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04/10/2011

Secretário do MMA fala sobre plano nacional de agroecologia

O Plano Nacional de Transição Agroecológica em elaboração no Ministério do Meio Ambiente (MMA) para atender às redes que buscam outro padrão de desenvolvimento econômico foi um dos principais motivos que levaram o MMA a participar, na segunda-feira (26/9), da abertura do Encontro Nacional de Diálogos e Convergências: agroecologia, saúde e justiça ambiental, soberania alimentar, economia solidária e feminismo..

O Plano, resultado de um compromisso assumido pela ministra Izabella Teixeira com as redes de economia solidária e de agricultura familiar, concilia produção de alimentos com conservação dos recursos naturais e viabiliza a agricultura familiar. O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável e representante do ministério no evento, Roberto Vizentin, explicou que uma das convergências que essas redes buscam "é fortalecer a alternativa concreta de organização da produção agrícola em bases ecológicas", afirmou.

Segundo ele, esse modelo de produção dialoga com o tema das mudanças climáticas e estimula a agrobiodiversidade. Esse sistema prioriza uma forma plural de produção que se contrapõe à monocultura. Em vez de plantar somente um tipo de grão em grandes extensões de terra, esse sistema investe em vários tipos de cultivos diferentes e, com isso, não só promove a adaptação à diversidade do ambiente, mas mitiga os efeitos climáticos , explica
 
Uma das vantagens da agricultura ecológica em comparação com a agricultura convencional é o reduzido impacto que ela exerce sobre os recursos naturais, sobretudo, em relação às mudanças climáticas porque não se baseia em insumos agroquímicos, os quais usam, especialmente, adubos nitrogenados e formas de uso do solo que emitem gases de efeito estufa.
 
Ao ser menos vulnerável, o sistema de produção agroecológico proporciona menos impacto na mudança climática e aumenta a segurança alimentar das regiões e dos países , disse Vizentin. Ele informou que o modelo defendido pelas redes está predominantemente ligado à agricultura familiar. "Ele é exatamente o contrário da produção convencional baseada em commodities e em um sistema produtivista", disse.
 
No encontro, os participantes criticaram o uso do agrotóxico na agricultura brasileira e mencionaram o compromisso da ministra Izabella Teixeira, anunciado pela presidente da República, Dilma Rousseff, durante a Marcha das Margaridas deste ano, de instituir uma mesa de discussão sobre o uso e as consequências da aplicação massiva de venenos na agricultura brasileira. "O Brasil é campeão mundial de uso de agrotóxico e isso impacta o meio ambiente e a saúde pública. Um exemplo disso foi o veneno detectado no leite materno das mulheres que amamentavam no município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, até a contaminação dos recursos hídricos", alertou o secretário.
 
Ele disse que a literatura científica está repleta de exemplos de surgimento e de aumento de doenças graves, como o câncer, associados ao uso do veneno. O encontro buscou ainda ampliar e fortalecer o polo democrático e popular da sociedade brasileira para aumentar conquistas sociais, econômicas e ambientais. "Trata-se de uma via de mão dupla: ampliar e resistir para não dar passos para trás, como, por exemplo, com a aprovação do novo Código Florestal que anistia os desmatadores.  Ao fazer isso, certamente haverá um exacerbamento do desmatamento no País", concluiu Vizentin.


Fonte: MMA - Ministério do Meio Ambiente



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Comentário(s) (1)


Maria Aparecida disse:

05/10/2011 às 09:17

Para este projeto realmente acontecer a linha de crédito exclusiva da agricultura familiar deve ser estendido a pequenos agricultores que dependem de mão de obra além da família ou que deseja realizar uma pequena produção agroecológica, com fins comercial que não possuem recurso para iniciar um empreendimento agroecológico apenas com a base teórica do conhecimento. Dou a mim como exemplo. Sou formada em Zootecnia, possuo 16 ha em mata, pasto e café, este último em pousio à 3 anos. Sonho em realizar uma produção agroecológica, com variedades de frutas entre o café. Plantio de árvores nativas e criação de galinhas caipiras. Segundo afirmam não tenho direito ao recurso pois meu marido produz café em escala considerada média na cafeicultura. Sendo ele convencional não tenho o seu apoio, então não possuo recurso próprio uma vez que minha renda é variável e proveniente do trabalho como professora no curso de agronomia em uma faculdade daqui, Outras escassas vezes de algum serviço de consultoria em meio ambiente, que no interior é raro e mal remunerado. Sou bisneta, neta, filha e agora esposa de uma sociedade que sempre subjulgou as mulheres rurais. Fiz Zootecnia e tenho mestrado em Meio Ambiente e Sustentabilidade, especialização em Agroecologia, tendo Caparal, Altiere e Clara como professores. Não tenho a possibilidade de transformar em prática o que tanto sonho por que não me encaixo em nenhum recurso para pegar uma terra que foi dado o devido descanso para se desintoxicar e assim estar preparada para produzir diversificadamente e servir aos agricultores e alunos como campo de experimentação.

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