação de insetos, seguindo dos clones IAN 2878, IAN 6721, IAN 2903 e outros. Os clones que estão sendo indicados para plantio e não foram atacados pela broca são: FX 3864, FX 3988, IAN 2878, IAN 6721, IAN 2903, DT1 PB 235 e RRIM 600 (o mais plantado no Estado).

Conforme Rondon, a praga da seringueira causa preocupação devido à falta de literatura existente no País e submete a planta a sangria precoce, o que torna vulnerável ao ataque de doenças. Ele explica que as larvas raspam a árvore e ao penetrar na casca atinge os vasos laticíferos, provocando perda de látex, destruição da casca e comprometendo sangrias futuras. Os insetos adultos emergem no período chuvoso e após o acasalamento a fêmea deposita os ovos na casca da seringueira e morre.

O inseto Tapuruia Felisbertoi que possui de 10,5 a 18 mm de comprimento tem a seringueira como a única espécie de planta hospedeira. A praga foi encontrada pela primeira vez no município de Belterra, no Estado do Pará, e atualmente já foi localizada no Estado de Goiás. Para combater o inseto, além da utilização dos clones resistentes e aplicação de inseticidas é importante ter um manejo adequado. "É necessário realizar a adubação da capina roçada, não deixar resto de desbrota e fazer a aplicação de inseticidas para controlar o inseto", explica Rondon.

Segundo o pesquisador, a monocultura tem sido apontada como uma grande vilã para o ecossistema facilitando o ataque de doenças. As principais pragas encontradas na seringueira no Estado são mandarová, mosca-branca, vaquinha, cochonilha, pulgão, percevejo-de-renda, saúva e cupim. O pesquisador faz mestrado, na cidade de Campo Grande, no Estado do Mato Grosso do Sul, com a orientação do professor, Silvio Fávero.

BORRACHA

Com uma produção de 27 mil toneladas de borracha por ano e uma área de 46 mil hectares de seringueira (dados do IBGE), o Mato Grosso está classificado em terceiro lugar no ranking nacional em área plantada. A indústria de pneumáticos consome aproximadamente 80% da borracha produzida, imprescindível na fabricação pneu, câmara de ar, luvas cirúrgicas e outros. O Brasil produz apenas 1% e importa 64% dos países asiáticos. O Estado de São é o maior produtor.


Fonte: portaldoagronegocio.com.br



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Comentário(s) (1)


klinger Alves disse:

06/12/2011 às 22:15

Devemos estar atentos a essas e outras pragas para que não cheguem a nossa região (Mato Grosso do Sul). Talves o nosso clima com secas definidas e longas possam dificultar o seu aparecimento...

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