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Palmito

 

Palmito
 
            O palmito é cada vez mais aceito tanto no mercado nacional como no internacional. Nos EUA e Europa o palmito em conserva substitui nas grandes cozinhas o aspargo e a alcachofra. O Brasil se destaca como sendo o maior exportador deste produto.
 
            A extração do palmito começou a aumentar na década de 60, principalmente na região norte. Todas as espécies de palmeiras produzem palmito, já que este é o meristema apical destas plantas. Entretanto devido a algumas características organolépticas de algumas espécies, estas não são muito aceitas pelo consumidor, como exemplo o bacuri. No Brasil existem três espécies que se destacam para a produção de palmito, o açaí (Euterpe oleracea), a  juçara (Euterpe edulis) e a pupunha (Bactris gasipaes).
 
            O açaí representa 90% da produção nacional de palmito apesar de o palmito da juçara ser de melhor qualidade. Porém o palmito de maior potencial é o da pupunha, já que esta apresenta maior produtividade, rusticidade e precocidade.
 
Texto retirado de:
 
·         Daniel, O. Potencial da Palmicultura em Mato Grosso do Sul. In: SEMINÁRIO SOBRE SISTEMAS FLORESTAIS PARA O MATO GROSSO DO SUL, 1, 1997, Dourados, Resumos... Dourados: EMPRAPA-CPAO/Florasul, 1997, p. 63-77.
 
Pupunha
 
            A pupunha (Bactris gasipaes), da família das Palmáceas, foi cultivada pelos ameríndios pré-colombianos na região neotropical úmida. Atualmente, essa espécie encontra-se distribuída desde Honduras até a Bolívia. Ocorre na costa Atlântica das Américas Central e do Sul, até São Luiz, no Maranhão, e também ao longo da costa do Pacífico, do sul da Costa Rica até o norte do Peru.
 
            Seus frutos, de sabor muito apreciado, estão integrados nos hábitos alimentares da área que cobre os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Roraima. Na região Norte ainda predomina o consumo do fruto, mas a produção de palmito a partir do cultivo da pupunheira começa a aumentar, com plantios em escalas consideráveis no Pará, Acre, Rondônia e Mato Grosso. A cultura também passa por intenso processo de disseminação fora da Amazônia, principalmente no Sudeste. Em São Paulo, a pupunheira está sendo plantada em praticamente todo o Estado. Todo esse impulso que a cultura vem recebendo é motivado pelas boas perspectivas do mercado de palmito.
 
 
Frutos de pupunha

 
            A pupunha é uma palmeira chamada "caespitose" (multi-caule) que pode atingir até 20 m de altura. O diâmetro do caule varia de 15 a 30 cm e o comprimento dos entrenós de 2 a 30 cm. Os entrenós apresentam numerosos espinhos rígidos, de cor   preta ou marrom escuro. Algumas espécies, porém, são desprovidas de espinhos.
 
            O ápice do estipe sustenta uma coroa de 15 a 25 folhas do tipo pinadas, inseridas em diferentes ângulos. As folhas tenras não expandidas, localizadas no centro da coroa, formam o palmito, um importante produto econômico.
 
            A inflorescência aparece nas axilas das folhas semescentes. Após a polinização, os cachos podem conter entre 50 e 1.000 frutos. Diversos fatores, tais como nutrição ou polinização deficiente, estiagem, competição e ataque de insetos e doenças podem causar o abôrto e contribuir para o baixo peso médio do cacho.
 
            Os frutos apresentam forma, tamanho e cor variáveis. Quando maduros, podem ter a casca vermelha, amarela, alaranjada ou totalmente verde. Quanto à forma podem ser globosos, ovóides ou cônico-globosos e o tamanho pode variar de 1 a 1,5 cm de diâmetro nos frutos sem caroço a até 7 cm nos frutos normais.
 
            A planta está adaptada a uma ampla faixa de condições ecológicas nos trópicos. Originária das regiões tropicais, com altas precipitações pluviais e solos pobres, crescem melhor quando a chuva é abundante e pode ser cultivada desde o nível do mar, até 800m de altitude.
 
