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22/03/2013

Produção de folha de papel A4 necessita de 10 litros de água

Para evitar desperdício, indústria está investindo na pegada hídrica.

Segundo o Instituto Akatu, instituição que estimula o consumo consciente, a produção de papel está entre os processos industriais que mais consomem água. Para entender o sistema industrial do setor necessita 540 litros de água para produzir um quilo de papel. Já o Water Footprint Network (WFN), organização mundial empenhada em promover o uso sustentável da água, afirma que em média, no mundo, para fazer uma folha de papel A4 são necessários 10 litros de água.

Os números revelam que produzir papel consome água, muita água. Mas por que as indústrias de papel devem se preocupar com isto? A resposta vem do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que informou que no Espírito Santo, onde existem grandes áreas plantadas de eucaliptos para a produção do papel, há indícieos que cursos de água desapareceram  devido ao alto consumo dessa espécie. A polêmica existe, mas pesquisadores do assunto e profissionais do setor  discordam.

“Em termos de disponibilidade, a água é um uso direto das empresas. Se uma hora a água acabar, elas param de produzir”, afirma Glauco Kimura de Freitas, que é mestre em Ecologia e coordenador do Programa Água para a Vida do WWF-Brasil, organização brasileira não governamental dedicada à conservação da natureza que atua em mais de 100 países com o apoio de cinco milhões de pessoas.

Glauco ainda comenta que a redução do uso da água traz importantes benefícios para as empresas: “ela recebe benefício próprio; depois diminui o custo e gera oportunidade para outras produções; e ainda pode ganhar o selo de certificação que, muito  provavelmente, será criado em breve”, afirma.

Para driblar as dificuldades, respeitar o meio ambiente e reduzir o gasto de água, a indústria de papel está investindo cada vez.  Uma das alternativas é o estudo sobre o uso do papel sintético, que ainda não foi concretizado por ter os custos muito altos. Outra possibilidade, que está dando certo, é a reciclagem do papel. A Compam, empresa que fornece serviço de reciclagem, afirma que para produzir uma tonelada de papel reciclado o gasto de água cai pela metade, comparado ao papel novo. No Brasil, pouco mais de 30% da produção de papel vem do reaproveitamento.

Segundo arquivos da ANA (Agência Nacional de Águas), uma moderna fábrica de papel na Finlândia reduziu o consumo de água por unidade de produção em mais de 90% nos últimos 20 anos, graças à mudança de polpa química para termomecânica e à instalação de uma unidade de tratamento biológico de resíduos que permitiu a reciclagem da água.

Para o coordenador da WWF Brasil, Glauco, a “pegada hídrica” tem sido tema de muitos estudos e é o que há de mais novo nessa luta em favor da sustentabilidade.

Entenda o que é “pegada hídrica”
A pegada hídrica é o impacto da água ao longo de uma cadeia. Na produção de papel, por exemplo, ela é medida desde as plantações do eucalipto até a produção industrial, passando por todo o ciclo. Isso explica porque uma folha de papel usa 10 litros de água. “Hoje, essa é uma das medidas de economias que aumenta a eficiência dentro das operações da indústria”, afirma Glauco.
O cálculo da pegada hídrica é feito durante toda a cadeia, o que gera impacto aos produtores e susto aos consumidores finais. Para Glauco, essa é uma medida educativa que faz os consumidores reconhecerem o impacto ambiental de toda cadeia produtiva. “Esses métodos ainda estão em desenvolvimento, porém cada indústria pode buscar a sua forma de investigar o consumo da água”, comenta.

Penalidades
No Brasil a água é um bem de domínio público, ou seja, todo cidadão tem direito a ela, diferente de outros países que apenas quem têm dinheiro pode beber esse líquido vital. Justamente por isso, aqui existem órgãos reguladores e agências estaduais que fiscalizam o uso dela. “Exemplo disso são as empresas que precisam usar as águas de rios. Elas têm que adquirir uma licença do governo para poder usar”, lembra o coordenador do Programa Água para a Vida.

Os órgãos existem, no entanto, não é notável que a fiscalização quanto ao uso e desperdício da água é feita corretamente. Para Glauco, no Brasil faltam as multas, por exemplo. Porém há fatores, como o tamanho do país, o que dificulta  a ação dos fiscalizadores. “Muito mais do que as penalidades, hoje nosso intuito é trabalhar com os incentivos”, comenta. Afinal, com a economia de água todos ganham.

“Nós estamos acostumados com a cultura da abundância e do desperdício, mas precisamos também, como todos outros povos, cuidar desse privilégio”, afirma Glauco. Em caso contrário, o mundo todo pode ficar sem água e essa, sem dúvidas, seria a maior penalidade. 


Fonte: CeluloseOnline com informações da Revista Cyan e do Waterfootprint



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Comentário(s) (1)


José Hess disse:

01/04/2013 às 08:43

Qual o nome do pesquizador que fez essa pesquiza? Qual a formação profissional deles?Da onde vem seus recursos financeiros.Qual o objetivo desse levantamento ?
Por que não questionam as fábricas que estão em outros paises? Onde está o download do trabalho com os dados pesquizados, onde está a prova? Parem por favor de publicar coisas fúteis e mentirosas. A água nunca se acaba só através da eletrólise. A água se transforma e se recicla.
Sejamos inteligentes e constatemos os interesses de nossos concorrentes estrangeiros no mercado de celulose e papel. A próxima etapa deles é instalar doenças em nossos eucaliptos, e já está ocorrendo isso. Como nosso povo é inocente, meu Deus que país é esse.

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