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27/07/2017

UFV faz parceria com empresas florestais para produzir eucaliptos resistentes à seca


As empresas produtoras de eucaliptos no Brasil estão contando com a UFV para se antecipar às variações climáticas que podem ocorrer em um futuro próximo. E elas têm um bom motivo para isso. Com a seca inesperada entre 2013 e 2015, somente Minas Gerais perdeu cerca de 100 mil hectares de plantio de eucalipto. Se a situação se repetir, as empresas querem ter à disposição material genético tolerante ao estresse hídrico. No país, são 5,5 milhões de hectares plantados com eucaliptos. A maior área está em Minas Gerais, com cerca de 1,5 milhão de hectares.

Para garantir a produção, desde o início deste ano, 13 grandes empresas do setor florestal se uniram à UFV para a criação de um projeto de desenvolvimento de genótipos tolerantes à seca. Trata-se de um projeto inédito na área florestal em que cada empresa irá disponibilizar seus melhores clones para que a Universidade faça cruzamentos controlados, capazes de gerar plantas híbridas ainda melhores para produção de madeira e mais adaptadas à possível redução de chuva. “Este projeto só é possível porque envolve uma universidade. As empresas investem muito em melhoramento genético, mas perceberam que podem se juntar, buscando sinergia para reduzir custos e obter plantas mais resistentes. Elas só fazem isso porque confiam na capacidade de gestão do projeto cooperativo e da pesquisa da Universidade”, diz o professor Gleison dos Santos (foto), gestor técnico do projeto mediado pela Sociedade de Investigações Florestais (SIF), sediada na UFV. 

Além de disponibilizar material genético de alto padrão, as empresas também estão financiando estruturas para o funcionamento da pesquisa no Departamento de Engenharia Florestal. Os recursos já permitiram reformas e construção de novas estufas, melhorias no viveiro de mudas, e irão também financiar bolsas de mestrado, pós-doutorado e iniciação científica para estudantes da UFV.  “Em tempos de poucos recursos governamentais, a parceria com o setor privado é ainda melhor para o bom desenvolvimento das pesquisas”, avalia o chefe do Departamento de Engenharia Florestal, Sebastião Valverde.

O projeto prevê um ritmo para que as pesquisas aconteçam. A expectativa é que dure cerca de 15 anos, o tempo gasto para que uma nova variedade seja desenvolvida, cresça e possa ser avaliada em todas as suas fases de seleção. Mas a entrega de produtos de cada fase ocorrerá em etapas, com prazos mais curtos. Para começar, a Universidade tem dois anos para entregar a produção de sementes híbridas obtidas através do cruzamento entre os melhores materiais genéticos. “Serão feitos mais de 700 cruzamentos controlados e vamos polinizar mais de 160 mil flores de eucaliptos para geração de indivíduos mais resistentes”, conta Gleison Santos. Em uma próxima etapa, as sementes serão plantadas e avaliadas nas áreas de Minas Gerais e Bahia, onde houve as maiores perdas causadas pela seca. A cada entrega de resultados, as empresas investirão em novas etapas, como na realização de testes clonais, plantios pilotos, avaliação da qualidade dos híbridos para os diferentes tipos de uso da madeira e recomendações nutricionais mais adequadas para diferentes regiões.

Pesquisadores e empresas também querem saber por que um material genético é mais tolerante à seca que outros. Por isso, o projeto prevê ainda estudos sobre a fisiologia das plantas e aspectos nutricionais em relação aos diferentes tipos de solos. Para Moacir do Nascimento Filho, atual presidente da SIF, o Projeto pode marcar uma mudança na forma de relacionamento da universidade com as empresas: “estamos buscando áreas em que possamos trabalhar em sinergia”. Segundo o coordenador técnico do projeto, os resultados obtidos nas pesquisas irão elevar a competitividade florestal de todas as empresas que firmaram a parceria com a UFV. Além disso, os novos clones desenvolvidos deverão ser protegidos como propriedade intelectual da Universidade e das empresas participantes do projeto. “Assim, a inovação desenvolvida na UFV, com apoio das empresas, poderá ser transferida para os plantios comerciais e aumentar a geração de emprego e renda, para a cadeia econômica que usa o eucalipto como matéria-prima”, diz Gleison.
 


Fonte: Universidade Federal de Viçosa



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23/08/2017 às 08:41

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