            Floresce quase o ano inteiro, porém com maior intensidade entre os meses de agosto e dezembro. A maturação de seus frutos ocorre principalmente nos meses de dezembro a julho. Atualmente, sua importância como alimento e o seu potencial tecnológico têm sido incentivados através de pesquisas realizadas no Brasil, Colômbia, Peru e Costa Rica.
 
            A pupunheira pode ser aproveitada totalmente: sua palmeira é empregada em paisagismo; sua raiz como vermicida; seu tronco como madeira para construção de casas, fortificações, arcos, flechas, arpões e varas de pescar; suas flores masculinas, depois de caírem, como tempero; suas folhas, nas coberturas para habitações, teceduras de cestas e outros objetos; seus frutos, motivo principal do cultivo praticado pelos índios, são comidos cozidos. Além do consumo direto dos frutos, após cozimento em água e sal, podem eles gerar uma série de subprodutos industrializados.
 
            Depois do cozimento dos frutos pode ser obtida uma farinha seca, similar às farinhas de mandioca, milho e trigo. Este produto pode ser consumido junto com outros alimentos e na elaboração de bolos e pizzas; pode ser utilizado em panificação, pastelaria e outros alimentos à base de farinha.
 
            A massa oriunda dos frutos também produz um sorvete muito saboroso. Além disso, os frutos de aparência inferior podem ser aproveitados na fabricação de ração para animais.
 
            Os caules secundários, de alto valor para alimentação, podem ser consumidos como palmito. Atualmente o palmito, é extraído principalmente do açaí, de ocorrência na região norte e de outras palmáceas nativas da Mata Atlântica. Estas últimas, anteriormente abundantes, estão quase dizimadas pela exploração predatória. Assim, o palmito é hoje produzido, sobretudo a partir das grandes concentrações naturais de açaizeiros do estuário amazônico.
 
A pupunha está pronta para a colheita entre 2 e 10 anos, pela sua característica multi-caule, ocorrência de brotações, o que possibilita colheitas escalonadas. A planta acima de 10 anos, reduz a produção de frutos e dificulta à colheita.
 
Texto retirado de:
·         Jardim de flores. Disponível em: www.jardimdeflores.com.br. Acesso em: 01/10/2008.
 
Juçara
 
            Na Mata Atlântica, as palmeiras das quais se extrai o palmito desempenham um papel essencial para a manutenção do ecossistema. A mais famosa delas é a juçara (Euterpe edulis), devido à sua qualidade superior,  ainda é intensamente explorada de forma ilegal e predatória do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo  e está ameaçada de extinção.
 
                                     
            A mata atlântica era bastante rica nessa espécie. Entretanto, com a degradação desta floresta nas últimas décadas, tivemos uma escassez bastante grande de palmito. A partir dos anos 90, as leis ambientais, tornaram a exploração desta espécie restrita a um manejo florestal.
 
            A palmeira juçara é uma das espécies-chave para o funcionamento do ecossistema. Muito mais abundante durante o ano e também muito mais saborosos e ricos em nutrientes do que os de outras espécies, os frutos e sementes  são importantes para a sobrevivência de várias espécies de aves, roedores e até de macacos.
 
            Intensamente derrubadas a partir do século 20 para delas ser aproveitado somente um vigésimo de sua imponente estrutura. Hoje, a grande floresta que se estendia ao longo do litoral tem menos de 8% da área que tinha em 1500. A devastação do palmito acarretará o final da única área de reserva ambiental da região do Vale do Paraíba, com conseqüências desastrosas para o meio ambiente.
 
            A exploração predatória desse produto também trás graves riscos à saúde do consumidor e, além disso, é uma atividade criminosa, que já causou mortes de palmiteiros e de vigias. Hoje, bandos armados invadem reservas florestais, roubam palmito e o embalam sem cuidados de higiene, ameaçam de morte os familiares dos vigias, impõem um código de silêncio às comunidades locais e resolvem conflitos com muita violência.
 
 

Texto retirado de:
 Açaí
 
            Açaí que também pode ser confundido com a juçara é o fruto da palmeira conhecida como açaizeiro, cujo nome científico é Euterpe oleracea. É uma espécie nativa das várzeas da região amazônica, especificamente dos seguintes países: Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas e Brasil (estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Acre).
 
