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04/05/2015

Solos, realidade e desafios

Por Djalma Martinhão Gomes de Sousa Pesquisador da Embrapa Cerrados

Foto ilustrativa - Google
A ONU (Organização das Nações Unidas) declarou 2015 como o Ano Internacional dos Solos. É de fundamental importância que a sociedade desperte para a necessidade do manejo sustentável do solo. Desde os primórdios, técnicas foram desenvolvidas buscando conservar esse recurso natural indispensável para a vida humana, como diversificação de cultivos, métodos de plantio conservacionistas (plantio direto, sistemas integrados, rotação de cultura), adequação da fertilidade química, física e biológica para diferentes sistemas. Hoje temos disponível várias técnicas para manejar o solo, para que ele tenha qualidade e, com isso, forneça a humanidade alimentos saudáveis.
 
No Brasil, 65% a 70% dos solos cultivados apresentam bons índices de produtividade e conservação. Entretanto, em torno de 30% a 35% incorporados ao sistema produtivo ainda apresentam baixa produtividade, e isso, certamente, nos leva a observar algumas áreas degradadas ou em processo de degradação. Um dos problemas que respondem pela maior parte dos 90 milhões de hectares degradados ou em processo de degradação são as pastagens (60% a 70%), manejadas de forma inadequada, em especial nos aspectos de nutrição das forrageiras e manejo animal. A produção de grãos de determinadas culturas também apresenta baixa produtividade por causa dos aspectos nutricionais e do manejo do solo (de 25% a 30%).
 
É importante observar, no entanto, que a maior parte desses problemas poderiam ser evitados, já que os produtores podem contar com técnicas corretas a serem utilizadas em nossa Agricultura. E se, porventura, surgir algum problema ainda sem solução, certamente temos condições de desenvolvê-la, para isso existem as universidades, a Embrapa e outros órgãos de pesquisa no Brasil. O que se sabe é que, se a tecnologia já disponível fosse utilizada de forma adequada, seria possível aumentar a qualidade dos solos do país, o que resultaria em ganho de produtividade de grãos de até 50%. Já na pecuária há possibilidade de no mínimo esse número dobrar.
 
Mas, certamente, ainda há coisas a fazer, em especial as relacionadas a sistemas conservacionistas, como o de plantio direto e o desenvolvimento dos integrados, como o agro-silvo-pastoril. Outra área de pesquisa de grande importância é a da fixação biológica do nitrogênio em gramíneas, como o Milho, trigo e Cana-de-açúcar, para que, num futuro próximo, possamos fazer cultivos sem adição de fertilizantes nitrogenados, a exemplo do que ocorre hoje com as leguminosas, como a Soja e o feijão, entre outras.
 
Na pecuária, é a adequação da fertilidade química do solo, com aplicação de corretivos e fertilizantes, implicando melhora das condições nutricionais e produtividade das forrageiras, que, associados ao manejo animal, aumentam a produtividade de carne e leite. Todas essas práticas que impulsionam a produtividade de grãos, de carne, de leite, certamente impactam de forma positiva a qualidade do solo, pois aumenta a disponibilidade de restos de material vegetal, o que leva a maior atividade dos micro-organismos e aumento no teor de matéria orgânica, um importante fator de qualidade do solo. Entretanto, é fundamental atentar para o fato de que é inviável aumentar a produtividade no campo sem o devido avanço de técnicas de manejo do solo e que, por sua vez, devem acompanhar o avanço do Melhoramento genético.
 
Por fim, para a pesquisa Agropecuária, o maior desafio dos dias de hoje seria termos uma Agricultura de baixa emissão de carbono. Ou seja, Agricultura que ajude a reduzir o problema do aquecimento global do planeta. Para isso, o solo poderá ser utilizado como armazenador dos gases que causam o aquecimento, gerando vida no solo e melhoria no armazenamento e na purificação da água. Resumindo, o maior desafio será conquistar a harmonia entre o desenvolvimento do homem e do solo, componentes da natureza.


Fonte: Sistema FAEMG



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