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Acácia Negra

Taxonomia

Família: Leguminosae Mimosoideae
Gênero: Acacia
Espécie: Acacia mearnsii
 
A acácia-negra (Acacia mearnsii) é uma leguminosa arbórea, originária da Austrália, que vem sendo cultivada em vários paises. No Brasil, o estado que mais a cultiva é o Rio Grande do Sul, cujo estabelecimento da primeira plantação comercial deu-se por volta de 1930. É uma espécie de múltiplos propósitos, tais como restauração de ambientes degradados, fixação de nitrogênio, produção de tanino e de energia, dentre outros. No Brasil vem sendo plantada, principalmente, com a finalidade de produção de tanino, extraído da casca e utilizado nas indústrias de curtume, e de energia, proveniente da madeira.
 
 
Uma das principais vantagens da espécie é a idade de corte no Brasil, que varia desde os 5 anos até 10 anos, enquanto na África do Sul ocorre normalmente aos 11 anos. A amplitude de produtividade gira em torno dos 10 a 25 m³/ha/ano, sendo a produção média de casca em torno de 15 t/ha. Uma árvore de acácia-negra pesa em média nos plantios brasileiros, na idade de 6 a 8 anos, 60 kg, sendo que destes 6 kg correspondem à casca e 54 kg à madeira. Em média considera-se uma produtividade de 2,2 t/ano de casca e 25,7 st./ano de madeira, num ciclo cultural de 7 anos e uma área colhida de 20 mil ha/ano, com uma produção anual em torno de 44 mil t. de casca e 3.600.000 de metros cúbicos de madeira.
 
A acácia-negra é de grande importância econômica e social nas pequenas propriedades existentes na região de plantio, pois cerca de 60% das plantações pertencem aos pequenos proprietários. A maioria deles planta e colhe a acácia-negra na entressafra.
 
As plantações de acácia-negra tem características multifuncionais, tendo uma ação recuperadora de solos de baixa fertilidade, permite consórcio com cultivos agrícolas e criação de animais e de suas árvores além da madeira é possível o uso da casca para fins industriais.
 
Apresenta bom crescimento em solos moderadamente profundos, bem drenados e de textura média. Devido ao seu sistema radicular superficial desenvolve-se bem mesmo em solos rasos, mas torna-se muito susceptível aos ventos fortes, podendo tombar com facilidade.
 
A espécies não tolera solos mal drenados, hidromórficos ou muito úmidos e apresenta desenvolvimento reduzido em solos muito ácidos e de baixa fertilidade. A acácia-negra é uma espécie eficiente na fixação de nitrogênio, recuperadora e enriquecedora do solo pela deposição elevada de folhedo rico em nitrogênio.
 
O gênero acácia é característico de regiões climáticas áridas e semi-áridas, é comum em muitas regiões sub-úmidas, pouco freqüente na região úmida e raro nas florestas tropicais e campos.
 
Sistemas agroflorestais

Inúmeros consórcios tem sido relatados da acácia-negra com cultivos agrícolas no primeiro ano de plantio, como milho, mandioca, melancia e fumo, dependendo da região.
 
Em áreas de maior declividade, pouco recomendáveis para o uso com cultivos agrícolas, plantios de acácia-negra tem sido usados em rotações com cultivos de batata, principalmente. A acácia-negra se beneficia da adubação usada nos cultivos agrícolas e pode atingir desenvolvimento esperado no sétimo ano em prazos menores, reduzindo o ciclo.
 
Doenças em Acácia-negra
 
O principal problema fitossanitário da acácia-negra é a doença conhecida como gomose, cujo agente causal é o fungo Phytophthora spp. A partir de 2001, em plantios desta espécie tem-se verificado a presença de murcha de Ceratocystis fimbriata.
 
O sintoma da murcha de Ceratocystis que chama a atenção é o aparecimento de murcha seguida da morte das árvores. Quando os caules são cortados transversalmente, observam-se estrias internas de cor marrom no cerne. Nas plantações, as árvores doentes são distribuídas esparsamente, e ocorre geralmente em plantios de acácia-negra com dois a três anos de idade.
 
O fungo C. fimbriata requer ferimentos para penetração na planta. Tais ferimentos podem ser provocados por insetos, ventos, granizo e práticas silviculturais. Os ferimentos que ocorrem nos meses quentes e chuvosos são mais favoráveis para a infecção do que os ferimentos que ocorrem nos meses frios e secos. A transmissão do fungo de uma árvore doente para uma sadia é associada com insetos vetores.
 
Referências Bibliográficas
 

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