            O açaí é um alimento muito importante na dieta dos habitantes da Amazônia, onde seu consumo remonta aos tempos pré-colombianos. Hoje em dia é cultivado não só na Região Amazônica, mas em diversos outros Estados brasileiros, sendo introduzido no resto do mercado nacional durante os anos 80 e 90, com modificações no modo de consumo.
 
            O açaizeiro é muito semelhante à palmeira juçara (Euterpe edulis Mart.) da Mata Atlântica, diferenciando-se por crescer em touceiras de 3 a 25 estipes (troncos de palmeira) e podendo chegar até uns 25 metros. Da palmeira, tudo se aproveita: frutos (alimento e artesanato), folhas (coberturas de casas, trançados), estipe (ripas de telhado), raízes (vermífugo), palmito (alimento e remédio anti-hemorágico).
 
             O açaí pode ser consumido na forma de bebidas funcionais, doces, geléias e sorvetes. As sementes limpas são muito utilizadas para o artesanato. Quando descartadas, servem como adubo orgânico para plantas.
 
            O açaí é de grande importância para a sua região de cultivo em virtude de sua utilização constante por grande parte da população, principalmente os ribeirinhos. Nas condições atuais de produção e comercialização, a obtenção de dados exatos e quase que impossível motivado pela falta de controle nas vendas, bem como a inexistência de uma produção racionalizada. Uma vez que a matéria-prima consumida apóia-se pura e simplesmente no extrativismo e comercialização direta. No Pará, principal produtor, o consumo de açaí, em litros, chega a ser o dobro do consumo de leite.
 
            O caule, denominado de estirpe, é reto, cilíndrico, solitário, de cor gris claro, e pode alcançar até 18 m de altura, com um diâmetro de 15 cm na idade adulta. Entre o término do tronco e a parte onde nascem as folhas, há uma bainha verde tubular de 1 a 1,5 m de comprimento, mais grossa que o tronco, e formada pela base do conjunto de folhas, chamado de capitel. Dentro deste capitel encontra-se o palmito, que possui elevada importância na alimentação humana.
 
            As folhas são alternas, pinadas, e em número de 8 a 15, compostas de 38 a 62 pares de folíolos, em geral dispostas em um único plano, raramente divergente, estando regularmente sub-opostas na raque agrupadas em feixes, lanceoladas, caracteristicamente pêndulas.
 
            A inflorescência em forma de panícula é composta por uma raque central da qual parte com ramificações de primeira ordem chamadas ráquilas sustentam as flores. Nelas estão dispostas flores unissexuadas, onde se encontra uma flor feminina no meio de duas flores masculinas; em geral para os primeiros ¾ da ráquila, sendo que o ¼ da extremidade final só apresenta flores masculinas apresentando protandria acentuada, em que a abertura de flores femininas ocorre em torno de sete dias após o final da floração masculina; pode-se também encontrar inflorescências que apresentem apenas flores masculinas. ( Acho que este parágrafo esta um pouco confuso)
 
            O fruto é pastoso, possui de 1 a 1,4 cm de diâmetro, composto por um epicarpo pouco espesso, liso, violáceo-escura, com polpa escassa encerrando uma semente.
 
            A semente é quase esférica, parda-grisácea a parda-amarelada, envolta por uma cobertura fibrosa, com até 10 mm de diâmetro. As sementes desta espécie possuem endosperma muito abundante, com alto teor de reservas, as quais se constituem de carboidratos (88%), proteínas (10%) e lipídeos (2%).
 
            A dispersão dos frutos e sementes é feita a curtas distâncias, ocorrendo predominantemente em um raio de 5 m da planta mãe, ocasionando um acúmulo de sementes em pequenas áreas. Como conseqüência, a regeneração natural ocorre em "manchas de alta densidade" com até 400 plântulas por m², sendo a taxa de sobrevivência de plântulas baixa, em torno de 0,3%. A  longas distâncias, é realizada por vários mamíferos, entre os quais, morcegos, porcos-do-mato, serelepes; e aves: sabiás (Turdus spp.), jacus, tucanos (Família Ramphastidae), macucos, jacutingas. Os dispersores, principalmente vertebrados, apresentam um papel importante, pois ao removerem a polpa que envolve a semente, podem estar aumentando a probabilidade de germinação das sementes.
 
Texto retirado de:
·         Jardim de flores. Disponível em: www.jardimdeflores.com.br. Acesso em: 01/10/2008.
 
 

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