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11/12/2012

Vale a pena investir no campo

Foto: Google

Esta é uma das conclusões de relatório divulgado pela FAO na semana passada. Segundo o documento, o desenvolvimento da economia rural também é aliado no combate à pobreza

 

Investir na agricultura é uma das formas mais eficazes de reduzir a fome e a pobreza, e ao mesmo tempo proteger o meio ambiente. E aplicar no agronegócio compensa. Essas são as principais conclusões de um dos relatórios anuais mais importantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), “O estado da alimentação e agricultura 2012 (Sofa)” apresentado na quinta-feira em Roma, na Itália. Segundo o relatório, os mais de 1 bilhão de agricultores no mundo devem estar no centro de qualquer estratégia de investimento agrícola, pois são eles os maiores investidores nesse setor. Mas os investimentos dos agricultores estão muitas vezes limitados por condições desfavoráveis.

 

“É necessária uma nova estratégia de investimento que se centre nos produtores agrícolas”, afirmou o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva. “O desafio é concentrar os investimentos em áreas onde podem fazer a diferença. Isso é importante para garantir que os investimentos vão obter altos retornos econômicos e sociais e de sustentabilidade ambiental.”

 

Os novos dados compilados para o relatório mostram que os agricultores de países de baixo e médio rendimento investem mais de US$ 170 bilhões por ano nas suas propriedades agrícolas – cerca de US$ 150 por agricultor. Isso representa três vezes mais do que todas as outras fontes de investimento combinadas, quatro vezes mais do que as contribuições do setor público e mais de 50 vezes mais do que a ajuda oficial ao desenvolvimento a esses países.

 

Segundo o relatório da FAO, investir na agricultura compensa. Nos últimos 20 anos, por exemplo, os países com as maiores taxas de investimento nas explorações agrícolas fizeram mais progressos na redução da fome pela metade, ou seja, para o cumprimento do primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio.

 

Em contrapartida, as regiões onde a fome e a pobreza extrema estão mais generalizadas – no Sul da Ásia e na África subsaariana – tiveram taxas de investimento agrícola em estagnação ou em declínio ao longo de três décadas.

 

“Os dados recentes mostram sinais de progresso, mas para erradicar a fome nessas e em outras regiões, e conseguir isso de forma sustentável, será necessário um aumento substancial do nível de investimento na agricultura e melhorias dramáticas quanto à quantidade e qualidade do investimento no setor por parte dos governos” afirma o relatório.

 

Falta motivação O relatório da FAO destaca que em muitos países de baixo e médio rendimento os agricultores são frequentemente confrontados com fracos incentivos ao investimento. Uma série de fatores pode reduzir drasticamente a motivação à aplicação de recursos no campo. São eles: a má governança, a ausência do Estado de direito, os altos níveis de corrupção, a insegurança quanto aos direitos de propriedade, as práticas comerciais arbitrárias, a alta tributação da agricultura em relação a outros setores e a quantidade e qualidade inadequada das infraestruturas rurais e dos serviços públicos.

 

Os pequenos agricultores enfrentam ainda restrições específicas e graves, incluindo muitas vezes a pobreza extrema, os fracos direitos de propriedade e a falta de acesso aos mercados e aos serviços financeiros.

 

Segundo a FAO, é necessário que essas barreiras sejam superadas para desbloquear o potencial de investimento total dos agricultores em muitas áreas rurais.


Fonte: Estado de Minas



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