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20/06/2012

Rio+20: Afinal, o que é esta economia verde?

Reduzir o desperdício e atribuir valor a recursos naturais são premissas, dizem especialistas

Ronaldo Luiz

Nas discussões da Rio+20 uma expressão é onipresente: “economia verde”. Porém, até esta quinta-feira (14), os negociadores da conferência ainda não haviam resolvido o impasse em torno da definição do termo. “O Brasil defende a ideia da economia verde inclusiva, um paradigma do desenvolvimento sustentável que tenha muita ênfase no desenvolvimento social, além do ambiental e econômico”, afirma o ministro das Relações Exteriores, embaixador Antonio Patriota.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a economia verde tem como princípio emitir pouco carbono, usar de modo eficiente os recursos naturais e promover a inclusão social.

Para o sócio fundador da RC Consultores, o economista Paulo Rabello de Castro, economia verde significa, em primeiro lugar, reduzir o desperdício de recursos, sejam eles quais forem. “E neste quesito [não desperdiçar], o agricultor é um expert, já que sempre conviveu com escassez de recursos”, diz, acrescentando que “portanto, economia verde tem muito a ver com a agricultura”.

Senadora Kátia Abreu (esq.), jornalista William Wack (centro) e o economista Paulo Rabello de Castro (dir.) em debate que discutiu o que é economia verde

Na opinião da senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a economia verde passa pela atribuição de valor financeiro aos recursos naturais. “É onerar quem agride o meio ambiente, e premiar quem protege. Enquanto isso não ocorrer, a floresta, por exemplo, não terá valor em pé.”

Rabello de Castro destaca que fortalecer a produção agropecuária é sinônimo de se investir em sustentabilidade, já que o enriquecimento agrícola – que tem efeito multiplicador – acarreta em proteção ambiental. É o que diz, por exemplo, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), ao assinalar que “o declínio da produtividade agrícola faz com que pessoas invadam florestas, pastagens e áreas úmidas, criando um espiral de degradação ambiental e pobreza”.

De acordo com o economista, uma economia verdadeiramente verde requer mudança no conceito de PIB, que deveria passar a incorporar resultados ambientais e sociais no cálculo. “Hoje, um PIB alto pode ser sinônimo de dano à natureza.” Pedro Arraes, presidente da Embrapa, vai na mesma linha ao ressaltar que “o desafio da economia verde passa pela construção de métricas, que adicionem os ativos ambientais e sociais à conta”.

Kátia Abreu chama atenção para o fato de que economia verde não pode significar “decrescimento”, tese defendida por alguns. Na opinião da senadora, proteger não significa não se desenvolver. O caminho, salienta, é investir em pesquisa científica e inovação tecnológica, a fim de promover o crescimento com sustentabilidade em todas as esferas: econômica, social e ambiental.


Fonte: Sou Agro



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